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Jão mostra potencial e conexão com o público em show esgotado em São Paulo

Cantor, que se apresentou com a turnê Lobos nesta sexta (28/09), volta ao mesmo palco no domingo (30) para apresentação extra

por Rebecca Silva em 29/09/2018

O cantor Jão se apresentou com a turnê Lobos - que serve como divulgação de seu disco de estreia, de mesmo nome, lançado em agosto pela Universal Music - nesta sexta-feira (28/09) para casa cheia no Cine Joia, em São Paulo. O show foi gravado e deve ser divulgado no canal oficial do cantor no YouTube.

Com ingressos esgotados, a apresentação contou com uma nova configuração de palco do que o rotineiro para o Cine Joia. Além de mais alto, por causa do equipamento de gravação, o cenário é formado por um telão em formato de cruz, que estava com uma falha no canto superior esquerdo – o que pode e deve ser arrumado para o show extra, que acontece neste domingo (30) –, alguns tecidos esticados, o que cria uma atmosfera interessante, e projeções de vídeos inspirados na estética do single "Vou Morrer Sozinho".

Ao longo de cerca de uma hora, Jão apresentou as dez faixas do disco, singles lançados anteriormente como "Ressaca", "Álcool" e "Dança Pra Mim", e fez covers de Caetano Veloso, Cazuza e Beyoncé, em interessante releitura de "Crazy In Love", momento descrito pelo artista como o "mais sexy do show". Jão é acompanhado no palco por um DJ – e em alguns momentos, como em "A Rua", a base pré-gravada entrou antes da hora certa –, um guitarrista, que também toca violão em determinadas faixas, e três backing vocals. Mesmo quando fugia do próprio repertório, era forte a conexão entre cantor e plateia, que cantava a plenos pulmões cada escolha da setlist.

Antes de subir ao palco, Jão disse no camarim que a entrega dos fãs já tinha sido uma surpresa no show de estreia na turnê, em Belo Horizonte, na semana passada. "Eu esperava que fossem cantar os singles, alguma outra mais favorita. Mas cantaram todas com muito afinco, foi mágico." Aliás, isso é algo que impressiona. Jão faz parte da leva de artistas que conquistou uma legião de seguidores na internet antes mesmo de assinar contrato com gravadora e passar a contar com um apoio para divulgação massiva do trabalho. No show desta sexta, ficou claro que Jão tinha a plateia em suas mãos, seja pela força com que o público cantava as letras, ou pelos coros espontâneos de "Jão" ou "Jão, eu te amo", algo rotineiro em apresentações de grandes nomes da música.

Emocionado, já na parte final da apresentação, Jão revelou que em seu primeiro show conseguiu contar do palco que haviam apenas onze pessoas na plateia. "Fico muito contente de ver esse mar de gente. Vocês sonham esse sonho comigo e isso é muito genuíno," declarou aos fãs. Pouco depois, se posicionou, em forma de música, a favor do movimento #EleNão, o que causou reação imediata na plateia.

Jão mostra, no palco, o potencial que tem para abrir espaço para o pop masculino genuíno no mainstream brasileiro. Mais do que artistas que migram para o gênero, Jão já nasceu pop, bebendo da fonte do que artistas de fora fazem há muito tempo. E enquanto outros nomes já fazem barulho no cenário mais underground, Jão apresenta as músicas e a estética que são prato cheio para o público que consome o mainstream.

 

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Cantor, que se apresentou com a turnê Lobos nesta sexta (28/09), volta ao mesmo palco no domingo (30) para apresentação extra

por Rebecca Silva em 29/09/2018

O cantor Jão se apresentou com a turnê Lobos - que serve como divulgação de seu disco de estreia, de mesmo nome, lançado em agosto pela Universal Music - nesta sexta-feira (28/09) para casa cheia no Cine Joia, em São Paulo. O show foi gravado e deve ser divulgado no canal oficial do cantor no YouTube.

Com ingressos esgotados, a apresentação contou com uma nova configuração de palco do que o rotineiro para o Cine Joia. Além de mais alto, por causa do equipamento de gravação, o cenário é formado por um telão em formato de cruz, que estava com uma falha no canto superior esquerdo – o que pode e deve ser arrumado para o show extra, que acontece neste domingo (30) –, alguns tecidos esticados, o que cria uma atmosfera interessante, e projeções de vídeos inspirados na estética do single "Vou Morrer Sozinho".

Ao longo de cerca de uma hora, Jão apresentou as dez faixas do disco, singles lançados anteriormente como "Ressaca", "Álcool" e "Dança Pra Mim", e fez covers de Caetano Veloso, Cazuza e Beyoncé, em interessante releitura de "Crazy In Love", momento descrito pelo artista como o "mais sexy do show". Jão é acompanhado no palco por um DJ – e em alguns momentos, como em "A Rua", a base pré-gravada entrou antes da hora certa –, um guitarrista, que também toca violão em determinadas faixas, e três backing vocals. Mesmo quando fugia do próprio repertório, era forte a conexão entre cantor e plateia, que cantava a plenos pulmões cada escolha da setlist.

Antes de subir ao palco, Jão disse no camarim que a entrega dos fãs já tinha sido uma surpresa no show de estreia na turnê, em Belo Horizonte, na semana passada. "Eu esperava que fossem cantar os singles, alguma outra mais favorita. Mas cantaram todas com muito afinco, foi mágico." Aliás, isso é algo que impressiona. Jão faz parte da leva de artistas que conquistou uma legião de seguidores na internet antes mesmo de assinar contrato com gravadora e passar a contar com um apoio para divulgação massiva do trabalho. No show desta sexta, ficou claro que Jão tinha a plateia em suas mãos, seja pela força com que o público cantava as letras, ou pelos coros espontâneos de "Jão" ou "Jão, eu te amo", algo rotineiro em apresentações de grandes nomes da música.

Emocionado, já na parte final da apresentação, Jão revelou que em seu primeiro show conseguiu contar do palco que haviam apenas onze pessoas na plateia. "Fico muito contente de ver esse mar de gente. Vocês sonham esse sonho comigo e isso é muito genuíno," declarou aos fãs. Pouco depois, se posicionou, em forma de música, a favor do movimento #EleNão, o que causou reação imediata na plateia.

Jão mostra, no palco, o potencial que tem para abrir espaço para o pop masculino genuíno no mainstream brasileiro. Mais do que artistas que migram para o gênero, Jão já nasceu pop, bebendo da fonte do que artistas de fora fazem há muito tempo. E enquanto outros nomes já fazem barulho no cenário mais underground, Jão apresenta as músicas e a estética que são prato cheio para o público que consome o mainstream.