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“Não é uma mudança, é uma evolução", diz Tropkillaz sobre nova fase da carreira

Duo formado pelos DJs e produtores Laudz e Zegon vai investir em sonoridade mais radiofônica, mas sem perder a essência do projeto

por Rebecca Silva em 09/04/2018

O duo Tropkillaz, formado pelos DJs e produtores Laudz e Zegon, começou 2018 com o pé direito. Depois de ficarem conhecidos fora do nicho eletrônico ao participar da produção de "Vai Malandra", hit de Anitta em parceria com MC Zaac, Maejor e Yuri Martins, eles marcaram presença no Lollapalooza e atraíram bom público na tarde de domingo (25/03), que mostrou conhecer o trabalho dos artistas além da recente colaboração. 

Neste ano, eles também deram início ao desafio de produzir faixas mais radiofônicas, cantadas, mantendo o DNA de seus trabalhos anteriores. "Milk & Honey", o primeiro single da nova fase, conta com a participação do norte-americano Aloe Blacc e ganhou clipe gravado em Los Angeles e em São Paulo com direção de KondZilla , que já ultrapassa a marca de 2 milhões de visualizações no YouTube. 

Billboard Brasil conversou com Laudz e Zegon sobre a nova fase da carreira e como o momento atual do mercado musical mundial favorece os brasileiros:

Antes de formar o Tropkillaz, vocês já tinham trabalhado com grandes nomes do rap e do hip hop nacional como Sabotage, Racionais, Emicida e Projota. Como criaram a sonoridade da dupla?

Zegon: A gente vem da mesma escola, mas somos de duas gerações diferentes do hip hop. Flertamos com gêneros diferentes. Minha ideia, no início, era fazer hip hop instrumental, com samples, sem depender de ninguém, de nenhum MC, sem ninguém cantando, só picotando vocais. Agora, sentimos a necessidade de fazer música mesmo, de verdade, ampliar, com a estrutura de música eletrônica.

Laudz: Desde o começo quisemos trazer brasilidade, a nossa identidade. Sempre flertamos com a batida do funk também.

É verdade. Vocês também têm muitas parcerias com nomes do funk brasileiro. Como surgiram?

Zegon: Foi natural. Eles começaram a nos procurar. O crossover com trap, house, foi acontecendo. No início, sentimos uma barreira do público do eletrônico, um preconceito. O funk cresceu demais e, mesmo o que é mais cru, é verdadeiro. 

A música latina está passando por um momento muito especial no mundo, com destaque para o reggaeton. Vocês acham que o funk tem chance de conquistar o público global assim como o gênero urbano latino? 

Zegon: Já vem acontecendo. O estilo de funk atual combina com tudo. “Bum Bum Tan Tan” dominou os rankings do mundo inteiro. Na Holanda, tem um movimento forte. Acho que a batida vai sim ser usada por artistas de todas as línguas. A gente não é funkeiro, bebemos da fonte, somos brasileiros, contemporâneos dos produtores de funk, mas não queremos nos enfiar na cena dos outros.

Tem muita gente que, inclusive, ainda não sabe que vocês são brasileiros, né? Um daqueles casos que todo mundo ouve, mas não desconfia que saiu daqui. 

Zegon: É divertido. O Tropkillaz começou como uma brincadeira, com nada planejado, era por hobby. Explodimos primeiro na Rússia! Recebemos convites para ir para lá, eram vários tuítes que recebíamos em russo. Até dois anos e meio, nosso público era 70% formado por estrangeiros. Agora inverteu. Mas é verdade, até hoje tem gente que não sabe [risos].

Com a colaboração com a Anitta em “Vai Malandra”, o trabalho de vocês atingiu um público muito maior, fora do nicho. Como foi participar desse projeto?

Laudz: Foi muito legal. Era algo que a gente sempre conversava, tinha essa ideia há bastante tempo. Fluiu muito bem. Mudou tudo para nós.

Zegon: A Anitta é vanguarda. Já estava ligada no nosso trabalho lá atrás, mandou mensagem para a gente sem intermediário. Bateu a vibe, somos muito gratos a ela. Foi a primeira artista mainstream a fazer funk com trap. Mesmo lá fora, ela foi vanguarda. As pessoas se perguntam por que tem aquele trecho em inglês na música. Tem porque a Anitta está anos luz à frente.

A recente parceria com o Aloe Blacc, "Milk & Honey", já acumula bons números nas plataformas digitais. Como foi trabalhar com ele?

Zegon: Nosso som era de nicho para o público do trap, do eletrônico. O Aloe é um grande hitmaker, um compositor absurdo. Foi um desafio manter a nossa identidade e ser radiofônico ao mesmo tempo. Tem uma letra bonita, uma melodia boa, passa uma mensagem. É só uma prévia do que temos engatilhado para esse ano. Não é uma mudança, é uma evolução. 

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Wesley Safadão
3
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Zé Neto & Cristiano
4
Atrasadinha (Part. Ferrugem)
Felipe Araújo
5
Sofázinho (Part. Jorge & Mateus)
Luan Santana
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“Não é uma mudança, é uma evolução", diz Tropkillaz sobre nova fase da carreira

Duo formado pelos DJs e produtores Laudz e Zegon vai investir em sonoridade mais radiofônica, mas sem perder a essência do projeto

por Rebecca Silva em 09/04/2018

O duo Tropkillaz, formado pelos DJs e produtores Laudz e Zegon, começou 2018 com o pé direito. Depois de ficarem conhecidos fora do nicho eletrônico ao participar da produção de "Vai Malandra", hit de Anitta em parceria com MC Zaac, Maejor e Yuri Martins, eles marcaram presença no Lollapalooza e atraíram bom público na tarde de domingo (25/03), que mostrou conhecer o trabalho dos artistas além da recente colaboração. 

Neste ano, eles também deram início ao desafio de produzir faixas mais radiofônicas, cantadas, mantendo o DNA de seus trabalhos anteriores. "Milk & Honey", o primeiro single da nova fase, conta com a participação do norte-americano Aloe Blacc e ganhou clipe gravado em Los Angeles e em São Paulo com direção de KondZilla , que já ultrapassa a marca de 2 milhões de visualizações no YouTube. 

Billboard Brasil conversou com Laudz e Zegon sobre a nova fase da carreira e como o momento atual do mercado musical mundial favorece os brasileiros:

Antes de formar o Tropkillaz, vocês já tinham trabalhado com grandes nomes do rap e do hip hop nacional como Sabotage, Racionais, Emicida e Projota. Como criaram a sonoridade da dupla?

Zegon: A gente vem da mesma escola, mas somos de duas gerações diferentes do hip hop. Flertamos com gêneros diferentes. Minha ideia, no início, era fazer hip hop instrumental, com samples, sem depender de ninguém, de nenhum MC, sem ninguém cantando, só picotando vocais. Agora, sentimos a necessidade de fazer música mesmo, de verdade, ampliar, com a estrutura de música eletrônica.

Laudz: Desde o começo quisemos trazer brasilidade, a nossa identidade. Sempre flertamos com a batida do funk também.

É verdade. Vocês também têm muitas parcerias com nomes do funk brasileiro. Como surgiram?

Zegon: Foi natural. Eles começaram a nos procurar. O crossover com trap, house, foi acontecendo. No início, sentimos uma barreira do público do eletrônico, um preconceito. O funk cresceu demais e, mesmo o que é mais cru, é verdadeiro. 

A música latina está passando por um momento muito especial no mundo, com destaque para o reggaeton. Vocês acham que o funk tem chance de conquistar o público global assim como o gênero urbano latino? 

Zegon: Já vem acontecendo. O estilo de funk atual combina com tudo. “Bum Bum Tan Tan” dominou os rankings do mundo inteiro. Na Holanda, tem um movimento forte. Acho que a batida vai sim ser usada por artistas de todas as línguas. A gente não é funkeiro, bebemos da fonte, somos brasileiros, contemporâneos dos produtores de funk, mas não queremos nos enfiar na cena dos outros.

Tem muita gente que, inclusive, ainda não sabe que vocês são brasileiros, né? Um daqueles casos que todo mundo ouve, mas não desconfia que saiu daqui. 

Zegon: É divertido. O Tropkillaz começou como uma brincadeira, com nada planejado, era por hobby. Explodimos primeiro na Rússia! Recebemos convites para ir para lá, eram vários tuítes que recebíamos em russo. Até dois anos e meio, nosso público era 70% formado por estrangeiros. Agora inverteu. Mas é verdade, até hoje tem gente que não sabe [risos].

Com a colaboração com a Anitta em “Vai Malandra”, o trabalho de vocês atingiu um público muito maior, fora do nicho. Como foi participar desse projeto?

Laudz: Foi muito legal. Era algo que a gente sempre conversava, tinha essa ideia há bastante tempo. Fluiu muito bem. Mudou tudo para nós.

Zegon: A Anitta é vanguarda. Já estava ligada no nosso trabalho lá atrás, mandou mensagem para a gente sem intermediário. Bateu a vibe, somos muito gratos a ela. Foi a primeira artista mainstream a fazer funk com trap. Mesmo lá fora, ela foi vanguarda. As pessoas se perguntam por que tem aquele trecho em inglês na música. Tem porque a Anitta está anos luz à frente.

A recente parceria com o Aloe Blacc, "Milk & Honey", já acumula bons números nas plataformas digitais. Como foi trabalhar com ele?

Zegon: Nosso som era de nicho para o público do trap, do eletrônico. O Aloe é um grande hitmaker, um compositor absurdo. Foi um desafio manter a nossa identidade e ser radiofônico ao mesmo tempo. Tem uma letra bonita, uma melodia boa, passa uma mensagem. É só uma prévia do que temos engatilhado para esse ano. Não é uma mudança, é uma evolução.