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J Balvin pede para artistas urbanos pararem de focar em violência e drogas

Nascido na Colômbia na época de Pablo Escobar, cantor de reggaeton não aceita a exploração do lado negativo da vida

por Redação em 15/08/2018

J Balvin quer mudar a negatividade que ele acredita estar consumindo o gênero de música urbana e não vai mais tolerar a romantização da violência. O cantor colombiano usou o Instagram nesta terça-feira (14/08) para pedir aos colegas para criarem músicas apenas para deixarem as pessoas felizes.

Balvin deu a sua opinião sobre algumas músicas que podem levar os fãs a caminhos errados e pediu para que os artistas parem de cantar sobre drogas e violência. “Ultimamente, nosso gênero está mais focado na atitude de criminosos e traficantes do que na música”, escreveu.

J Balvin, que nasceu em Medellín, Colômbia, uma das cidades usada por Pablo Escobar para comandar o tráfico de drogas, nota que muitas músicas urbanas promovem líderes que são criminosos e fazem uso de substâncias ilegais, além da violência. “Como representante do gênero quero expressar que essa atitude foi a que prejudicou o meu país por gerações e afetou a cultura mundial com o mesmo vício.”

Leia a publicação traduzida na íntegra:

"Ultimamente, nosso gênero está mais focado na atitude de criminosos e traficantes do que na música… Eu nasci em 1985 em Medellín, Colômbia, onde o tráfico de drogas bombava, coisa da qual NÃO SINTO ORGULHO, mas era a realidade naquela época. Era como uma febre nas ruas e, por mais que você tentasse evitar e por mais que você não se identificasse como o ‘gueto’, algum amigo, conhecido ou familiar foi morto da forma mais cruel e desumana possível. Como representante do gênero, quero expressar que essa atitude foi a que prejudicou o meu país por gerações e afetou a cultural mundial com o mesmo vício. Eu, como colombiano de Medellín, não compartilho isso e tenho amigos de todas as classes sociais. Os que são mais ‘da pesada’ não falam disso, não sentem orgulho de ser o que são, não fazem propaganda, muito menos usam as redes sociais. Para mim, é uma piada o que está acontecendo. Vamos fazer música! Gostaria de levá-los ao meu bairro, na minha cidade, para que vissem quantos dos caras do gênero ‘da pesada’ não vão correr ou ter um infarto quando virem que seus clipes não têm nada a ver com a realidade difícil. Respeito a situação deles e fico em silêncio porque é melhor não contar sobre a dor e a realidade deles. Mas tenho zero respeito pelos palhaços do gênero, que são seguidos por milhares de pessoas e tudo o que têm a oferecer são energias de merda, quando só queremos fazer as pessoas dançarem e serem felizes.”

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Nascido na Colômbia na época de Pablo Escobar, cantor de reggaeton não aceita a exploração do lado negativo da vida

por Redação em 15/08/2018

J Balvin quer mudar a negatividade que ele acredita estar consumindo o gênero de música urbana e não vai mais tolerar a romantização da violência. O cantor colombiano usou o Instagram nesta terça-feira (14/08) para pedir aos colegas para criarem músicas apenas para deixarem as pessoas felizes.

Balvin deu a sua opinião sobre algumas músicas que podem levar os fãs a caminhos errados e pediu para que os artistas parem de cantar sobre drogas e violência. “Ultimamente, nosso gênero está mais focado na atitude de criminosos e traficantes do que na música”, escreveu.

J Balvin, que nasceu em Medellín, Colômbia, uma das cidades usada por Pablo Escobar para comandar o tráfico de drogas, nota que muitas músicas urbanas promovem líderes que são criminosos e fazem uso de substâncias ilegais, além da violência. “Como representante do gênero quero expressar que essa atitude foi a que prejudicou o meu país por gerações e afetou a cultura mundial com o mesmo vício.”

Leia a publicação traduzida na íntegra:

"Ultimamente, nosso gênero está mais focado na atitude de criminosos e traficantes do que na música… Eu nasci em 1985 em Medellín, Colômbia, onde o tráfico de drogas bombava, coisa da qual NÃO SINTO ORGULHO, mas era a realidade naquela época. Era como uma febre nas ruas e, por mais que você tentasse evitar e por mais que você não se identificasse como o ‘gueto’, algum amigo, conhecido ou familiar foi morto da forma mais cruel e desumana possível. Como representante do gênero, quero expressar que essa atitude foi a que prejudicou o meu país por gerações e afetou a cultural mundial com o mesmo vício. Eu, como colombiano de Medellín, não compartilho isso e tenho amigos de todas as classes sociais. Os que são mais ‘da pesada’ não falam disso, não sentem orgulho de ser o que são, não fazem propaganda, muito menos usam as redes sociais. Para mim, é uma piada o que está acontecendo. Vamos fazer música! Gostaria de levá-los ao meu bairro, na minha cidade, para que vissem quantos dos caras do gênero ‘da pesada’ não vão correr ou ter um infarto quando virem que seus clipes não têm nada a ver com a realidade difícil. Respeito a situação deles e fico em silêncio porque é melhor não contar sobre a dor e a realidade deles. Mas tenho zero respeito pelos palhaços do gênero, que são seguidos por milhares de pessoas e tudo o que têm a oferecer são energias de merda, quando só queremos fazer as pessoas dançarem e serem felizes.”