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DJ Marcelo Botelho analisa cenário da música eletrônica no Brasil

Além de ser conhecido nas picapes de festas concorridas, ele abriu uma agência com DJs de diferentes estilos musicais

por Rebecca Silva em 20/06/2018

O DJ e produtor Marcelo Botelho é figura carimbada nas picapes de casamentos de famosos e em festas concorridas, como o Ano Novo em Trancoso e os camarotes do Carnaval em Salvador e Rio de Janeiro.

É incontestável que o cenário da música eletrônica tem crescido no Brasil e no mundo, com a mescla do gênero com artistas de outros estilos musicais.

Billboard Brasil conversou com o DJ sobre o cenário atual para a música no país, apesar da crise financeira, e a popularização da EDM:

Apesar da crise, o brasileiro continua investindo em entretenimento e o mercado de shows internacionais e festivais está crescendo. Ao mesmo tempo, a EDM também se populariza por aqui, com maior número de apresentações de DJs internacionais. Como você avalia o momento?

Apesar da crise, acredito que as pessoas não vão deixar de se divertir, por isso o mercado de entretenimento continua ativo. Mas penso que hoje os eventos são em menores proporções, as pessoas querem exclusividade.

DJs brasileiros têm se destacado internacionalmente e ganhado espaço, como Alok e FTampa. Você tem uma agência com DJs de diversos estilos, como vê a cena brasileira atualmente?

Hoje os artistas brasileiros têm se empenhado muito e estão produzindo cada vez mais. As músicas de produtores nacionais têm feito muito mais sucesso do que as de produtores gringos, acho que porque aprendemos a escutar e valorizar músicas com vocais na língua portuguesa. É uma fórmula que tem dado um grande resultado: parcerias entre bandas e cantores consagrados com DJs. Tenho alguns exemplos na Briefing Agency:  Breno Rocha é um artista que tem se destacado nesta cena. Acabou de lançar um remix oficial com os Aliados. Diskover, Livit, Too Kool e Windy City Classics são outros projetos da agência que estão nesta onda. Lembrando que três destes que eu citei - Discover, Livit e Breno Rocha - estão entre os 100 artistas mais escutados do Brasil.

Muitos dizem que a bolha da EDM está prestes a estourar, depois da forte popularização. O que você acha que pode ajudar a cena a ter um novo gás e não ficar tão saturada para o público geral?

EDM é um termo que significa “Electronic Dance Music”. Para mim, isso nunca vai morrer.  Acho que este gás já está rolando aqui no Brasil: muitos produtores e DJs criando conteúdo. A cena por aqui está fervida e isso depende de nós, que trabalhamos com música, inovarmos e levarmos para as pistas e para o público as novidades. As pessoas precisam de coisas novas. O DJ precisa ser o que era há 20, 30 anos, quando o acesso era muito restrito. Precisamos sempre inovar e apresentar ao público novidades.

Como foi, para você, conquistar o seu espaço e se consagrar no mercado brasileiro?

O Brasil é um país muito grande territorialmente e com inúmeras culturas e costumes. Eu gosto de tudo, toquei hip hop, house music, grooves brasileiros... De tudo mesmo. Percebi que fazer um set com todas as minhas influências poderia ser uma forma de me destacar. E deu certo. Pesquiso sempre antes de uma apresentação. Estudo a cidade, os costumes, para preparar um set exclusivo para ela. Claro que sempre há novidades. Me destaquei neste formato free style porque acredito que não devemos ter preconceitos na música eletrônica. Quando a música é boa, não tem barreiras.

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Naiara Azevedo
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Contramão
Gustavo Mioto
4
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Marília Mendonça
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Olha Ela Aí
Eduardo Costa
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DJ Marcelo Botelho analisa cenário da música eletrônica no Brasil

Além de ser conhecido nas picapes de festas concorridas, ele abriu uma agência com DJs de diferentes estilos musicais

por Rebecca Silva em 20/06/2018

O DJ e produtor Marcelo Botelho é figura carimbada nas picapes de casamentos de famosos e em festas concorridas, como o Ano Novo em Trancoso e os camarotes do Carnaval em Salvador e Rio de Janeiro.

É incontestável que o cenário da música eletrônica tem crescido no Brasil e no mundo, com a mescla do gênero com artistas de outros estilos musicais.

Billboard Brasil conversou com o DJ sobre o cenário atual para a música no país, apesar da crise financeira, e a popularização da EDM:

Apesar da crise, o brasileiro continua investindo em entretenimento e o mercado de shows internacionais e festivais está crescendo. Ao mesmo tempo, a EDM também se populariza por aqui, com maior número de apresentações de DJs internacionais. Como você avalia o momento?

Apesar da crise, acredito que as pessoas não vão deixar de se divertir, por isso o mercado de entretenimento continua ativo. Mas penso que hoje os eventos são em menores proporções, as pessoas querem exclusividade.

DJs brasileiros têm se destacado internacionalmente e ganhado espaço, como Alok e FTampa. Você tem uma agência com DJs de diversos estilos, como vê a cena brasileira atualmente?

Hoje os artistas brasileiros têm se empenhado muito e estão produzindo cada vez mais. As músicas de produtores nacionais têm feito muito mais sucesso do que as de produtores gringos, acho que porque aprendemos a escutar e valorizar músicas com vocais na língua portuguesa. É uma fórmula que tem dado um grande resultado: parcerias entre bandas e cantores consagrados com DJs. Tenho alguns exemplos na Briefing Agency:  Breno Rocha é um artista que tem se destacado nesta cena. Acabou de lançar um remix oficial com os Aliados. Diskover, Livit, Too Kool e Windy City Classics são outros projetos da agência que estão nesta onda. Lembrando que três destes que eu citei - Discover, Livit e Breno Rocha - estão entre os 100 artistas mais escutados do Brasil.

Muitos dizem que a bolha da EDM está prestes a estourar, depois da forte popularização. O que você acha que pode ajudar a cena a ter um novo gás e não ficar tão saturada para o público geral?

EDM é um termo que significa “Electronic Dance Music”. Para mim, isso nunca vai morrer.  Acho que este gás já está rolando aqui no Brasil: muitos produtores e DJs criando conteúdo. A cena por aqui está fervida e isso depende de nós, que trabalhamos com música, inovarmos e levarmos para as pistas e para o público as novidades. As pessoas precisam de coisas novas. O DJ precisa ser o que era há 20, 30 anos, quando o acesso era muito restrito. Precisamos sempre inovar e apresentar ao público novidades.

Como foi, para você, conquistar o seu espaço e se consagrar no mercado brasileiro?

O Brasil é um país muito grande territorialmente e com inúmeras culturas e costumes. Eu gosto de tudo, toquei hip hop, house music, grooves brasileiros... De tudo mesmo. Percebi que fazer um set com todas as minhas influências poderia ser uma forma de me destacar. E deu certo. Pesquiso sempre antes de uma apresentação. Estudo a cidade, os costumes, para preparar um set exclusivo para ela. Claro que sempre há novidades. Me destaquei neste formato free style porque acredito que não devemos ter preconceitos na música eletrônica. Quando a música é boa, não tem barreiras.