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Conheça Reah, novo nome na cena pop independente brasileira

Cantora, que já gravou discos fora do país, reconectou-se com as raízes graças à produção musical do Brasil nos últimos anos

por Rebecca Silva em 14/11/2018

A efervescente cena musical brasileira foi o que fez a cantora Reah se reconectar com suas raízes enquanto morava fora do país. Ela, que já gravou disco no Japão, participou de uma banda punk nos Estados Unidos e agora canta “Tubaína”, single do seu disco homônimo, lançado recentemente para apresentá-la ao público brasileiro.

Reah é natural de Maringá, no Paraná. Desde pequena se viu envolvida com música e encontrava ali um refúgio. “Tive uma infância um tanto conturbada. Sempre escutava Chico Buarque, Beatles, Creedence Clearwater Revival. Componho desde os 11 anos. O Chico, em especial, mexia muito comigo por causa das letras cativantes, pelo jeito que rima bonito.” Por causa da cultura japonesa muito forte na cidade natal, Reah embarcou rumo ao Japão e estudou mais sobre música e cultura.

Em terras nipônicas, iniciou a carreira. Conseguiu contrato com uma gravadora independente e sob o nome de Reah Valente lançou o disco Certain Relativity e fez barulho no Japão. Depois, embarcou para os Estados Unidos, onde passou por Nova York e Los Angeles, ainda produzindo música. Lançou o EP My Way Back Home e o disco Psychedelic Cinema.

“Antes, a música internacional estava em alta, o pop rock, o alternativo. A música brasileira e latina são muito ricas. Vi que o que eu tinha em casa era mais bonito do que o que estava lá fora. Comecei a prestar atenção e a valorizar. É vergonhoso ter que reconhecer que vi isso por olhos estrangeiros, é um pouco doloroso", relembra Reah.

Motivada por um movimento forte de artistas independentes – muitos da comunidade LGBTQ+ - Reah iniciou sua produção em português, inspirada nos ritmos brasileiros e latinos, como o fenômeno reggaeton. “Passei a compor em português, quis voltar para o Brasil, passei a ouvir as nossas músicas não por diversão, mas como referência. É muito bonito o que está acontecendo agora. Não temos isso há muitos anos, desde a década de 1980. Seria uma pena eu não aproveitar isso. É uma força bonita , orgânica, sem dedo de gravadora.”

Reah destaca os nomes de Alice Caymmi, Liniker, Jaloo e Duda Beat para descrever a cena efervescente que a motivou. E o momento político atual também está influenciando a cantora. “Quantos já não tiveram que sair do país para ter voz durante a ditadura? Agora está acontecendo algo parecido, os artistas estão lutando por isso”, avalia.

O disco, lançado neste ano, traz dez faixas, entre elas “Tubaína”, que ganhou clipe caprichado na estética kitsch e inspirado na tendência do hi-lo. Mas Reah já está pensando além do material. “Minha intenção é juntar força com as pessoas da cena e lançar de três a quatro singles no ano que vem com esses artistas. Quero ser mais assertiva com o que estou falando”, antecipa.

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Cantora, que já gravou discos fora do país, reconectou-se com as raízes graças à produção musical do Brasil nos últimos anos

por Rebecca Silva em 14/11/2018

A efervescente cena musical brasileira foi o que fez a cantora Reah se reconectar com suas raízes enquanto morava fora do país. Ela, que já gravou disco no Japão, participou de uma banda punk nos Estados Unidos e agora canta “Tubaína”, single do seu disco homônimo, lançado recentemente para apresentá-la ao público brasileiro.

Reah é natural de Maringá, no Paraná. Desde pequena se viu envolvida com música e encontrava ali um refúgio. “Tive uma infância um tanto conturbada. Sempre escutava Chico Buarque, Beatles, Creedence Clearwater Revival. Componho desde os 11 anos. O Chico, em especial, mexia muito comigo por causa das letras cativantes, pelo jeito que rima bonito.” Por causa da cultura japonesa muito forte na cidade natal, Reah embarcou rumo ao Japão e estudou mais sobre música e cultura.

Em terras nipônicas, iniciou a carreira. Conseguiu contrato com uma gravadora independente e sob o nome de Reah Valente lançou o disco Certain Relativity e fez barulho no Japão. Depois, embarcou para os Estados Unidos, onde passou por Nova York e Los Angeles, ainda produzindo música. Lançou o EP My Way Back Home e o disco Psychedelic Cinema.

“Antes, a música internacional estava em alta, o pop rock, o alternativo. A música brasileira e latina são muito ricas. Vi que o que eu tinha em casa era mais bonito do que o que estava lá fora. Comecei a prestar atenção e a valorizar. É vergonhoso ter que reconhecer que vi isso por olhos estrangeiros, é um pouco doloroso", relembra Reah.

Motivada por um movimento forte de artistas independentes – muitos da comunidade LGBTQ+ - Reah iniciou sua produção em português, inspirada nos ritmos brasileiros e latinos, como o fenômeno reggaeton. “Passei a compor em português, quis voltar para o Brasil, passei a ouvir as nossas músicas não por diversão, mas como referência. É muito bonito o que está acontecendo agora. Não temos isso há muitos anos, desde a década de 1980. Seria uma pena eu não aproveitar isso. É uma força bonita , orgânica, sem dedo de gravadora.”

Reah destaca os nomes de Alice Caymmi, Liniker, Jaloo e Duda Beat para descrever a cena efervescente que a motivou. E o momento político atual também está influenciando a cantora. “Quantos já não tiveram que sair do país para ter voz durante a ditadura? Agora está acontecendo algo parecido, os artistas estão lutando por isso”, avalia.

O disco, lançado neste ano, traz dez faixas, entre elas “Tubaína”, que ganhou clipe caprichado na estética kitsch e inspirado na tendência do hi-lo. Mas Reah já está pensando além do material. “Minha intenção é juntar força com as pessoas da cena e lançar de três a quatro singles no ano que vem com esses artistas. Quero ser mais assertiva com o que estou falando”, antecipa.