NOTÍCIAS

Kylie Minogue fala sobre as influências do novo álbum, Golden

Projeto, que teve uma parte produzida em Nashville, foi feito logo após término de relacionamento

por Redação em 05/04/2018

Trinta anos depois da regravação de “The Loco-Motion”, de Little Eva, quando a atriz de novelas australiana se tornou uma cantora de pop com visibilidade internacional, Kylie Minogue está pronta para lançar seu 14º álbum, Golden, com uma vantagem da qual poucos podem se gabar. Enquanto a maioria dos veteranos volta a aparecer na cultura pop quando algum hit compõe a trilha de um filme, Kylie continua a lançar músicas que sua modesta, mas dedicada, base norte-americana de fãs, ainda se importa com carinho.

A última vez que ela apareceu no Top 10 do Hot 100 foi em 2002, com o hit “Can’t Get You Out Of My Head”, mas sua consistência como artista de álbuns em um gênero de lançadores de singles a permitiu conquistar um nível de adoração e críticas sérias, algo difícil para artistas que pareciam destinados a one hit wonders quando apareceram na indústria.

Nesta sexta-feira (06/04), 12 anos após vencer um câncer de mama e pouco mais de um ano depois de passar por um término complicado de relacionamento, Kylie lançará Golden. Antes do lançamento, ela deu uma pausa nas assinaturas em cópias cassete do projeto, que ela insistiu que fossem feitas (“Não sei quantas pessoas ainda tem toca fitas em casa, mas é um momento fofo de nostalgia”) para falar sobre como usou Nashville para descobrir novas sonoridades, como fez o seu melhor para evitar compor músicas sobre o término e como ainda fica nervosa quando os fãs ouvem suas novas faixas.

Quando ouvi “Dancing” pela primeira vez, fiquei curioso sobre como o álbum seguiria essa linha entre o country e seu som mais familiar de dance-pop. Como…

Como encontramos um equilíbrio? Ficamos tentando! Demorou seis meses para encontrar o DNA do que estávamos procurando. Era um conceito, no início, ninguém conseguiria descrever a sonoridade. Primeiro fui ao estúdio e estava trabalhando com produtores mais pop, tentando encaixar elementos country nisso e encontrar inspiração. Então fui a Nashville em julho (2017) e tudo passou a fazer sentido. Fiquei duas semanas lá e, quando voltei, sabíamos o caminho a seguir. E eu sabia que tinha três músicas (“Dancing”, “Golden” e “Sincerely Yours”) que eram muito boas entre as inúmeras faixas que fiz lá. Isso fez tudo ficar mais fácil. Ainda precisava compor, encontrar a música, gravar, mas depois disso já sabíamos para onde seguir.

E foi um caso de equilíbrio. Às vezes, escutávamos uma versão e alguém no estúdio dizia que tínhamos ido longe demais ou que não era country suficiente.. Em dado momento, um dos meus produtores, Sky Adams, jogava as mãos para o alto e dizia: “Não é country! Muito country! Não é country o bastante! Muito pop! Não tão pop!” [risos]. Encontrar o balanço foi a peça-chave. Algo que me ajudou foi lembrar do Aphrodite e “All The Lovers”.

Canção incrível.

Ótima música! Naquela época, Stuart Price me produziu, não sei como começamos, mas estávamos cantando uma versão country dela, mas era muito exagerada. Estávamos tentando ser Dolly e Kenny e esses se tornaram nossos apelidos por um longo tempo. Na época, eu disse: “É um teste: se você conseguir cantar a música apenas acompanhado de violão e se divertir, siga em frente com ela”. E não pensei mais nisso, mas quando comecei a fazer esse disco, esse pensamento surgiu na minha cabeça. É sobre balanço e experimentação.

kylieminogue

E sobre as músicas que você escreveu em Nashville e não entraram para o álbum? Eram country demais?

Apenas não eram boas músicas. Com “Dancing”, por exemplo, cheguei em Nashville em um domingo e comecei a trabalhar na segunda. Estava com um compositor, Steve McEwan, passamos a semana trabalhando juntos, e na outra eu trabalhei com Amy Wadge, compondo com vários produtores. Steve e eu tomamos café e então ele me convidou para ir ao seu apartamento, onde tinha um piano e um violão. Ele tocou a ideia de “Dancing” no violão. Não estava completa, mas eu sabia que as músicas que fiz com ele naquela semana poderiam ser produzidas de qualquer forma. Se você ouvir a versão demo e depois a finalizada, perceberá de onde veio o lado mais dance. Os elementos eletrônicos e os sintetizadores vieram por Sky Adams, o produtor.

Então por que as outras não entraram? Provavelmente porque não eram tão boas. Estar em Nashville é como estar no altar das músicas. Ir ao café Bluebird e ao Listening Room – eu não sabia quem eram esses compositores e cantores – rende ótimas noites. Você vai até lá para ouvir alguém contar a própria história e cantar a própria música. Tudo isso foi novo para mim e inspirador.

É a Meca dos compositores – sua experiência com escritores de Nashville foi diferente do que você já tinha feito antes? 

Essa é uma pergunta difícil de responder porque, de certa forma, não foi. Você ainda está em uma sala com algumas pessoas tentando encontrar uma música, mas devo dizer, é sobre a vibe de lá. No domingo, antes de começar a trabalhar, estava com alguns amigos em um bar e me dei quanto de quão animada estava por estar lá. Olhei para o céu, literalmente, e disse: “Por favor, por favor, me dê uma música. Duas ou três seria ótimo, mas preciso de uma. Preciso dessa música e quero fazê-la aqui”. E foi o que aconteceu. Estava muito focada, não tinha distrações lá. E foi apenas incrível. Alguns lugares nos dão certas coisas e uma delas em Nashville é a música.

Antes de ir, comecei a perguntar para os amigos e a resposta era tão entusiasmada, mais do que se eu dissesse que iria para L.A., Nova York ou Londres. Alguns produtores com quem trabalhei mandaram e-mails dizendo que eu ia amar e oferecendo dicas de lugares, restaurantes, bares. Era um desejo muito grande para que eu me divertisse.

Estou curioso sobre “Raining Glitter”. A faixa não é exatamente country, mas há um riff acústico que a liga às outras músicas. Como surgiu?

Interessante você escolher essa. Ela foi feita em Londres, com três escritores e produtores britânicos. Trabalhei com esse cara, Eg White, antes e ele tinha me dito que queria produzir algo no disco. Eu disse: “Você sabe o briefing, se não encaixar no cenário que criamos, é uma perda de tempo, não vai entrar para o álbum”. E porque estávamos falando desse assunto, acho que eu falei: “O motivo do meu trabalho, do meu ser, é espalhar felicidade, emoções e sentimentos que você espera de uma música pop”. Disse que me fez lembrar daquele vídeo dos Jacksons em que estão jogando glitter, acho que é “Can You Feel It”, e eles são épicos, gigantes, jogando glitter em todo mundo, foi daí que saiu. Mas você captou a essência, porque tivemos que adicionar o elemento da guitarra nela, que é como começa. Foi um bom híbrido porque ocupa a parte principal do disco e traz a sonoridade mais dance. Leva a essa sonoridade.

Nas letras, o disco parece mais pessoal, com faixas como “Music’s Too Sad Without You” (com Jack Savoretti) e “A Lifetime to Repair”. Foi uma decisão consciente de se abrir mais?

Sim, definitivamente. Provavelmente vou demorar mais alguns anos para conseguir falar sucintamente sobre esse período. Você precisa de um pouco de distância para falar claramente sobre o que aconteceu. Mas já consigo ver que foi um momento de virada na minha vida. Sim, foi ligado a um término, mas para mim foi mais do que isso. Foi um resultado de escolhas. Enfim, para encurtar o assunto e não me aprofundar muito, eu não estava com o coração partido, mas estava um pouco machucada. E precisamos disso, às vezes, para dar uma boa olhada para nós mesmos, entender aonde estamos no mundo, para onde queremos ir, as mudanças que queremos fazer. E foi nesse momento que entrei em estúdio.

É claro que eu queria falar sobre toda a questão dramática do término, as perguntas que você se faz - “como cheguei até aqui?” – todos sabemos disso. Eu estava magoada. Não fui gentil comigo. No fundo, eu provavelmente sabia, mas levou um tempo para eu confessar para mim mesma. Muitas das músicas que escrevi no início foram para tirar isso do meu peito, da minha mente. Então, elas não eram tão boas e sou grata a isso agora, era para tirar isso de mim. E eu não queria um disco sobre término, era a última coisa que eu queria. Há elementos disso, é claro, e sei que é apelativo para a imprensa, mas foi mais sobre ser honesta comigo e dizer “ok, quero expressar essas emoções”. Algumas são bem recentes, outras, como “Raining Glitter”, trazem temas que me acompanham por um bom tempo. “Shelby ‘68” foi inventada. “A Lifetime To Repair” era sobre mim, jogando as mãos para o alto e dizendo: “Não sei o que fazer agora!”.

As músicas que não são sobre a minha vida naquele momento fazem sentido porque são cantadas com um conhecimento sobre aquele sentimento, seja de felicidade, tristeza, solidão ou questionamento. Acredito no sentimento sobre o qual estou cantando.

Ajuda saber que você tem fãs que a amam e estão sempre curiosos para ver o que você está preparando?

Sim, é algo lindo, mas eu estaria mentindo se dissesse que não sinto pressão. Quero que os fãs amem e tragam as músicas para a jornada que temos juntos. Mas é a mesma coisa com todo disco – é muito nervosismo antes do lançamento. Tive uma semana em que fiquei triste porque não estava mais no estúdio. Pode ser o lugar mais frustrante do mundo, mas é também um lugar incrível e minha experiência de compor esse álbum foi tão diferente... Foi um clique. Talvez por ter ido até Nashville, talvez por estar perto dos 50, mas eu realmente me diverti. Fiquei triste por uma semana e então já pensei: “Essas são as músicas que entraram para o disco, qual será a arte?”. Cada passo é um desafio. Os fãs estavam na minha mente, mas na espreita. Você sabe que esse é o resultado final: o álbum será lançado e você espera que as pessoas gostem, é claro.

  • HOT 100
    BRASIL
  • BILLBOARD
    200
  • HOT 100
    EUA
1
Beijo de Varanda
Bruno & Marrone
2
Buá Buá
Naiara Azevedo
3
Contramão
Gustavo Mioto
4
Ausência
Marília Mendonça
5
Olha Ela Aí
Eduardo Costa
RANKING COMPLETO
NOTÍCIAS

Kylie Minogue fala sobre as influências do novo álbum, Golden

Projeto, que teve uma parte produzida em Nashville, foi feito logo após término de relacionamento

por Redação em 05/04/2018

Trinta anos depois da regravação de “The Loco-Motion”, de Little Eva, quando a atriz de novelas australiana se tornou uma cantora de pop com visibilidade internacional, Kylie Minogue está pronta para lançar seu 14º álbum, Golden, com uma vantagem da qual poucos podem se gabar. Enquanto a maioria dos veteranos volta a aparecer na cultura pop quando algum hit compõe a trilha de um filme, Kylie continua a lançar músicas que sua modesta, mas dedicada, base norte-americana de fãs, ainda se importa com carinho.

A última vez que ela apareceu no Top 10 do Hot 100 foi em 2002, com o hit “Can’t Get You Out Of My Head”, mas sua consistência como artista de álbuns em um gênero de lançadores de singles a permitiu conquistar um nível de adoração e críticas sérias, algo difícil para artistas que pareciam destinados a one hit wonders quando apareceram na indústria.

Nesta sexta-feira (06/04), 12 anos após vencer um câncer de mama e pouco mais de um ano depois de passar por um término complicado de relacionamento, Kylie lançará Golden. Antes do lançamento, ela deu uma pausa nas assinaturas em cópias cassete do projeto, que ela insistiu que fossem feitas (“Não sei quantas pessoas ainda tem toca fitas em casa, mas é um momento fofo de nostalgia”) para falar sobre como usou Nashville para descobrir novas sonoridades, como fez o seu melhor para evitar compor músicas sobre o término e como ainda fica nervosa quando os fãs ouvem suas novas faixas.

Quando ouvi “Dancing” pela primeira vez, fiquei curioso sobre como o álbum seguiria essa linha entre o country e seu som mais familiar de dance-pop. Como…

Como encontramos um equilíbrio? Ficamos tentando! Demorou seis meses para encontrar o DNA do que estávamos procurando. Era um conceito, no início, ninguém conseguiria descrever a sonoridade. Primeiro fui ao estúdio e estava trabalhando com produtores mais pop, tentando encaixar elementos country nisso e encontrar inspiração. Então fui a Nashville em julho (2017) e tudo passou a fazer sentido. Fiquei duas semanas lá e, quando voltei, sabíamos o caminho a seguir. E eu sabia que tinha três músicas (“Dancing”, “Golden” e “Sincerely Yours”) que eram muito boas entre as inúmeras faixas que fiz lá. Isso fez tudo ficar mais fácil. Ainda precisava compor, encontrar a música, gravar, mas depois disso já sabíamos para onde seguir.

E foi um caso de equilíbrio. Às vezes, escutávamos uma versão e alguém no estúdio dizia que tínhamos ido longe demais ou que não era country suficiente.. Em dado momento, um dos meus produtores, Sky Adams, jogava as mãos para o alto e dizia: “Não é country! Muito country! Não é country o bastante! Muito pop! Não tão pop!” [risos]. Encontrar o balanço foi a peça-chave. Algo que me ajudou foi lembrar do Aphrodite e “All The Lovers”.

Canção incrível.

Ótima música! Naquela época, Stuart Price me produziu, não sei como começamos, mas estávamos cantando uma versão country dela, mas era muito exagerada. Estávamos tentando ser Dolly e Kenny e esses se tornaram nossos apelidos por um longo tempo. Na época, eu disse: “É um teste: se você conseguir cantar a música apenas acompanhado de violão e se divertir, siga em frente com ela”. E não pensei mais nisso, mas quando comecei a fazer esse disco, esse pensamento surgiu na minha cabeça. É sobre balanço e experimentação.

kylieminogue

E sobre as músicas que você escreveu em Nashville e não entraram para o álbum? Eram country demais?

Apenas não eram boas músicas. Com “Dancing”, por exemplo, cheguei em Nashville em um domingo e comecei a trabalhar na segunda. Estava com um compositor, Steve McEwan, passamos a semana trabalhando juntos, e na outra eu trabalhei com Amy Wadge, compondo com vários produtores. Steve e eu tomamos café e então ele me convidou para ir ao seu apartamento, onde tinha um piano e um violão. Ele tocou a ideia de “Dancing” no violão. Não estava completa, mas eu sabia que as músicas que fiz com ele naquela semana poderiam ser produzidas de qualquer forma. Se você ouvir a versão demo e depois a finalizada, perceberá de onde veio o lado mais dance. Os elementos eletrônicos e os sintetizadores vieram por Sky Adams, o produtor.

Então por que as outras não entraram? Provavelmente porque não eram tão boas. Estar em Nashville é como estar no altar das músicas. Ir ao café Bluebird e ao Listening Room – eu não sabia quem eram esses compositores e cantores – rende ótimas noites. Você vai até lá para ouvir alguém contar a própria história e cantar a própria música. Tudo isso foi novo para mim e inspirador.

É a Meca dos compositores – sua experiência com escritores de Nashville foi diferente do que você já tinha feito antes? 

Essa é uma pergunta difícil de responder porque, de certa forma, não foi. Você ainda está em uma sala com algumas pessoas tentando encontrar uma música, mas devo dizer, é sobre a vibe de lá. No domingo, antes de começar a trabalhar, estava com alguns amigos em um bar e me dei quanto de quão animada estava por estar lá. Olhei para o céu, literalmente, e disse: “Por favor, por favor, me dê uma música. Duas ou três seria ótimo, mas preciso de uma. Preciso dessa música e quero fazê-la aqui”. E foi o que aconteceu. Estava muito focada, não tinha distrações lá. E foi apenas incrível. Alguns lugares nos dão certas coisas e uma delas em Nashville é a música.

Antes de ir, comecei a perguntar para os amigos e a resposta era tão entusiasmada, mais do que se eu dissesse que iria para L.A., Nova York ou Londres. Alguns produtores com quem trabalhei mandaram e-mails dizendo que eu ia amar e oferecendo dicas de lugares, restaurantes, bares. Era um desejo muito grande para que eu me divertisse.

Estou curioso sobre “Raining Glitter”. A faixa não é exatamente country, mas há um riff acústico que a liga às outras músicas. Como surgiu?

Interessante você escolher essa. Ela foi feita em Londres, com três escritores e produtores britânicos. Trabalhei com esse cara, Eg White, antes e ele tinha me dito que queria produzir algo no disco. Eu disse: “Você sabe o briefing, se não encaixar no cenário que criamos, é uma perda de tempo, não vai entrar para o álbum”. E porque estávamos falando desse assunto, acho que eu falei: “O motivo do meu trabalho, do meu ser, é espalhar felicidade, emoções e sentimentos que você espera de uma música pop”. Disse que me fez lembrar daquele vídeo dos Jacksons em que estão jogando glitter, acho que é “Can You Feel It”, e eles são épicos, gigantes, jogando glitter em todo mundo, foi daí que saiu. Mas você captou a essência, porque tivemos que adicionar o elemento da guitarra nela, que é como começa. Foi um bom híbrido porque ocupa a parte principal do disco e traz a sonoridade mais dance. Leva a essa sonoridade.

Nas letras, o disco parece mais pessoal, com faixas como “Music’s Too Sad Without You” (com Jack Savoretti) e “A Lifetime to Repair”. Foi uma decisão consciente de se abrir mais?

Sim, definitivamente. Provavelmente vou demorar mais alguns anos para conseguir falar sucintamente sobre esse período. Você precisa de um pouco de distância para falar claramente sobre o que aconteceu. Mas já consigo ver que foi um momento de virada na minha vida. Sim, foi ligado a um término, mas para mim foi mais do que isso. Foi um resultado de escolhas. Enfim, para encurtar o assunto e não me aprofundar muito, eu não estava com o coração partido, mas estava um pouco machucada. E precisamos disso, às vezes, para dar uma boa olhada para nós mesmos, entender aonde estamos no mundo, para onde queremos ir, as mudanças que queremos fazer. E foi nesse momento que entrei em estúdio.

É claro que eu queria falar sobre toda a questão dramática do término, as perguntas que você se faz - “como cheguei até aqui?” – todos sabemos disso. Eu estava magoada. Não fui gentil comigo. No fundo, eu provavelmente sabia, mas levou um tempo para eu confessar para mim mesma. Muitas das músicas que escrevi no início foram para tirar isso do meu peito, da minha mente. Então, elas não eram tão boas e sou grata a isso agora, era para tirar isso de mim. E eu não queria um disco sobre término, era a última coisa que eu queria. Há elementos disso, é claro, e sei que é apelativo para a imprensa, mas foi mais sobre ser honesta comigo e dizer “ok, quero expressar essas emoções”. Algumas são bem recentes, outras, como “Raining Glitter”, trazem temas que me acompanham por um bom tempo. “Shelby ‘68” foi inventada. “A Lifetime To Repair” era sobre mim, jogando as mãos para o alto e dizendo: “Não sei o que fazer agora!”.

As músicas que não são sobre a minha vida naquele momento fazem sentido porque são cantadas com um conhecimento sobre aquele sentimento, seja de felicidade, tristeza, solidão ou questionamento. Acredito no sentimento sobre o qual estou cantando.

Ajuda saber que você tem fãs que a amam e estão sempre curiosos para ver o que você está preparando?

Sim, é algo lindo, mas eu estaria mentindo se dissesse que não sinto pressão. Quero que os fãs amem e tragam as músicas para a jornada que temos juntos. Mas é a mesma coisa com todo disco – é muito nervosismo antes do lançamento. Tive uma semana em que fiquei triste porque não estava mais no estúdio. Pode ser o lugar mais frustrante do mundo, mas é também um lugar incrível e minha experiência de compor esse álbum foi tão diferente... Foi um clique. Talvez por ter ido até Nashville, talvez por estar perto dos 50, mas eu realmente me diverti. Fiquei triste por uma semana e então já pensei: “Essas são as músicas que entraram para o disco, qual será a arte?”. Cada passo é um desafio. Os fãs estavam na minha mente, mas na espreita. Você sabe que esse é o resultado final: o álbum será lançado e você espera que as pessoas gostem, é claro.