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Janet Jackson estampa a capa da Billboard; leia entrevista

Cantora será a homenageada da edição deste ano do Billboard Music Awards, que será realizado neste domingo

por Redação em 17/05/2018

A cantora Janet Jackson será a grande homenageada do Billboard Music Awards deste ano. Ela receberá o prêmio ICON Award pelas conquistas ao longo da sua carreira: álbuns em 1º lugar em quatro décadas consecutivas; quase 32 milhões de discos vendidos nos Estados Unidos; 40 hits no Hot 100 (10 deles no Top 10).

Para celebrar a homenagem e falar sobre a nova fase da carreira, após a maternidade, a cantora foi escolhida para estampar a capa da nova edição da revista Billboard.

Leia os principais trechos da entrevista:

Você lançou 11 álbuns e tudo começou quando tinha apenas 16 anos. Vamos voltar ao início, quando seus dois primeiros discos – Janet Jackson, de 1982, eDream Street, de 1984 – foram lançados. 
A animação estava no ar. A música sempre foi meu amor e eu estava podendo cantar com todo o meu coração. As músicas eram boas, mas eu não me identificava com elas. [Ela só passou a coescrever a maioria das músicas em Control]. Isso era um pouco confuso. Eu sabia que tinha algo a dizer. Também sabia que precisaria passar pelo processo doloroso que meus irmãos passaram. Tive que agradecer ao meu pai por essa ajuda e seguir em frente.

E tomar o controle. 
Control foi, sem dúvida, a grande mudança. Mas acredito que o conceito não seja compreendido às vezes. Sei que Deus tem o controle absoluto. Nunca duvidei dessa crença. Não quero dizer que eu não seja controladora – a maioria dos artistas é. Mas também sei que me tornar maníaca por controle vai contra o meu caráter. Sou muito mais uma colaboradora do que controladora. Então vi o controle, aos 20 anos, de uma forma modesta e limitada. Eu concordei, por exemplo, em ser produzida por Jimmy Jam e Terry Lewis. Isso foi importante porque eles não eram controladores. Eles deixaram que eu fosse eu mesma. Me encorajaram a contar minha história, expressar minhas atitudes e mostrar minhas convicções. Eles me encorajaram a compor. Também tive liberdade para escolher os coreógrafos e os diretores dos meus vídeos, que tiveram visão e me ajudaram a formar meus passos de dança, transformar tudo em poesia visual. Não controlei essas pessoas maravilhosamente criativas e elas não me controlaram. Era sobre criar parcerias que dessem frutos. E, baseada nessas parcerias e no sucesso de Control, pude seguir em frente.

Podemos parar por um segundo e escutar a faixa título de Rhythm Nation juntos? 
Claro. Eu me lembro que, depois de fazer a versão demo, eu tive uma visão para o vídeo. Eu estava determinada a criar uma versão longa, porque acreditava que a música tinha esse mérito. Pedi para Gil Friesen, meu A&R na A&M, para dirigir com ele pelas colinas de Malibu no meu Jeep para mostrar a música. O vento estava soprando, o sol esquentando e a música tocando. “É otimo, mas você está falando sobre uma gravação muito cara. Vai custar uma fortuna. Não sei se temos orçamento”, disse Gil. Eu aumentei o volume e coloquei a música para tocar de novo. Quando ele pediu para ou vir pela terceira vez, eu sabia que ele ia concordar com a ideia.

May Gil [que faleceu em 2012]descanse em paz. Ele era um amante da música que também viu que eu precisava cantar sobre questões que eram importantes para mim – como racismo. Ele entendeu minha necessidade de protestar. Eu tive muita sorte que meus primeiros mentores – especialmente os donos de gravadora Herb Alpert e Jerry Moss – eram muito conscientes. Eles não apenas me deixaram seguir o meu caminho, como me pediram para fazer isso.

Falando sobre Orgulho Gay... Desde o início, você abraçou o movimento. 
É uma comunidade amável, inclusiva, que sempre me inspirou. Eu não costumo ouvir as minhas músicas, mas quando ouço o disco Velvet Rope, eu escuto “Together Again” e lembro dos amigos que perdi para a AIDS. Foi importante para mim honrar a vida deles de forma animada - e não triste - em uma música de celebração. O espírito deles fez muito pelo meu. Às vezes, quando as pessoas falam desse disco, dizem que é o meu trabalho mais sexy e ousado, mas a alma do álbum não é sobre sexo de forma alguma. É sobre como, apesar do desafio da morte, estaremos todos “juntos de novo”. É um hino para o amor que nunca morre.

Lembro de testemunhar um momento especialmente difícil na sua vida: você estava gravando em Los Angeles – um ano após a morte de Michael – e viu a capa de uma revista com a foto dele e disse que ainda não acreditava que aquilo tinha acontecido... 
Isso me faz lembrar de algo precioso. Aconteceu no início dos anos 1980. Eu tinha 16 anos e estava entre o lançamento dos meus dois primeiros discos. Michael estava gravando Thriller. Ele me convidou para ir ao estúdio em que ele ia gravar “P.Y.T.” e perguntou se eu não queria gravar o backing vocal. Como cantamos juntos desde sempre, sabia que seria fácil. Agarrei a oportunidade. Adorei fazer parte da gravação e fiquei especialmente orgulhosa – espero que isso não soe arrogante – porque quando a faixa foi mixada, apenas o meu backing vocal entrou. Não posso descrever como aquilo me fez sentir bem.

Fale sobre as músicas que você está escrevendo agora.
Queria poder contar... Não estou tentando fugir da pergunta e ser misteriosa, mas a verdade é que não tento analisar o processo criativo enquanto ele ainda está acontecendo. Sou muito intuitiva com composições. Qualquer coisa pode me inspirar. Nesta manhã, vi uma senhora japonesa adorável andando pelas ruas de Hollywood com uma boina vermelha. Ela pode virar uma música. Lembrei de um capítulo muito doloroso do início da minha vida ontem antes de dormir. Pode virar música. Acordei nesta manhã e ouvi um passáro cantando em um ritmo que cativou meu coração. Isso pode virar um novo instrumental. Meus sentimentos são fluidos, como todo mundo. Não posso decidir com antecedência como o conceito de uma música ou de um disco vai ser. Preciso deixar as músicas e os conceitos virem até mim em vez de caçá-los.

Fico feliz por não ser metódica ou insegura como escritora. É importante que eu mantenha um approach “deixe acontecer quando acontecer”. Não quero me estressar. Quero ser um canal para quaisquer imagens ou emoções que estejam passando pela minha imaginação. Espontaneidade é muito importante para mim. Permite surpresas e, para mim, a surpresa quebra o tédio do dia a dia.

Muitas das suas músicas lançadas ao longo destas quatro décadas são sobre mensagens positivas, sejam pessoais ou sociais. Você está desencorajada com o estado atual dos Estados Unidos? 
Não. Estou ansiosa. Estou com raiva. Com certeza estou preocupada, mas quando vejo novos artistas encontrando suas vozes, assim como encontrei a minha, me sinto otimista. Artistas novos estão mostrando mais coragem do que nunca. A música está mais viva do que nunca. E mais relevante. Nós, mulheres artistas – e mulheres no geral – estamos dizendo que não seremos controladas, manipuladas ou abusadas. Estamos determinadas a não retornar para os dias de escravidão emocional e física. É uma bênção estar viva hoje e me unir à luta por igualdade entre todos os humanos.

Você mencionou artistas novos. Quais a impressionam mais? 
Daniel Caesar está provando que o R&B romântico está vivo e muito bem. Kendrick Lamar e J. Cole provam que o ato de contar histórias originais de forma brilhante é um dos maiores presentes do hip hop para o mundo cultural. SZA está mostrando que mulheres jovens ainda possuem talentos vocais extraordinários e muito estilo.

Também guardo um lugar especial no meu coração para Bruno Mars. A música de Bruno foi a primeira que provocou reações no meu filho. Durante a gravidez e após o seu nascimento, eu escutava jazz brasileiro, músicas que sempre me relaxam. Quando o bebê começou a engatinhar, Bruno estava sempre tocando no rádio. Ele é um retorno para os dias em que os grandes artistas faziam tudo: compunham, cantavam, dançavam e produziam.

E aqui está você, mãe solteira aos 52 anos, prestes a entrar em estúdio, fazer novas músicas, aprender novos passos de dança e embarcar em uma turnê. Qual a fonte do seu comprometimento? 
O comprometimento está no meu DNA. Não conseguiria perdê-lo mesmo que eu quisesse e eu não quero. A motivação é algo que eu valorizo. Apesar de todas as dificuldades, esta é a vida que eu amo. Estou rodeada de um time de dançarinos, cantores e músicos que eu amo. Tenho o apoio dos fãs que sempre estiveram comigo, nos altos e baixos. Eles são o mundo para mim. Agora, mais do que nunca, cantar, seja no estúdio ou no palco, me traz uma satisfação que não encontro em outro lugar.

Como milhões de outras mulheres, batalhei com a baixa autoestima por toda a minha vida. Estou melhor agora. Acredito em diferentes métodos de ajuda – terapia, exercícios, espiritualidade.

Deus é o maior curador de todos e a força mais potente no Universo. No meu mundo, Deus se expressa pela música e ela luta contra forças negativas. É a música que esgota as vozes que dizem que não sou o bastante. É a música e sua fonte divina que me presenteia com a sabedoria de que a harmonia ainda é possível.

E, como estamos falando sobre positividade, deixe-me dizer que meu filho, mesmo que só esteja aqui há 17 meses, me mostrou que o amor sempre pode ser maior e mais profundo. O amor não tem limites. E para alguém como eu, criada no show business, meio no qual é preciso preocupar-se com si mesmo acima de tudo, tenho a sorte de agora me preocupar, antes de qualquer coisa, com o bem-estar de outra pessoa. Dia após dia, noite após noite, segurando o meu bebê no colo, estou em paz. Me sinto abençoada. Nesses momentos, tudo está bem no mundo.

 

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Cantora será a homenageada da edição deste ano do Billboard Music Awards, que será realizado neste domingo

por Redação em 17/05/2018

A cantora Janet Jackson será a grande homenageada do Billboard Music Awards deste ano. Ela receberá o prêmio ICON Award pelas conquistas ao longo da sua carreira: álbuns em 1º lugar em quatro décadas consecutivas; quase 32 milhões de discos vendidos nos Estados Unidos; 40 hits no Hot 100 (10 deles no Top 10).

Para celebrar a homenagem e falar sobre a nova fase da carreira, após a maternidade, a cantora foi escolhida para estampar a capa da nova edição da revista Billboard.

Leia os principais trechos da entrevista:

Você lançou 11 álbuns e tudo começou quando tinha apenas 16 anos. Vamos voltar ao início, quando seus dois primeiros discos – Janet Jackson, de 1982, eDream Street, de 1984 – foram lançados. 
A animação estava no ar. A música sempre foi meu amor e eu estava podendo cantar com todo o meu coração. As músicas eram boas, mas eu não me identificava com elas. [Ela só passou a coescrever a maioria das músicas em Control]. Isso era um pouco confuso. Eu sabia que tinha algo a dizer. Também sabia que precisaria passar pelo processo doloroso que meus irmãos passaram. Tive que agradecer ao meu pai por essa ajuda e seguir em frente.

E tomar o controle. 
Control foi, sem dúvida, a grande mudança. Mas acredito que o conceito não seja compreendido às vezes. Sei que Deus tem o controle absoluto. Nunca duvidei dessa crença. Não quero dizer que eu não seja controladora – a maioria dos artistas é. Mas também sei que me tornar maníaca por controle vai contra o meu caráter. Sou muito mais uma colaboradora do que controladora. Então vi o controle, aos 20 anos, de uma forma modesta e limitada. Eu concordei, por exemplo, em ser produzida por Jimmy Jam e Terry Lewis. Isso foi importante porque eles não eram controladores. Eles deixaram que eu fosse eu mesma. Me encorajaram a contar minha história, expressar minhas atitudes e mostrar minhas convicções. Eles me encorajaram a compor. Também tive liberdade para escolher os coreógrafos e os diretores dos meus vídeos, que tiveram visão e me ajudaram a formar meus passos de dança, transformar tudo em poesia visual. Não controlei essas pessoas maravilhosamente criativas e elas não me controlaram. Era sobre criar parcerias que dessem frutos. E, baseada nessas parcerias e no sucesso de Control, pude seguir em frente.

Podemos parar por um segundo e escutar a faixa título de Rhythm Nation juntos? 
Claro. Eu me lembro que, depois de fazer a versão demo, eu tive uma visão para o vídeo. Eu estava determinada a criar uma versão longa, porque acreditava que a música tinha esse mérito. Pedi para Gil Friesen, meu A&R na A&M, para dirigir com ele pelas colinas de Malibu no meu Jeep para mostrar a música. O vento estava soprando, o sol esquentando e a música tocando. “É otimo, mas você está falando sobre uma gravação muito cara. Vai custar uma fortuna. Não sei se temos orçamento”, disse Gil. Eu aumentei o volume e coloquei a música para tocar de novo. Quando ele pediu para ou vir pela terceira vez, eu sabia que ele ia concordar com a ideia.

May Gil [que faleceu em 2012]descanse em paz. Ele era um amante da música que também viu que eu precisava cantar sobre questões que eram importantes para mim – como racismo. Ele entendeu minha necessidade de protestar. Eu tive muita sorte que meus primeiros mentores – especialmente os donos de gravadora Herb Alpert e Jerry Moss – eram muito conscientes. Eles não apenas me deixaram seguir o meu caminho, como me pediram para fazer isso.

Falando sobre Orgulho Gay... Desde o início, você abraçou o movimento. 
É uma comunidade amável, inclusiva, que sempre me inspirou. Eu não costumo ouvir as minhas músicas, mas quando ouço o disco Velvet Rope, eu escuto “Together Again” e lembro dos amigos que perdi para a AIDS. Foi importante para mim honrar a vida deles de forma animada - e não triste - em uma música de celebração. O espírito deles fez muito pelo meu. Às vezes, quando as pessoas falam desse disco, dizem que é o meu trabalho mais sexy e ousado, mas a alma do álbum não é sobre sexo de forma alguma. É sobre como, apesar do desafio da morte, estaremos todos “juntos de novo”. É um hino para o amor que nunca morre.

Lembro de testemunhar um momento especialmente difícil na sua vida: você estava gravando em Los Angeles – um ano após a morte de Michael – e viu a capa de uma revista com a foto dele e disse que ainda não acreditava que aquilo tinha acontecido... 
Isso me faz lembrar de algo precioso. Aconteceu no início dos anos 1980. Eu tinha 16 anos e estava entre o lançamento dos meus dois primeiros discos. Michael estava gravando Thriller. Ele me convidou para ir ao estúdio em que ele ia gravar “P.Y.T.” e perguntou se eu não queria gravar o backing vocal. Como cantamos juntos desde sempre, sabia que seria fácil. Agarrei a oportunidade. Adorei fazer parte da gravação e fiquei especialmente orgulhosa – espero que isso não soe arrogante – porque quando a faixa foi mixada, apenas o meu backing vocal entrou. Não posso descrever como aquilo me fez sentir bem.

Fale sobre as músicas que você está escrevendo agora.
Queria poder contar... Não estou tentando fugir da pergunta e ser misteriosa, mas a verdade é que não tento analisar o processo criativo enquanto ele ainda está acontecendo. Sou muito intuitiva com composições. Qualquer coisa pode me inspirar. Nesta manhã, vi uma senhora japonesa adorável andando pelas ruas de Hollywood com uma boina vermelha. Ela pode virar uma música. Lembrei de um capítulo muito doloroso do início da minha vida ontem antes de dormir. Pode virar música. Acordei nesta manhã e ouvi um passáro cantando em um ritmo que cativou meu coração. Isso pode virar um novo instrumental. Meus sentimentos são fluidos, como todo mundo. Não posso decidir com antecedência como o conceito de uma música ou de um disco vai ser. Preciso deixar as músicas e os conceitos virem até mim em vez de caçá-los.

Fico feliz por não ser metódica ou insegura como escritora. É importante que eu mantenha um approach “deixe acontecer quando acontecer”. Não quero me estressar. Quero ser um canal para quaisquer imagens ou emoções que estejam passando pela minha imaginação. Espontaneidade é muito importante para mim. Permite surpresas e, para mim, a surpresa quebra o tédio do dia a dia.

Muitas das suas músicas lançadas ao longo destas quatro décadas são sobre mensagens positivas, sejam pessoais ou sociais. Você está desencorajada com o estado atual dos Estados Unidos? 
Não. Estou ansiosa. Estou com raiva. Com certeza estou preocupada, mas quando vejo novos artistas encontrando suas vozes, assim como encontrei a minha, me sinto otimista. Artistas novos estão mostrando mais coragem do que nunca. A música está mais viva do que nunca. E mais relevante. Nós, mulheres artistas – e mulheres no geral – estamos dizendo que não seremos controladas, manipuladas ou abusadas. Estamos determinadas a não retornar para os dias de escravidão emocional e física. É uma bênção estar viva hoje e me unir à luta por igualdade entre todos os humanos.

Você mencionou artistas novos. Quais a impressionam mais? 
Daniel Caesar está provando que o R&B romântico está vivo e muito bem. Kendrick Lamar e J. Cole provam que o ato de contar histórias originais de forma brilhante é um dos maiores presentes do hip hop para o mundo cultural. SZA está mostrando que mulheres jovens ainda possuem talentos vocais extraordinários e muito estilo.

Também guardo um lugar especial no meu coração para Bruno Mars. A música de Bruno foi a primeira que provocou reações no meu filho. Durante a gravidez e após o seu nascimento, eu escutava jazz brasileiro, músicas que sempre me relaxam. Quando o bebê começou a engatinhar, Bruno estava sempre tocando no rádio. Ele é um retorno para os dias em que os grandes artistas faziam tudo: compunham, cantavam, dançavam e produziam.

E aqui está você, mãe solteira aos 52 anos, prestes a entrar em estúdio, fazer novas músicas, aprender novos passos de dança e embarcar em uma turnê. Qual a fonte do seu comprometimento? 
O comprometimento está no meu DNA. Não conseguiria perdê-lo mesmo que eu quisesse e eu não quero. A motivação é algo que eu valorizo. Apesar de todas as dificuldades, esta é a vida que eu amo. Estou rodeada de um time de dançarinos, cantores e músicos que eu amo. Tenho o apoio dos fãs que sempre estiveram comigo, nos altos e baixos. Eles são o mundo para mim. Agora, mais do que nunca, cantar, seja no estúdio ou no palco, me traz uma satisfação que não encontro em outro lugar.

Como milhões de outras mulheres, batalhei com a baixa autoestima por toda a minha vida. Estou melhor agora. Acredito em diferentes métodos de ajuda – terapia, exercícios, espiritualidade.

Deus é o maior curador de todos e a força mais potente no Universo. No meu mundo, Deus se expressa pela música e ela luta contra forças negativas. É a música que esgota as vozes que dizem que não sou o bastante. É a música e sua fonte divina que me presenteia com a sabedoria de que a harmonia ainda é possível.

E, como estamos falando sobre positividade, deixe-me dizer que meu filho, mesmo que só esteja aqui há 17 meses, me mostrou que o amor sempre pode ser maior e mais profundo. O amor não tem limites. E para alguém como eu, criada no show business, meio no qual é preciso preocupar-se com si mesmo acima de tudo, tenho a sorte de agora me preocupar, antes de qualquer coisa, com o bem-estar de outra pessoa. Dia após dia, noite após noite, segurando o meu bebê no colo, estou em paz. Me sinto abençoada. Nesses momentos, tudo está bem no mundo.