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Lei Di Dai lança disco e segue explorando o dancehall jamaicano

Cantora, conhecida como a rainha do gênero no Brasil, juntou produtores europeus de peso no novo projeto

por Rebecca Silva em 10/08/2018

Para o público que acompanha o cenário mainstream, Anitta pode ser o maior nome brasileiro da atualidade. Mas, para quem curte os ritmos jamaicanos, é uma paulistana quem manda a letra.

Lei Di Dai, conhecida internacionalmente como “Rainha do Dancehall Brasileiro”, está lançando seu disco Crazy Bass nesta sexta-feira (10/08) em primeira mão para a Billboard Brasil, e já está com turnê marcada na Europa ainda em agosto.

No novo projeto, Dai continua explorando o dancehall e também outros ritmos jamaicanos, com a ajuda de produtores europeus que bebem da fonte do reggae, do jungle, do hip hop e de muitas outras vertentes.

Billboard Brasil conversou com a cantora sobre o disco e a influência que a Europa trouxe para um trabalho exclusivamente de ritmos jamaicanos:

LEI DI DAI: “ACREDITEI NO DANCEHALL E OLHA ONDE ELE ME LEVOU” 

Conversamos há quase um ano e você estava justamente no processo de produção deste álbum, viajando pela Europa e trabalhando com diferentes produtores. Agora que ele já está pronto, prestes a ser lançado, como define o trabalho?

Estou muito feliz com o resultado do novo álbum Crazy Bass. Embarquei nessa loucura de gravar um disco na Europa com os melhores produtores da atualidade, que acreditaram na minha música e se dedicaram com muito amor e respeito. Esse trabalho representa a evolução da reggae music pelo mundo, que influenciou o Jungle, dnb. O dancehall é a celebração da cultura bass e o poder da música jamaicana.

Apesar de as conexões serem fortes com artistas que seguem o gênero do dancehall e outras vertentes jamaicanas, você trabalha com produtores de países diferentes. Eles trazem um pouco das influências de suas origens além da produção com foco jamaicano?

Sim! Eles são artistas incríveis que trazem sua vibe cultural para as produções. Os integrantes do SYMBIZ, por exemplo, são descendentes de chineses nascidos na Alemanha que fazem o estilo Bass-Kung-Fu de Berlim para o mundo. Já os produtores Jamie Rodigan e Aaron Horn (CRT CLSSX) se uniram musicalmente trazendo novidades para a cultura dancehall londrina, com a fusão de elementos tropicais e a música bass da capital inglesa, construindo uma vibe pop e dancehall.  O KALYMATIC SOUND, de Florença,Itália, passou um tempo na Jamaica e voltou inspirado pra fazer beats bem modernos. ARRIVAL SOUND vem na vibe Rub-a-Dub, Steppas e Reggae, é uma figura importante na cultura sound system do Reino Unido. O SLEEP TIME GHOST, também conhecido como Harry Metcalfe, é um produtor musical que trabalha no estúdio Unit 137 em Lewisham, no sudeste de Londres, especialista em reggae, dub, jungle, dancehall e hip hop. Nesta faixa, também tem Kosher e Shumba Youth, cantores importantes da cena de Londres. O ONE GROUND é o projeto musical de Mr. Don Goes, vocalista e percussionista brasileiro e do guitarrista e produtor musical Buster Redlox do Reino Unido, que fazem uma fusão musical deliciosa. O D.DOTs é um jovem de Londres que tem o poder da música explosiva e enérgica e teve a ideia de convidar mais quatro jovens Ou seja, esse disco é a real fusão da música jamaicana e outros ritmos e culturas musicais.

Ouça Crazy Bass:

O lançamento vai rolar no Brasil, mas você logo embarca para a Europa para divulgar o disco. Como define cada público – o brasileiro vs. o europeu? 

Isso! Amanhã (11/08) tem show de lançamento do álbum no Sesc Belenzinho e no dia 17 começo a turnê do Crazy Bass pela Europa, passando por Reino Unido, Alemanha e Espanha. Esses anos cantando em diferentes países eu vejo que a grande diferença é que as pessoas sabem o que é dancehall e isso já me deixa mega feliz! Aqui no Brasil, eu tenho que explicar o que é dancehall a todo momento, mesmo sabendo que a maioria já ouviu ou dançou essa levada, com artistas como Shaggy, Shabba Ranks, Maxi Priest e até Skank no início de sua carreira.

São 13 anos de carreira solo. Olhando para trás, se arrepende de ter feito (ou deixado de fazer) alguma coisa?

Não me arrependo de nada! Sou uma cantora e compositora muito feliz! Nesses 13 anos, sempre administrei meu trabalho, e fiz meu plano de carreira. Consegui ter um selo musical, o “Rainha da Lata”, onde lancei todos os meus álbuns e o meu sound system “Gueto pro Gueto”, que são sonhos realizados. Nesse tempo formei uma equipe bem bacana, que dá o suporte ao trabalho. Tenho a liberdade de gravar e fazer parceria com diferentes artistas pelo mundo, isso me dá forças pra continuar fazendo música, sem me arrepender de nada, só aproveitando os bons momentos. 

Na nossa outra conversa, também falamos sobre o projeto GRRRL. Em que pé anda o coletivo? Quais os planos para este ano?

Nesse ano de 2018, o GRRRL fez uma turnê em abril por Reino Unido e Austrália. Fizemos quatro shows, dois videoclipes e promoção em rádio, foram 21 dias bem agitados, uma experiência incrível! Nesse mês, começo a turnê com o show Crazy Bass em Londres e vou para turnê com GRRRL até 10 de setembro, vamos nos apresentar em diferentes festivais e cidades do Reino Unido. Depois, continuo minha turnê solo até outubro e volto para Brasil para shows e divulgação do álbum. 

Serviço: 
Lei Di Dai – Show de lançamento do disco Crazy Bass
Sesc Belenzinho
São Paulo
11/08 – 21h30
Ingressos de R$ 6 (credencial plena do Sesc) a R$ 20 (inteira)

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Lei Di Dai lança disco e segue explorando o dancehall jamaicano

Cantora, conhecida como a rainha do gênero no Brasil, juntou produtores europeus de peso no novo projeto

por Rebecca Silva em 10/08/2018

Para o público que acompanha o cenário mainstream, Anitta pode ser o maior nome brasileiro da atualidade. Mas, para quem curte os ritmos jamaicanos, é uma paulistana quem manda a letra.

Lei Di Dai, conhecida internacionalmente como “Rainha do Dancehall Brasileiro”, está lançando seu disco Crazy Bass nesta sexta-feira (10/08) em primeira mão para a Billboard Brasil, e já está com turnê marcada na Europa ainda em agosto.

No novo projeto, Dai continua explorando o dancehall e também outros ritmos jamaicanos, com a ajuda de produtores europeus que bebem da fonte do reggae, do jungle, do hip hop e de muitas outras vertentes.

Billboard Brasil conversou com a cantora sobre o disco e a influência que a Europa trouxe para um trabalho exclusivamente de ritmos jamaicanos:

LEI DI DAI: “ACREDITEI NO DANCEHALL E OLHA ONDE ELE ME LEVOU” 

Conversamos há quase um ano e você estava justamente no processo de produção deste álbum, viajando pela Europa e trabalhando com diferentes produtores. Agora que ele já está pronto, prestes a ser lançado, como define o trabalho?

Estou muito feliz com o resultado do novo álbum Crazy Bass. Embarquei nessa loucura de gravar um disco na Europa com os melhores produtores da atualidade, que acreditaram na minha música e se dedicaram com muito amor e respeito. Esse trabalho representa a evolução da reggae music pelo mundo, que influenciou o Jungle, dnb. O dancehall é a celebração da cultura bass e o poder da música jamaicana.

Apesar de as conexões serem fortes com artistas que seguem o gênero do dancehall e outras vertentes jamaicanas, você trabalha com produtores de países diferentes. Eles trazem um pouco das influências de suas origens além da produção com foco jamaicano?

Sim! Eles são artistas incríveis que trazem sua vibe cultural para as produções. Os integrantes do SYMBIZ, por exemplo, são descendentes de chineses nascidos na Alemanha que fazem o estilo Bass-Kung-Fu de Berlim para o mundo. Já os produtores Jamie Rodigan e Aaron Horn (CRT CLSSX) se uniram musicalmente trazendo novidades para a cultura dancehall londrina, com a fusão de elementos tropicais e a música bass da capital inglesa, construindo uma vibe pop e dancehall.  O KALYMATIC SOUND, de Florença,Itália, passou um tempo na Jamaica e voltou inspirado pra fazer beats bem modernos. ARRIVAL SOUND vem na vibe Rub-a-Dub, Steppas e Reggae, é uma figura importante na cultura sound system do Reino Unido. O SLEEP TIME GHOST, também conhecido como Harry Metcalfe, é um produtor musical que trabalha no estúdio Unit 137 em Lewisham, no sudeste de Londres, especialista em reggae, dub, jungle, dancehall e hip hop. Nesta faixa, também tem Kosher e Shumba Youth, cantores importantes da cena de Londres. O ONE GROUND é o projeto musical de Mr. Don Goes, vocalista e percussionista brasileiro e do guitarrista e produtor musical Buster Redlox do Reino Unido, que fazem uma fusão musical deliciosa. O D.DOTs é um jovem de Londres que tem o poder da música explosiva e enérgica e teve a ideia de convidar mais quatro jovens Ou seja, esse disco é a real fusão da música jamaicana e outros ritmos e culturas musicais.

Ouça Crazy Bass:

O lançamento vai rolar no Brasil, mas você logo embarca para a Europa para divulgar o disco. Como define cada público – o brasileiro vs. o europeu? 

Isso! Amanhã (11/08) tem show de lançamento do álbum no Sesc Belenzinho e no dia 17 começo a turnê do Crazy Bass pela Europa, passando por Reino Unido, Alemanha e Espanha. Esses anos cantando em diferentes países eu vejo que a grande diferença é que as pessoas sabem o que é dancehall e isso já me deixa mega feliz! Aqui no Brasil, eu tenho que explicar o que é dancehall a todo momento, mesmo sabendo que a maioria já ouviu ou dançou essa levada, com artistas como Shaggy, Shabba Ranks, Maxi Priest e até Skank no início de sua carreira.

São 13 anos de carreira solo. Olhando para trás, se arrepende de ter feito (ou deixado de fazer) alguma coisa?

Não me arrependo de nada! Sou uma cantora e compositora muito feliz! Nesses 13 anos, sempre administrei meu trabalho, e fiz meu plano de carreira. Consegui ter um selo musical, o “Rainha da Lata”, onde lancei todos os meus álbuns e o meu sound system “Gueto pro Gueto”, que são sonhos realizados. Nesse tempo formei uma equipe bem bacana, que dá o suporte ao trabalho. Tenho a liberdade de gravar e fazer parceria com diferentes artistas pelo mundo, isso me dá forças pra continuar fazendo música, sem me arrepender de nada, só aproveitando os bons momentos. 

Na nossa outra conversa, também falamos sobre o projeto GRRRL. Em que pé anda o coletivo? Quais os planos para este ano?

Nesse ano de 2018, o GRRRL fez uma turnê em abril por Reino Unido e Austrália. Fizemos quatro shows, dois videoclipes e promoção em rádio, foram 21 dias bem agitados, uma experiência incrível! Nesse mês, começo a turnê com o show Crazy Bass em Londres e vou para turnê com GRRRL até 10 de setembro, vamos nos apresentar em diferentes festivais e cidades do Reino Unido. Depois, continuo minha turnê solo até outubro e volto para Brasil para shows e divulgação do álbum. 

Serviço: 
Lei Di Dai – Show de lançamento do disco Crazy Bass
Sesc Belenzinho
São Paulo
11/08 – 21h30
Ingressos de R$ 6 (credencial plena do Sesc) a R$ 20 (inteira)