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Com chuva e ventania, Pearl Jam sai vibrante do Morumbi

por em 15/11/2015
Pear
l Jam – 14 de novembro – Estádio do Morumbi/São Paulo Por Marcos Lauro Os 31 graus da tarde deste sábado não permitiram o uniforme grunge completo: calça jeans, camiseta e camisa de flanela. Mas diferente de outros grandes shows de rock, em que vemos camisetas de diversas bandas e não só da que vai tocar naquela noite, as estampas eram predominantemente do Pearl Jam – o grupo tem aqui na América do Sul talvez os seus fãs mais fervorosos e eles não abririam mão de mostrar isso. Outra estampa que chamou a atenção foi a do bumbo da bateria de Matt Cameron: a torre Eiffel. Na noite anterior ao show, Paris foi alvo de diversos atentados terroristas e Eddie Vedder fez questão de citar que estavam tristes com os acontecimentos. Já no final do show, ele reforçou: “Chegamos aqui muito tristes hoje, mas vocês nos deixaram felizes”. O show começou 15 minutos antes do horário anunciado. Às 20h45, “Long Road” dava início aos trabalhos. Os 31 graus se transformaram numa ventania forte, que balançava todo o equipamento de iluminação sobre as cabeças do quinteto. Isso preocupou a equipe do Pearl Jam e a banda teve que improvisar: Vedder tocou sozinho “Elderly Woman Behind the Counter in a Small Town” enquanto todos checavam se estava tudo ok para o show continuar. Dado o ok, a banda voltou para explodir com “Even Flow”. Algumas músicas depois, em “Better Man”, a chuva caiu de vez, forte e gelada. Raios cortavam o céu quando a banda partiu para uma pausa de 10 minutos – dessa vez a equipe resolveu prender as estruturas da iluminação com cabos de aço para que elas balançassem menos com o vento. Funcionou. Foram 3h09 de espetáculo, com uma setlist bastante abrangente – músicas de 13 discos diferentes apareceram nesta noite. A chuva, apesar de forte, não atrapalhou e nem derrubou a animação dos fãs. E quando todos já aceitavam o fim do show com “Alive”, o Pearl Jam ainda tirou mais três músicas da cartola. Com as luzes do estádio já acessas, rolou “Rockin’ In The Free World” (um clássico do Neil Young cantado há anos pela banda), “Yellow Ledbetter” e uma versão semipunk de “All Along The Watchtower”, do Bob Dylan. Depois de tantas notícias ruins pelo mundo, a banda precisava de um final vibrante como esse.
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4
Olha Ela Aí
Eduardo Costa
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Cada Um Na Sua
Fernando & Sorocaba
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Com chuva e ventania, Pearl Jam sai vibrante do Morumbi

por em 15/11/2015
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l Jam – 14 de novembro – Estádio do Morumbi/São Paulo Por Marcos Lauro Os 31 graus da tarde deste sábado não permitiram o uniforme grunge completo: calça jeans, camiseta e camisa de flanela. Mas diferente de outros grandes shows de rock, em que vemos camisetas de diversas bandas e não só da que vai tocar naquela noite, as estampas eram predominantemente do Pearl Jam – o grupo tem aqui na América do Sul talvez os seus fãs mais fervorosos e eles não abririam mão de mostrar isso. Outra estampa que chamou a atenção foi a do bumbo da bateria de Matt Cameron: a torre Eiffel. Na noite anterior ao show, Paris foi alvo de diversos atentados terroristas e Eddie Vedder fez questão de citar que estavam tristes com os acontecimentos. Já no final do show, ele reforçou: “Chegamos aqui muito tristes hoje, mas vocês nos deixaram felizes”. O show começou 15 minutos antes do horário anunciado. Às 20h45, “Long Road” dava início aos trabalhos. Os 31 graus se transformaram numa ventania forte, que balançava todo o equipamento de iluminação sobre as cabeças do quinteto. Isso preocupou a equipe do Pearl Jam e a banda teve que improvisar: Vedder tocou sozinho “Elderly Woman Behind the Counter in a Small Town” enquanto todos checavam se estava tudo ok para o show continuar. Dado o ok, a banda voltou para explodir com “Even Flow”. Algumas músicas depois, em “Better Man”, a chuva caiu de vez, forte e gelada. Raios cortavam o céu quando a banda partiu para uma pausa de 10 minutos – dessa vez a equipe resolveu prender as estruturas da iluminação com cabos de aço para que elas balançassem menos com o vento. Funcionou. Foram 3h09 de espetáculo, com uma setlist bastante abrangente – músicas de 13 discos diferentes apareceram nesta noite. A chuva, apesar de forte, não atrapalhou e nem derrubou a animação dos fãs. E quando todos já aceitavam o fim do show com “Alive”, o Pearl Jam ainda tirou mais três músicas da cartola. Com as luzes do estádio já acessas, rolou “Rockin’ In The Free World” (um clássico do Neil Young cantado há anos pela banda), “Yellow Ledbetter” e uma versão semipunk de “All Along The Watchtower”, do Bob Dylan. Depois de tantas notícias ruins pelo mundo, a banda precisava de um final vibrante como esse.