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Discos e artistas para NÃO ouvir no streaming

Mesmo com o domínio das plataformas no mercado musical em todo o mundo, ainda há obras fundamentais fora dos catálogos online

por Redação em 08/03/2017

Artistas resistentes ao formato online, como Beatles e Bob Dylan, aderiram ao streaming. Mas ainda há uma infinidade de artistas ou discos fundamentais que estão fora dos formatos online.

Veja alguns exemplos na galeria abaixo:

De La Soul - A papelada mantém o lendário material da era de ouro do trio de rap, incluindo clássicos como 3 Feet High e Rising (1989) e De La Soul Is Dead (1991), fora do streaming. "Infelizmente, muitas das coisas que fizemos na Tommy Boy Records, pelo que entendemos, não incluíam o mundo digital nos contratos”, Kelvin "Posdnous" Mercer disse a Bloomberg em 2015.

Divulgação

King Crimson - O lendário guitarrista e o líder do King Crimson, Robert Fripp, tem sido um crítico de longa data sobre o digital e o streaming, fazendo as contas de quando algumas músicas dele foram disponibilizadas brevemente no Spotify e perguntando em um posto no seu blog em 2009: "É isso, seriamente, que está sendo apresentado como futuro para a indústria?".

Divulgação

Bikini Kill - A trilha sonora do documentário The Punk Singer, sobre a Riot Grrrl Kathleen Hannah, fez um punhado de músicas caírem no streaming. Mas os EPs e os álbuns do Bikini Kill estão totalmente ausentes. "É apenas um acordo ridículo para as bandas: a exposição ou nada", disse o baixista Kathi Wilcox a revista Verge em 2015. "Eu sei que muitas pessoas adoram esses serviços e eles dizem que ouvem muitas bandas que nunca ouviriam em outro lugar, mas o quanto disso se traduz em apoiar financeiramente essas bandas?".

Reprodução

Suede - A primeira grande banda do britpop teve seu material disponível no Spotify e outros serviços até alguns anos atrás, quando foi retirado sem explicação. Você ainda pode ouvir álbuns mais recentes, bem como sua estréia e a performance do 20º aniversário, mas nada dos hits dos anos 1990.

Divulgação

Tim Maia - Quase todo o repertório do cantor tijucano saiu do streaming sem a mínima explicação. As faixas sobreviventes estão em alguns dos oito álbuns que permaneceram no ar ou em coletâneas gringas, como a mundialmente conhecida “No Caminho do Bem”, que foi trilha do filme Cidade de Deus. Boa parte do repertório do Tim ainda está envolvida em disputas judiciais por conta de direitos autorais. “Sossego” é uma dessas faixas, que, talvez por isso, não estejam no Spotify.

Reprodução

Yoko Ono - Apenas seus lançamentos colaborativos – álbuns remixes e projetos de John Lennon, como Double Fantasy e Plastic Ono Band – estão online. Nada e Yoko em carreira solo.

Divulgação

Tool - O grupo resiste continuamente à distribuição digital. Parece haver uma música da banda disponível no Spotify, mas não se deixe enganar pelo título plausível: "Anti-Nuclear Bacteria" é uma música de um DJ japonês chamado TooL.

Divulgação

The KLF – Os anarquistas do KLF, literalmente, queimaram cerca de 1 milhão de Libras em uma ilha escocesa – o dinheiro era parte dos royalties gerados por sua obra. O grupo encerrou as atividades no auge, logo após ganhar um prêmio de Melhor Grupo no Brit Awards. Depois de todo esse histórico, você acha que o KLF vai estar preocupado em ter suas músicas no streaming? É possível encontrar algumas faixas, mas álbuns clássicos como Chill Out, por exemplo, estão off-line – em 2013, ele chegou a entrar nas plataformas, mas foi retirado um dia depois.

Divulgação

JAY-Z - Um dos proprietários do TIDAL, o rapper retirou em abril de 2017 toda a sua discografia do Spotify e da Apple Music. Ele já havia feito isso em março de 2016, mas os álbuns retornaram aos serviços meses depois. Dessa vez, a exclusão foi total – sobraram apenas as participações dele em obras de outros artistas e pouquíssimos singles. Por questões óbvias, toda sua obra ainda pode ser encontrada no TIDAL, além da Amazon Music e nas lojas iTunes para compra. Mesmo com esse repertório reduzido, ele consegue pouco mais de oito milhões de ouvintes por mês (número consultado em janeiro de 2018).

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Prince – Sim, parte da obra de Prince já está no streaming. O cantor, que em vida sempre se mostrou contra esse tipo de serviço, teve uma pequena parte da sua grande discografia publicada e garante 5,6 milhões de ouvintes mensais. 17 álbuns estão online, mas sua discografia conta com mais de 50 álbuns entre estúdio, ao vivo e coletâneas.

Divulgação

Beyoncé – Lemonade – O álbum-filme de Beyoncé teve estreia na HBO e entrou no TIDAL (plataforma que tem seu esposo, JAY-Z, como sócio). E, por enquanto, não há previsão para a entrada do multipremiado álbum nas outras plataformas.

Reprodução

High School Musical – A trilogia teve três álbuns com suas trilhas sonoras. Mas, por algum motivo, o primeiro deles, de 2006, não está no Spotify – o segundo e o terceiro estão online e garantem pouco mais de um milhão de ouvintes mensais. A faixa que mais bomba por lá é “Can I Have This Dance”, com Zac Efron e Vanessa Hudgens, que se aproxima dos 25 milhões de plays.

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RBD – Numa noite de setembro de 2015, os fãs do grupo teen mexicano tiveram uma surpresa desagradável: a discografia do grupo havia sumido do Spotify. A própria plataforma publicou numa postagem do Twitter dizendo que estava surpresa e que ia verificar com a gravadora o que havia acontecido. Quase dois anos depois, os fãs continuam sem notícia.

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Hip-Hop Cultura de Rua – Álbum inaugural do rap no Brasil. Lançado em 1988, traz Thaíde & DJ Hum, Código 13, MC Jack e O Credo, com produção de Nasi e André Jung, então integrantes do Ira!, Akira S e Dudu Marote. A primeira faixa, “Corpo Fechado”, de Thaíde & DJ Hum ainda é, até hoje, um dos sons mais significativos do rap nacional.

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Aaliyah - Se o seu álbum preferido de Aaliyah for o primeiro, Age Is not Nothing But a Number, você está bem. Mas se você preferir seu período pós-R Kelly – como a maioria dos fãs –, você não terá tanta sorte online. One in a Million, de 1996, e seu terceiro álbum, auto-intitulado, de 2001, estão indisponíveis por conta de problemas com a distribuição do conteúdo da Blackground Records. Alguns álbuns de Tank, Toni Braxton e Timbaland & Magoo, além da trilha sonora Romeo Tem Que Morrer, se encontram com o mesmo problema.

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Discos e artistas para NÃO ouvir no streaming

Mesmo com o domínio das plataformas no mercado musical em todo o mundo, ainda há obras fundamentais fora dos catálogos online

por Redação em 08/03/2017

Artistas resistentes ao formato online, como Beatles e Bob Dylan, aderiram ao streaming. Mas ainda há uma infinidade de artistas ou discos fundamentais que estão fora dos formatos online.

Veja alguns exemplos na galeria abaixo:

De La Soul - A papelada mantém o lendário material da era de ouro do trio de rap, incluindo clássicos como 3 Feet High e Rising (1989) e De La Soul Is Dead (1991), fora do streaming. "Infelizmente, muitas das coisas que fizemos na Tommy Boy Records, pelo que entendemos, não incluíam o mundo digital nos contratos”, Kelvin "Posdnous" Mercer disse a Bloomberg em 2015.

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King Crimson - O lendário guitarrista e o líder do King Crimson, Robert Fripp, tem sido um crítico de longa data sobre o digital e o streaming, fazendo as contas de quando algumas músicas dele foram disponibilizadas brevemente no Spotify e perguntando em um posto no seu blog em 2009: "É isso, seriamente, que está sendo apresentado como futuro para a indústria?".

Divulgação

Bikini Kill - A trilha sonora do documentário The Punk Singer, sobre a Riot Grrrl Kathleen Hannah, fez um punhado de músicas caírem no streaming. Mas os EPs e os álbuns do Bikini Kill estão totalmente ausentes. "É apenas um acordo ridículo para as bandas: a exposição ou nada", disse o baixista Kathi Wilcox a revista Verge em 2015. "Eu sei que muitas pessoas adoram esses serviços e eles dizem que ouvem muitas bandas que nunca ouviriam em outro lugar, mas o quanto disso se traduz em apoiar financeiramente essas bandas?".

Reprodução

Suede - A primeira grande banda do britpop teve seu material disponível no Spotify e outros serviços até alguns anos atrás, quando foi retirado sem explicação. Você ainda pode ouvir álbuns mais recentes, bem como sua estréia e a performance do 20º aniversário, mas nada dos hits dos anos 1990.

Divulgação

Tim Maia - Quase todo o repertório do cantor tijucano saiu do streaming sem a mínima explicação. As faixas sobreviventes estão em alguns dos oito álbuns que permaneceram no ar ou em coletâneas gringas, como a mundialmente conhecida “No Caminho do Bem”, que foi trilha do filme Cidade de Deus. Boa parte do repertório do Tim ainda está envolvida em disputas judiciais por conta de direitos autorais. “Sossego” é uma dessas faixas, que, talvez por isso, não estejam no Spotify.

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Yoko Ono - Apenas seus lançamentos colaborativos – álbuns remixes e projetos de John Lennon, como Double Fantasy e Plastic Ono Band – estão online. Nada e Yoko em carreira solo.

Divulgação

Tool - O grupo resiste continuamente à distribuição digital. Parece haver uma música da banda disponível no Spotify, mas não se deixe enganar pelo título plausível: "Anti-Nuclear Bacteria" é uma música de um DJ japonês chamado TooL.

Divulgação

The KLF – Os anarquistas do KLF, literalmente, queimaram cerca de 1 milhão de Libras em uma ilha escocesa – o dinheiro era parte dos royalties gerados por sua obra. O grupo encerrou as atividades no auge, logo após ganhar um prêmio de Melhor Grupo no Brit Awards. Depois de todo esse histórico, você acha que o KLF vai estar preocupado em ter suas músicas no streaming? É possível encontrar algumas faixas, mas álbuns clássicos como Chill Out, por exemplo, estão off-line – em 2013, ele chegou a entrar nas plataformas, mas foi retirado um dia depois.

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JAY-Z - Um dos proprietários do TIDAL, o rapper retirou em abril de 2017 toda a sua discografia do Spotify e da Apple Music. Ele já havia feito isso em março de 2016, mas os álbuns retornaram aos serviços meses depois. Dessa vez, a exclusão foi total – sobraram apenas as participações dele em obras de outros artistas e pouquíssimos singles. Por questões óbvias, toda sua obra ainda pode ser encontrada no TIDAL, além da Amazon Music e nas lojas iTunes para compra. Mesmo com esse repertório reduzido, ele consegue pouco mais de oito milhões de ouvintes por mês (número consultado em janeiro de 2018).

Divulgação

Prince – Sim, parte da obra de Prince já está no streaming. O cantor, que em vida sempre se mostrou contra esse tipo de serviço, teve uma pequena parte da sua grande discografia publicada e garante 5,6 milhões de ouvintes mensais. 17 álbuns estão online, mas sua discografia conta com mais de 50 álbuns entre estúdio, ao vivo e coletâneas.

Divulgação

Beyoncé – Lemonade – O álbum-filme de Beyoncé teve estreia na HBO e entrou no TIDAL (plataforma que tem seu esposo, JAY-Z, como sócio). E, por enquanto, não há previsão para a entrada do multipremiado álbum nas outras plataformas.

Reprodução

High School Musical – A trilogia teve três álbuns com suas trilhas sonoras. Mas, por algum motivo, o primeiro deles, de 2006, não está no Spotify – o segundo e o terceiro estão online e garantem pouco mais de um milhão de ouvintes mensais. A faixa que mais bomba por lá é “Can I Have This Dance”, com Zac Efron e Vanessa Hudgens, que se aproxima dos 25 milhões de plays.

Divulgação

RBD – Numa noite de setembro de 2015, os fãs do grupo teen mexicano tiveram uma surpresa desagradável: a discografia do grupo havia sumido do Spotify. A própria plataforma publicou numa postagem do Twitter dizendo que estava surpresa e que ia verificar com a gravadora o que havia acontecido. Quase dois anos depois, os fãs continuam sem notícia.

Divulgação

Hip-Hop Cultura de Rua – Álbum inaugural do rap no Brasil. Lançado em 1988, traz Thaíde & DJ Hum, Código 13, MC Jack e O Credo, com produção de Nasi e André Jung, então integrantes do Ira!, Akira S e Dudu Marote. A primeira faixa, “Corpo Fechado”, de Thaíde & DJ Hum ainda é, até hoje, um dos sons mais significativos do rap nacional.

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Aaliyah - Se o seu álbum preferido de Aaliyah for o primeiro, Age Is not Nothing But a Number, você está bem. Mas se você preferir seu período pós-R Kelly – como a maioria dos fãs –, você não terá tanta sorte online. One in a Million, de 1996, e seu terceiro álbum, auto-intitulado, de 2001, estão indisponíveis por conta de problemas com a distribuição do conteúdo da Blackground Records. Alguns álbuns de Tank, Toni Braxton e Timbaland & Magoo, além da trilha sonora Romeo Tem Que Morrer, se encontram com o mesmo problema.

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