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Kelly Osbourne fala sobre seu vício em drogas após overdose de Demi Lovato

Cantora afirmou que reabilitação não faz milagres e não conserta ninguém, além de dizer que chegou ao ponto de vida ou morte quando decidiu ficar sóbria

por Redação em 25/07/2018

Kelly Osbourne abriu o jogo e falou sobre seu próprio problema contra o vício em drogas e bebida alcóolica após a notícia sobre a overdose sofrida por Demi Lovato.

Em participação no programa de televisão britânico Loose Women nesta quarta-feira (25/07), a cantora explicou como é conviver com o medo de ter recaídas e como ir para a reabilitação não conserta o problema.

“Não posso imaginar o que Demi está passando agora, apesar de saber como é quando o mundo inteiro está falando de você em seu estado mais vulnerável. Só posso falar sobre o que passei e sobre o qual eu tenho conhecimento. E o que posso dizer é que ter uma recaída é uma das coisas mais difíceis que encaramos como usuárias,” disse Kelly.

Para ela, não importa o quanto uma pessoa vá para a reabilitação porque sempre ficará com uma marca e ninguém conseguirá impedir quando a vontade de usar drogas voltar. “As pessoas precisam saber que a reabilitação não vai consertar ninguém, vai apenas ajudar a voltar aos trilhos. Você nunca é consertado. Você passa a vida inteira fazendo seu máximo para não usar drogas de novo.”

E Kelly afirma que não se trata de quem está por perto do usuário, mas sobre o que ele vai fazer para conseguir o que quer. “Quando eu queria usar – podia estar com acompanhantes, meus pais, amigos, pessoas que me amam, se importam e fariam de tudo por mim – eu usava. Não tem nada a ver com as pessoas em volta. Não existe constrangimento quando você está viciado. Você pula essa fase e vai direto para a vergonha. Você sente muita vergonha.” 

Em entrevista à revista People, em 2009, Kelly disse que seu primeiro encontro com as drogas foi aos 13 anos, quando teve acesso ao medicamento Vicodin, após retirar as amígdalas. Sua batalha para ficar sóbria durou seis anos, incluindo quatro internações na reabilitação. “Para mim, era questão de vida ou morte. Eu decidi que queria viver, que a vida valia a pena, que tenho uma família e amigos incríveis. Por que eu me permitia ser tão miserável?”

Sóbria há anos, Kelly afirma que a batalha não é fácil. “Todos os dias, eu luto para me manter limpa. Faço o que for preciso para ser uma pessoa melhor. Fico muito confortável quando estou anestesiada e faço coisas para me anestesiar. Nunca usei drogas para festejar. Usava porque odiava sentir as coisas, era incapaz de sentir até felicidade porque pensava que não merecia.”

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Cantora afirmou que reabilitação não faz milagres e não conserta ninguém, além de dizer que chegou ao ponto de vida ou morte quando decidiu ficar sóbria

por Redação em 25/07/2018

Kelly Osbourne abriu o jogo e falou sobre seu próprio problema contra o vício em drogas e bebida alcóolica após a notícia sobre a overdose sofrida por Demi Lovato.

Em participação no programa de televisão britânico Loose Women nesta quarta-feira (25/07), a cantora explicou como é conviver com o medo de ter recaídas e como ir para a reabilitação não conserta o problema.

“Não posso imaginar o que Demi está passando agora, apesar de saber como é quando o mundo inteiro está falando de você em seu estado mais vulnerável. Só posso falar sobre o que passei e sobre o qual eu tenho conhecimento. E o que posso dizer é que ter uma recaída é uma das coisas mais difíceis que encaramos como usuárias,” disse Kelly.

Para ela, não importa o quanto uma pessoa vá para a reabilitação porque sempre ficará com uma marca e ninguém conseguirá impedir quando a vontade de usar drogas voltar. “As pessoas precisam saber que a reabilitação não vai consertar ninguém, vai apenas ajudar a voltar aos trilhos. Você nunca é consertado. Você passa a vida inteira fazendo seu máximo para não usar drogas de novo.”

E Kelly afirma que não se trata de quem está por perto do usuário, mas sobre o que ele vai fazer para conseguir o que quer. “Quando eu queria usar – podia estar com acompanhantes, meus pais, amigos, pessoas que me amam, se importam e fariam de tudo por mim – eu usava. Não tem nada a ver com as pessoas em volta. Não existe constrangimento quando você está viciado. Você pula essa fase e vai direto para a vergonha. Você sente muita vergonha.” 

Em entrevista à revista People, em 2009, Kelly disse que seu primeiro encontro com as drogas foi aos 13 anos, quando teve acesso ao medicamento Vicodin, após retirar as amígdalas. Sua batalha para ficar sóbria durou seis anos, incluindo quatro internações na reabilitação. “Para mim, era questão de vida ou morte. Eu decidi que queria viver, que a vida valia a pena, que tenho uma família e amigos incríveis. Por que eu me permitia ser tão miserável?”

Sóbria há anos, Kelly afirma que a batalha não é fácil. “Todos os dias, eu luto para me manter limpa. Faço o que for preciso para ser uma pessoa melhor. Fico muito confortável quando estou anestesiada e faço coisas para me anestesiar. Nunca usei drogas para festejar. Usava porque odiava sentir as coisas, era incapaz de sentir até felicidade porque pensava que não merecia.”