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“Estamos desesperadas para ir”, diz Jade Thirlwall, do Little Mix, sobre o Brasil

Grupo lançou nesta sexta-feira (16/11) o quinto álbum, LM5, que aborda mais o empoderamento feminino e sororidade

por Rebecca Silva em 16/11/2018

Dos grupos formados no The X Factor pelo empresário Simon Cowell, o Little Mix é o único que continua firme e forte na carreira. Enquanto os “primos” One Direction e Fifth Harmony já podem ser dados como desfeitos – os integrantes preferem dizer que estão em hiato –, as garotas britânicas seguem produzindo material sólido e impressionando pelo amadurecimento.

Nesta sexta-feira (16/11), o Little Mix lança o seu quinto álbum de estúdio, LM5, em que tratam, mais do que nunca, de temas como feminismo, sororidade e, é claro, amor.

O disco chega ao mundo bem no momento em que a parceria entre o grupo e Cowell termina, após sete anos. Desde o programa, as garotas faziam parte da gravadora do empresário, a Syco. Agora, passaram para o time da RCA.

A Billboard Brasil conversou com a integrante Jade Thirlwall sobre o novo trabalho, feminismo e aproveitou para perguntar: e a visita ao Brasil, quando rola?

No vídeo de “Woman Like Me”, primeiro single do novo disco, vocês mostram vários estereótipos de como mulheres devem se portar. Houve algum estereótipo feminino, em especial, que você lembra de quebrar na sua vida?

Jade: Eu sempre fui mais moleca, desde criança. Gostava de futebol, usava roupas mais esportivas, não gostava de me arrumar muito. Até hoje, gosto muito de futebol e esportes e as pessoas acham que eu não entendo nada do assunto [risos]. E sempre me sinto mais confortável quando uso roupas consideradas mais masculinas, mais largadas.

A faixa conta com a participação de Nicki Minaj. Vocês nunca esconderam que sonhavam em trabalhar com ela. Como reagiram quando ela aceitou a parceria?

Jade: Não conseguíamos acreditar! Já queríamos fazer essa parceria há anos, mas agora acho que foi o momento certo. Ela amou a música, foi muito querida e nos ajudou, nos convidou para a apresentação no EMA. Amamos Nicki.

No novo disco, vocês falam mais sobre feminismo, amor próprio, autoestima. Fale um pouco sobre esse processo de aceitação dos defeitos e de criar uma confiança maior em si mesma.

Jade: Nós também temos nossas inseguranças e é difícil escrever sobre elas. Já houve uma época em que realmente nos sentíamos horríveis quando estávamos sem maquiagem. E é desse sentimento que músicas como “Strip” nascem. O mundo precisa do empoderamento feminino, as redes sociais colocam muita pressão em todos, mas principalmente nas mulheres. Percebemos que precisávamos falar mais sobre imagem corporal, por exemplo, e que era o momento de abordar assuntos assim.

Mas muitos ainda veem o feminismo como algo negativo…

Jade: Sim. É muito estranho o estigma em torno dessa palavra. É simplesmente sobre igualdade.

Quais foram as principais influências na hora da produção das músicas? Houve alguma mulher especial que serviu de inspiração?

Jade: Na sonoridade, procuramos fazer algo mais relaxado, com toques de R&B. Foi uma pequena mudança no nosso som. Fomos inspiradas por nós mesmas, jovens mulheres fazendo parte dessa indústria, com tantas opiniões. Também nos inspiramos em nossas fãs. É muito importante encorajar mulheres a se amarem, serem autênticas. Visualmente, queríamos uma imagem mais natural, mas ainda parecemos fabulosas usando roupas estilosas [risos]. Acredito que o visual esteja bem conectado com a sonoridade do disco.

Vocês são o único grupo ainda unido de uma geração que já viu outros exemplos entrarem em hiato ou que tiveram de lidar com a saída de integrantes. A que atribui isso?

Jade: Não existe um ego grande no grupo. Ninguém quer ser melhor do que ninguém. Somos amigas e queremos o melhor para cada uma. Sentamos juntas, como um grupo, e ajudamos umas às outras. Sempre fizemos isso e vamos continuar fazendo.

Sobre o título do disco - LM5 - sempre foi a primeira opção ou vocês consideraram outros nomes?

Jade: LM5 surgiu naturalmente, já era o nome que os fãs usavam para chamar o disco. Tivemos reuniões, conversamos sobre colocar o nome de alguma música como o título do disco, mas LM5 sempre soou melhor e se destacou. E também achamos que vai funcionar bem para a turnê e o merchandising [risos].

Os fãs querem muito saber quando vocês virão ao Brasil e não posso deixar de perguntar isso…

Jade: Estamos desesperadas para ir! [risos] Já queremos ir ao Brasil há anos. Sempre vemos os fãs nas redes sociais, é louco. Vamos manter os dedos cruzados para que possamos ir na próxima turnê, no ano que vem. Esse é o plano!

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Grupo lançou nesta sexta-feira (16/11) o quinto álbum, LM5, que aborda mais o empoderamento feminino e sororidade

por Rebecca Silva em 16/11/2018

Dos grupos formados no The X Factor pelo empresário Simon Cowell, o Little Mix é o único que continua firme e forte na carreira. Enquanto os “primos” One Direction e Fifth Harmony já podem ser dados como desfeitos – os integrantes preferem dizer que estão em hiato –, as garotas britânicas seguem produzindo material sólido e impressionando pelo amadurecimento.

Nesta sexta-feira (16/11), o Little Mix lança o seu quinto álbum de estúdio, LM5, em que tratam, mais do que nunca, de temas como feminismo, sororidade e, é claro, amor.

O disco chega ao mundo bem no momento em que a parceria entre o grupo e Cowell termina, após sete anos. Desde o programa, as garotas faziam parte da gravadora do empresário, a Syco. Agora, passaram para o time da RCA.

A Billboard Brasil conversou com a integrante Jade Thirlwall sobre o novo trabalho, feminismo e aproveitou para perguntar: e a visita ao Brasil, quando rola?

No vídeo de “Woman Like Me”, primeiro single do novo disco, vocês mostram vários estereótipos de como mulheres devem se portar. Houve algum estereótipo feminino, em especial, que você lembra de quebrar na sua vida?

Jade: Eu sempre fui mais moleca, desde criança. Gostava de futebol, usava roupas mais esportivas, não gostava de me arrumar muito. Até hoje, gosto muito de futebol e esportes e as pessoas acham que eu não entendo nada do assunto [risos]. E sempre me sinto mais confortável quando uso roupas consideradas mais masculinas, mais largadas.

A faixa conta com a participação de Nicki Minaj. Vocês nunca esconderam que sonhavam em trabalhar com ela. Como reagiram quando ela aceitou a parceria?

Jade: Não conseguíamos acreditar! Já queríamos fazer essa parceria há anos, mas agora acho que foi o momento certo. Ela amou a música, foi muito querida e nos ajudou, nos convidou para a apresentação no EMA. Amamos Nicki.

No novo disco, vocês falam mais sobre feminismo, amor próprio, autoestima. Fale um pouco sobre esse processo de aceitação dos defeitos e de criar uma confiança maior em si mesma.

Jade: Nós também temos nossas inseguranças e é difícil escrever sobre elas. Já houve uma época em que realmente nos sentíamos horríveis quando estávamos sem maquiagem. E é desse sentimento que músicas como “Strip” nascem. O mundo precisa do empoderamento feminino, as redes sociais colocam muita pressão em todos, mas principalmente nas mulheres. Percebemos que precisávamos falar mais sobre imagem corporal, por exemplo, e que era o momento de abordar assuntos assim.

Mas muitos ainda veem o feminismo como algo negativo…

Jade: Sim. É muito estranho o estigma em torno dessa palavra. É simplesmente sobre igualdade.

Quais foram as principais influências na hora da produção das músicas? Houve alguma mulher especial que serviu de inspiração?

Jade: Na sonoridade, procuramos fazer algo mais relaxado, com toques de R&B. Foi uma pequena mudança no nosso som. Fomos inspiradas por nós mesmas, jovens mulheres fazendo parte dessa indústria, com tantas opiniões. Também nos inspiramos em nossas fãs. É muito importante encorajar mulheres a se amarem, serem autênticas. Visualmente, queríamos uma imagem mais natural, mas ainda parecemos fabulosas usando roupas estilosas [risos]. Acredito que o visual esteja bem conectado com a sonoridade do disco.

Vocês são o único grupo ainda unido de uma geração que já viu outros exemplos entrarem em hiato ou que tiveram de lidar com a saída de integrantes. A que atribui isso?

Jade: Não existe um ego grande no grupo. Ninguém quer ser melhor do que ninguém. Somos amigas e queremos o melhor para cada uma. Sentamos juntas, como um grupo, e ajudamos umas às outras. Sempre fizemos isso e vamos continuar fazendo.

Sobre o título do disco - LM5 - sempre foi a primeira opção ou vocês consideraram outros nomes?

Jade: LM5 surgiu naturalmente, já era o nome que os fãs usavam para chamar o disco. Tivemos reuniões, conversamos sobre colocar o nome de alguma música como o título do disco, mas LM5 sempre soou melhor e se destacou. E também achamos que vai funcionar bem para a turnê e o merchandising [risos].

Os fãs querem muito saber quando vocês virão ao Brasil e não posso deixar de perguntar isso…

Jade: Estamos desesperadas para ir! [risos] Já queremos ir ao Brasil há anos. Sempre vemos os fãs nas redes sociais, é louco. Vamos manter os dedos cruzados para que possamos ir na próxima turnê, no ano que vem. Esse é o plano!