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MECAInhotim chega à terceira edição com Elza Soares, Rubel e Pabllo Vittar no line-up

Festival será em Brumadinho, Minas Gerais, neste fim de semana; Recife é a nova cidade escolhida para receber montagem do evento

por Rebecca Silva em 25/06/2018

Neste fim de semana, entre os dias 29 de junho e 1º de julho, será realizada a terceira edição do festival MECAInhotim, evento multicultural que mistura shows, workshops, atividades e experiências com as exposições do Instituto Inhotim, maior museu de arte contemporânea do mundo, localizado em Brumadinho, Minas Gerais.

Nesta edição, apresentam-se no evento nomes como Alice Caymmi, Rubel, Letrux, Elza Soares, Cordel do Fogo Encantado e Pabllo Vittar. O line-up de peso foi pensado com foco na necessidade do festival de se reinventar, ser o mais contemporâneo possível, mas sem perder a identidade. “Temos dois princípios: sermos verdadeiros, com artistas que admiramos e respeitamos, e relevantes. A ideia é proporcionar uma experiência que converse com a gente, nossos ideais e que gere reflexão”, explica Rodrigo Santanna, idealizador do MECA.

O festival, que teve início em 2010 como evento para a cena indie, mudou muito desde então. Para Santanna, isso se deu pela nova forma de acesso à música, graças à internet, e ao fortalecimento da cena nacional, com o surgimento de novos artistas e o fortalecimento de grandes nomes das antigas. “Viemos amadurecendo junto com os artistas. A cena nacional está ganhando peso e espaço, nossos artistas apresentam o mesmo nível que nomes de outros lugares.” Mesmo com o crescimento, o MECA manteve o formato mais enxuto, indo na contramão dos grandes festivais que estão surgindo no país ou atracando por aqui, vindos de outros países. “Temos limitação na quantidade de pessoas para ter mais liberdade, para que haja troca. Escolhemos não ser grande, não contar com milhares de pessoas na plateia.”

O festival ficou conhecido por trazer nomes de peso muito antes de estarem no radar, como Charli XCX, Two Door Cinema Club e Aluna George. Santanna revelou que sua equipe já está de olho em alguns nomes interessantes para as próximas edições e que novidades serão reveladas depois de Inhotim. Segundo ele, toda negociação é uma via de mão dupla. “Hoje é mais difícil trazer novos talentos porque o número de festivais cresceu por aqui. Sempre trazemos nomes que consumimos e achamos interessantes. Dos novos, que ainda não tocaram no Brasil, pensamos em Grimes, King Krule e Warpaint. E há tempos estamos namorando o Friendly Fires”, revela. 

Rubel, um dos artistas que se apresentará nesta edição, começou a carreira de forma despretensiosa, depois de colocar músicas na internet e, graças ao boca a boca, conquistar fãs e fazer muito barulho. Neste ano, lançou seu segundo álbum, Casas, trazendo uma sonoridade mais plural e misturando seu repertório suave, de MPB e folk, com hip hop. Em turnê de divulgação, ele subirá ao palco no MECA, mas já está tendo a oportunidade de ver a reação do público com o novo trabalho. "Vem sendo surpreendente, porque as pessoas cantam as músicas novas. Eu morria de medo de fazer um disco aquém do Pearl, mas o Casas está ali, firme e forte, encorpado e bonito, ao vivo, sendo cantado e ouvido por mim e pelas pessoas. O processo de produção foi extremamente difícil e enlouquecedor, uma vez que eu não sabia como traduzir musicalmente as ideias que tinha na cabeça, não sabia como produzir beats, nem como fazer a mistura que eu imaginava. Então passei um ano de laboratório experimentando, errando e acertando, errando mais do que acertando, aprendendo a usar a mpc, aprendendo a samplear, aprendendo a misturar isso com a sonoridade da banda... E, depois disso, mais um ano efetivamente gravando o disco”, conta. Para o cantor, apresentar-se no festival é uma honra, já que poderá levar sua música a tantas pessoas que não necessariamente o conhecem.

Para continuar crescendo, a estratégia do MECA é a expansão geográfica, atingindo novos territórios, em vez de focar apenas no crescimento local. A próxima cidade a receber o festival é Recife. Atualmente, são quatro edições diferentes do MECA: Iberê, Inhotim, Mis e Urca. Depois da expansão pelo Brasil, a ideia é ousar ainda mais e levá-lo a outros países. “Temos parceiros em lugares-chave para a música, como Nova York, Londres e Paris. Mas existe uma cena forte na América Latina, em países como Argentina, Chile e Colômbia. Pensamos em crescer em lugares mais próximos, onde ainda não há uma troca musical tão grande. Estamos analisando as possibilidades de crescimento.”

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MECAInhotim chega à terceira edição com Elza Soares, Rubel e Pabllo Vittar no line-up

Festival será em Brumadinho, Minas Gerais, neste fim de semana; Recife é a nova cidade escolhida para receber montagem do evento

por Rebecca Silva em 25/06/2018

Neste fim de semana, entre os dias 29 de junho e 1º de julho, será realizada a terceira edição do festival MECAInhotim, evento multicultural que mistura shows, workshops, atividades e experiências com as exposições do Instituto Inhotim, maior museu de arte contemporânea do mundo, localizado em Brumadinho, Minas Gerais.

Nesta edição, apresentam-se no evento nomes como Alice Caymmi, Rubel, Letrux, Elza Soares, Cordel do Fogo Encantado e Pabllo Vittar. O line-up de peso foi pensado com foco na necessidade do festival de se reinventar, ser o mais contemporâneo possível, mas sem perder a identidade. “Temos dois princípios: sermos verdadeiros, com artistas que admiramos e respeitamos, e relevantes. A ideia é proporcionar uma experiência que converse com a gente, nossos ideais e que gere reflexão”, explica Rodrigo Santanna, idealizador do MECA.

O festival, que teve início em 2010 como evento para a cena indie, mudou muito desde então. Para Santanna, isso se deu pela nova forma de acesso à música, graças à internet, e ao fortalecimento da cena nacional, com o surgimento de novos artistas e o fortalecimento de grandes nomes das antigas. “Viemos amadurecendo junto com os artistas. A cena nacional está ganhando peso e espaço, nossos artistas apresentam o mesmo nível que nomes de outros lugares.” Mesmo com o crescimento, o MECA manteve o formato mais enxuto, indo na contramão dos grandes festivais que estão surgindo no país ou atracando por aqui, vindos de outros países. “Temos limitação na quantidade de pessoas para ter mais liberdade, para que haja troca. Escolhemos não ser grande, não contar com milhares de pessoas na plateia.”

O festival ficou conhecido por trazer nomes de peso muito antes de estarem no radar, como Charli XCX, Two Door Cinema Club e Aluna George. Santanna revelou que sua equipe já está de olho em alguns nomes interessantes para as próximas edições e que novidades serão reveladas depois de Inhotim. Segundo ele, toda negociação é uma via de mão dupla. “Hoje é mais difícil trazer novos talentos porque o número de festivais cresceu por aqui. Sempre trazemos nomes que consumimos e achamos interessantes. Dos novos, que ainda não tocaram no Brasil, pensamos em Grimes, King Krule e Warpaint. E há tempos estamos namorando o Friendly Fires”, revela. 

Rubel, um dos artistas que se apresentará nesta edição, começou a carreira de forma despretensiosa, depois de colocar músicas na internet e, graças ao boca a boca, conquistar fãs e fazer muito barulho. Neste ano, lançou seu segundo álbum, Casas, trazendo uma sonoridade mais plural e misturando seu repertório suave, de MPB e folk, com hip hop. Em turnê de divulgação, ele subirá ao palco no MECA, mas já está tendo a oportunidade de ver a reação do público com o novo trabalho. "Vem sendo surpreendente, porque as pessoas cantam as músicas novas. Eu morria de medo de fazer um disco aquém do Pearl, mas o Casas está ali, firme e forte, encorpado e bonito, ao vivo, sendo cantado e ouvido por mim e pelas pessoas. O processo de produção foi extremamente difícil e enlouquecedor, uma vez que eu não sabia como traduzir musicalmente as ideias que tinha na cabeça, não sabia como produzir beats, nem como fazer a mistura que eu imaginava. Então passei um ano de laboratório experimentando, errando e acertando, errando mais do que acertando, aprendendo a usar a mpc, aprendendo a samplear, aprendendo a misturar isso com a sonoridade da banda... E, depois disso, mais um ano efetivamente gravando o disco”, conta. Para o cantor, apresentar-se no festival é uma honra, já que poderá levar sua música a tantas pessoas que não necessariamente o conhecem.

Para continuar crescendo, a estratégia do MECA é a expansão geográfica, atingindo novos territórios, em vez de focar apenas no crescimento local. A próxima cidade a receber o festival é Recife. Atualmente, são quatro edições diferentes do MECA: Iberê, Inhotim, Mis e Urca. Depois da expansão pelo Brasil, a ideia é ousar ainda mais e levá-lo a outros países. “Temos parceiros em lugares-chave para a música, como Nova York, Londres e Paris. Mas existe uma cena forte na América Latina, em países como Argentina, Chile e Colômbia. Pensamos em crescer em lugares mais próximos, onde ainda não há uma troca musical tão grande. Estamos analisando as possibilidades de crescimento.”