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Estudo prova que música ficou mais triste nos últimos 30 anos

Pesquisadores analisaram 500 mil faixas lançadas no Reino Unido e descobriram que houve diminuição nos singles que transmitem felicidade

por Redação em 16/05/2018

Um estudo que analisou milhares de músicas populares das últimas três décadas encontrou uma queda na tendência de cantar sobre felicidade e um aumento nas faixas que falam sobre tristeza.

Para o estudo publicado no periódico Royal Society Open Science, pesquisadores da Universidade da Califórnia analisaram 500 mil músicas lançadas no Reino Unido entre 1985 e 2015 e as categorizaram em estados de espírito. “‘Felicidade’ passou por uma queda, ‘Animação’ também apresentou diminuição, ‘Tristeza’ está crescendo e, ao mesmo tempo, as músicas estão se tornando mais dançantes e boas para festas”, diz a coautora da pesquisa, Natalia L. Kamorova, à Associated Press.

É claro que, ao enfatizar a queda gradual no total de músicas “felizes”, não significa que todas as faixas que fizeram sucesso em 1985 eram sobre felicidade e que todas as músicas famosas em 2015 eram sobre tristeza. Eles procuraram por tendências em propriedades acústicas das faixas e os sentimentos que a sonoridade de cada uma transmite.

Algumas músicas com baixo teor de “felicidade” de 2014 são “Stay With Me”, de Sam Smith, “Whispers”, de Passenger, e “Unmissable”, de Gorgon City. Dentre as que representam o alto teor de “felicidade” em 1985 estão “Glory Days”, de Bruce Springsteen, “Would I Lie To You?”, de Eurythmics, e “Freedom”, de Wham!

“O público parece preferir músicas alegres, mesmo que mais e mais músicas tristes estejam sendo lançadas a cada ano”, escreveram os pesquisadores no estudo. Eles também descobriram que os gêneros musicais que mais fazem sucesso são dance e pop e que há uma “clara tendência de diminuição” no sucesso do rock a partir dos anos 2000.

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Um estudo que analisou milhares de músicas populares das últimas três décadas encontrou uma queda na tendência de cantar sobre felicidade e um aumento nas faixas que falam sobre tristeza.

Para o estudo publicado no periódico Royal Society Open Science, pesquisadores da Universidade da Califórnia analisaram 500 mil músicas lançadas no Reino Unido entre 1985 e 2015 e as categorizaram em estados de espírito. “‘Felicidade’ passou por uma queda, ‘Animação’ também apresentou diminuição, ‘Tristeza’ está crescendo e, ao mesmo tempo, as músicas estão se tornando mais dançantes e boas para festas”, diz a coautora da pesquisa, Natalia L. Kamorova, à Associated Press.

É claro que, ao enfatizar a queda gradual no total de músicas “felizes”, não significa que todas as faixas que fizeram sucesso em 1985 eram sobre felicidade e que todas as músicas famosas em 2015 eram sobre tristeza. Eles procuraram por tendências em propriedades acústicas das faixas e os sentimentos que a sonoridade de cada uma transmite.

Algumas músicas com baixo teor de “felicidade” de 2014 são “Stay With Me”, de Sam Smith, “Whispers”, de Passenger, e “Unmissable”, de Gorgon City. Dentre as que representam o alto teor de “felicidade” em 1985 estão “Glory Days”, de Bruce Springsteen, “Would I Lie To You?”, de Eurythmics, e “Freedom”, de Wham!

“O público parece preferir músicas alegres, mesmo que mais e mais músicas tristes estejam sendo lançadas a cada ano”, escreveram os pesquisadores no estudo. Eles também descobriram que os gêneros musicais que mais fazem sucesso são dance e pop e que há uma “clara tendência de diminuição” no sucesso do rock a partir dos anos 2000.