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Normani fala sobre a liberdade fora do Fifth Harmony na capa da Billboard

Cantora revelou detalhes sobre o processo de criação do disco de estreia solo e como o grupo impactou sua vida

por Redação em 10/01/2019

Normani está pronta para dominar 2019 com sua carreira solo. Prova disso é que estampa a capa de janeiro da Billboard. Em entrevista a Allison P. Davis, a jovem cantora falou sobre a época em que era integrante do Fifth Harmony e como isso moldou sua carreira. Ela também deu alguns detalhes sobre os próximos passos, agora solo. Abaixo, leia a tradução dos trechos mais importantes da entrevista:

No Fifth Harmony, Normani não costumava chamar a atenção do público imediatamente e ela percebia isso. “Era como se eu dissesse:‘Ei, eu também estou aqui e sou muito boa no que faço. Trabalho tão duro quanto. Sinto que preciso me dedicar 10 vezes mais apenas para provar para todos que também mereço estar aqui’”, diz ela. Era visível que, nas performances do Fifth Harmony, Normani requebrava com mais vontade, jogava o cabelo com mais força e era mais feroz na forma de cantar, determinada a se destacar.

Quando o Fifth Harmony saiu dos trilhos – funcionando como um quarteto após a saída de Camila Cabello em dezembro de 2016 e depois anunciando um hiato por tempo indeterminado em março do ano passado – Normani estava pronta. Em abril, ela se tornou a primeira artista a assinar com a Keep Cool, nova gravadora cofundada pelo executivo da RCA Tunji Balogun. “Esse sempre foi o meu objetivo. Que todas nós pudéssemos sair, ir atrás das nossas carreiras solo, o que é algo que queríamos fazer desde que éramos bebês de fraldas. A ideia sempre foi ser artista solo.” 

O fim do grupo acabou se concretizando e, com liberdade criativa e reconhecimento, Normani encontrou um novo desafio: como se definir, não apenas como um quarto do Fifth Harmony, mas como uma jovem mulher negra no pop atual. Até agora, suas ex-companheiras de grupo seguiram caminhos divergentes: Ally Brooke escreveu uma biografia vagamente inspiracional; Dinah Jane lançou um single solo no ano passado, mas não apareceu nos rankings; Lauren Jauregui (que também vai lançar um disco solo em 2019) mostrou-se uma voz política para a Teen Vogue; e Camila foi indicada ao Grammy após o hit “Havana”, inspirado em suas raízes latinas.

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Para ex-integrantes de girlgroups e boybands, seguir a carreira solo hoje é um pouco mais fácil do que na época do Destiny’s Child. A indústria aposta mais naqueles que investem em novas abordagens porque podem testar suas marcas e influência nas redes sociais. E, com o início do ano de lançamento de sua estreia solo, Normani parece pronta para traçar seu próprio caminho. Ela conseguiu algumas parcerias interessantes, incluindo “Love Lies”, com Khalid, que dominou as rádios e chegou ao Top 10 no Hot 100; será a atração de abertura da turnê Sweetener, de Ariana Grande; e, pela primeira vez em sua carreira, tem a visão do que pode conquistar. “Eu sou capaz e forte o suficiente para fazer isso sozinha. Não como Normani na entidade Fifth Harmony, mas como alguém que está totalmente separada e é uma pessoa diferente: Normani.” 

Ela diminuiu a frequência das performances e idas ao estúdio, o que lhe permitiu passar mais tempo em New Orleans e curtir o fim do ano em Houston. O furacão Katrina forçou Normani e sua família a se mudarem para o Texas quando ela tinha 9 anos e a jovem ainda se lembra de colocar tudo no porta-malas do carro antes de a tempestade chegar, chorando ao deixar para trás suas três melhores amigas e precisando morar em um motel antes de dar início a sua nova vida. “Lembro de minha mãe perguntar, enquanto estávamos no trânsito, se queríamos ir para Dallas ou Houston.” A família tinha parentes em Dallas, mas Normani lembrou de algo. “Eu perguntei: a Beyoncé não é de Houston?. E minha mãe disse que sim, então eu falei: ‘Ok, vamos para Houston’.” Então seu pai, avó, mãe, cachorro e duas tartarugas se mudaram para a cidade.

Apesar da mudança, Normani afirma que New Orleans é a fonte de tudo que ela é e quer expressar sobre si mesma no disco. “É a cidade que aprendi a amar muito e significa tudo para mim.” Foi em New Orleans que a jovem assistiu ao filme Annie, aos 3 anos de idade, e declarou para a mãe que queria cantar. É onde começou a ouvir Anita Baker e Toni Braxton nas rádios, a sonoridade que ela quer transmitir com sua própria voz.

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Recentemente, Normani organizou um acampamento de composição no Esplanade Studios, em uma antiga igreja na região. Por uma semana, compositores como Victoria Monet – conhecida pelo trabalho com Ariana Grande – e o lendário produtor BlaqNmilD participaram de experimentos com batidas e harmonias. Eles comeram bastante e criaram músicas.

 
Compor para o álbum, afirma Normani, não apenas trouxe um senso de controle criativo, mas uma oportunidade de usar sua voz de uma forma que nunca tinha usado antes. “Há tanto que eu preciso colocar para fora... E há a responsabilidade que tenho como mulher negra. Mesmo no mainstream, não há muitas de nós. Especialmente morenas como eu. Ser afroamericano é uma coisa, mas garotas da minha cor, é raro. Temos eu e SZA. Quem mais?”, pergunta.


Em certos momentos, Normani fala sobre o Fifth Harmony com carinho, mas, com mais frequência, revela uma grande insegurança com o lugar que ocupava no grupo, uma frustração por nunca ter tido espaço para si. “Em muitas gravações, eu chorava muito.” Ela lembra da música “No Way”, quando foi a única integrante relegada aos backing vocals. Momentos assim a lembravam de como se sentia quando era uma das três únicas estudantes negras de uma escola predominantemente branca. “Era algo inconsciente. Eu pensava: ‘Por que sou a menos seguida no grupo?’. Mesmo que você não perceba que está prestando muita atenção nisso, acaba com sua confiança. Você se preocupa e se pregunta: ‘Sou eu? É porque sou negra? Ou porque não tenho talento?’.” 

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Na bolha do 5H, Normani passava 24 horas por dia dividindo tudo com suas companheiras, de absorventes a sentimentos, mas a sua experiência com a raça era solitária. Em 2016, ela recebeu ameaças de morte, xingamentos raciais e linchamento no Twitter depois que fãs de Camila decidiram que Normani tinha falado mal dela em uma transmissão ao vivo no Facebook. Camila pediu aos fãs para pararem. “Elas tentaram me ajudar da melhor forma que puderam. Mas acho que elas não tinham as ferramentas necessárias porque não têm essa experiência.” 

Normani reitera que, apesar de terem sido genuinamente próximas um dia, elas mal se falam atualmente, embora ainda sejam amigas e se encontrem vez ou outra, como quando ela esbarrou com Camila no Billboard Music Awards do ano passado. Normani diz que não presta atenção nas perguntas sobre quem odeia quem e também ignora os questionamentos sobre quem fará mais sucesso solo. “Honestamente? Estou em um momento tão incrível que não alimento esse tipo de coisa. Sou muito abençoada para me permitir focar em algo assim. É o meu momento. Assim como Camila teve um ótimo momento. Tenho muito orgulho de tudo que ela está fazendo. Ela foi indicada ao Grammy! Isso é incrível. E veio de onde? Do Fifth Harmony. Somos ótimas. E sei que todas nós somos capazes. Agora acredito que sou talentosa. Antes, eu não acreditava de verdade.” 

Desde que iniciou a jornada solo, ela tem explorado gêneros. Depois de “Love Lies”, ela fez duas músicas com Calvin Harris, mostrando que pode cantar EDM (“Slow Down”) e dancehall (“Checklist”). Fez R&B mais pesado com 6LACK em “Waves”. E agora, se uniu a Sam Smith para um dueto com uma vibe R&B dos anos 1980, “Dancing With a Stranger”. Para o seu empresário, Brandon Silverstein, esses singles mostram algo importante: “Normani não está presa a um gênero – é sobre o que ela ama”. A jovem descreve o seu disco como sensual e dominante. Ela trabalhou com Daniel Caesar e entrou em estúdio com Missy Elliott. Apesar de o álbum ainda não estar pronto – ela pretende lançá-lo no segundo semestre deste ano – ela está trabalhando com compositoras como Victoria Monet e Tayla Parx, co-autora de “Love Lies”. 

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Normani fala sobre a liberdade fora do Fifth Harmony na capa da Billboard

Cantora revelou detalhes sobre o processo de criação do disco de estreia solo e como o grupo impactou sua vida

por Redação em 10/01/2019

Normani está pronta para dominar 2019 com sua carreira solo. Prova disso é que estampa a capa de janeiro da Billboard. Em entrevista a Allison P. Davis, a jovem cantora falou sobre a época em que era integrante do Fifth Harmony e como isso moldou sua carreira. Ela também deu alguns detalhes sobre os próximos passos, agora solo. Abaixo, leia a tradução dos trechos mais importantes da entrevista:

No Fifth Harmony, Normani não costumava chamar a atenção do público imediatamente e ela percebia isso. “Era como se eu dissesse:‘Ei, eu também estou aqui e sou muito boa no que faço. Trabalho tão duro quanto. Sinto que preciso me dedicar 10 vezes mais apenas para provar para todos que também mereço estar aqui’”, diz ela. Era visível que, nas performances do Fifth Harmony, Normani requebrava com mais vontade, jogava o cabelo com mais força e era mais feroz na forma de cantar, determinada a se destacar.

Quando o Fifth Harmony saiu dos trilhos – funcionando como um quarteto após a saída de Camila Cabello em dezembro de 2016 e depois anunciando um hiato por tempo indeterminado em março do ano passado – Normani estava pronta. Em abril, ela se tornou a primeira artista a assinar com a Keep Cool, nova gravadora cofundada pelo executivo da RCA Tunji Balogun. “Esse sempre foi o meu objetivo. Que todas nós pudéssemos sair, ir atrás das nossas carreiras solo, o que é algo que queríamos fazer desde que éramos bebês de fraldas. A ideia sempre foi ser artista solo.” 

O fim do grupo acabou se concretizando e, com liberdade criativa e reconhecimento, Normani encontrou um novo desafio: como se definir, não apenas como um quarto do Fifth Harmony, mas como uma jovem mulher negra no pop atual. Até agora, suas ex-companheiras de grupo seguiram caminhos divergentes: Ally Brooke escreveu uma biografia vagamente inspiracional; Dinah Jane lançou um single solo no ano passado, mas não apareceu nos rankings; Lauren Jauregui (que também vai lançar um disco solo em 2019) mostrou-se uma voz política para a Teen Vogue; e Camila foi indicada ao Grammy após o hit “Havana”, inspirado em suas raízes latinas.

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Para ex-integrantes de girlgroups e boybands, seguir a carreira solo hoje é um pouco mais fácil do que na época do Destiny’s Child. A indústria aposta mais naqueles que investem em novas abordagens porque podem testar suas marcas e influência nas redes sociais. E, com o início do ano de lançamento de sua estreia solo, Normani parece pronta para traçar seu próprio caminho. Ela conseguiu algumas parcerias interessantes, incluindo “Love Lies”, com Khalid, que dominou as rádios e chegou ao Top 10 no Hot 100; será a atração de abertura da turnê Sweetener, de Ariana Grande; e, pela primeira vez em sua carreira, tem a visão do que pode conquistar. “Eu sou capaz e forte o suficiente para fazer isso sozinha. Não como Normani na entidade Fifth Harmony, mas como alguém que está totalmente separada e é uma pessoa diferente: Normani.” 

Ela diminuiu a frequência das performances e idas ao estúdio, o que lhe permitiu passar mais tempo em New Orleans e curtir o fim do ano em Houston. O furacão Katrina forçou Normani e sua família a se mudarem para o Texas quando ela tinha 9 anos e a jovem ainda se lembra de colocar tudo no porta-malas do carro antes de a tempestade chegar, chorando ao deixar para trás suas três melhores amigas e precisando morar em um motel antes de dar início a sua nova vida. “Lembro de minha mãe perguntar, enquanto estávamos no trânsito, se queríamos ir para Dallas ou Houston.” A família tinha parentes em Dallas, mas Normani lembrou de algo. “Eu perguntei: a Beyoncé não é de Houston?. E minha mãe disse que sim, então eu falei: ‘Ok, vamos para Houston’.” Então seu pai, avó, mãe, cachorro e duas tartarugas se mudaram para a cidade.

Apesar da mudança, Normani afirma que New Orleans é a fonte de tudo que ela é e quer expressar sobre si mesma no disco. “É a cidade que aprendi a amar muito e significa tudo para mim.” Foi em New Orleans que a jovem assistiu ao filme Annie, aos 3 anos de idade, e declarou para a mãe que queria cantar. É onde começou a ouvir Anita Baker e Toni Braxton nas rádios, a sonoridade que ela quer transmitir com sua própria voz.

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Recentemente, Normani organizou um acampamento de composição no Esplanade Studios, em uma antiga igreja na região. Por uma semana, compositores como Victoria Monet – conhecida pelo trabalho com Ariana Grande – e o lendário produtor BlaqNmilD participaram de experimentos com batidas e harmonias. Eles comeram bastante e criaram músicas.

 
Compor para o álbum, afirma Normani, não apenas trouxe um senso de controle criativo, mas uma oportunidade de usar sua voz de uma forma que nunca tinha usado antes. “Há tanto que eu preciso colocar para fora... E há a responsabilidade que tenho como mulher negra. Mesmo no mainstream, não há muitas de nós. Especialmente morenas como eu. Ser afroamericano é uma coisa, mas garotas da minha cor, é raro. Temos eu e SZA. Quem mais?”, pergunta.


Em certos momentos, Normani fala sobre o Fifth Harmony com carinho, mas, com mais frequência, revela uma grande insegurança com o lugar que ocupava no grupo, uma frustração por nunca ter tido espaço para si. “Em muitas gravações, eu chorava muito.” Ela lembra da música “No Way”, quando foi a única integrante relegada aos backing vocals. Momentos assim a lembravam de como se sentia quando era uma das três únicas estudantes negras de uma escola predominantemente branca. “Era algo inconsciente. Eu pensava: ‘Por que sou a menos seguida no grupo?’. Mesmo que você não perceba que está prestando muita atenção nisso, acaba com sua confiança. Você se preocupa e se pregunta: ‘Sou eu? É porque sou negra? Ou porque não tenho talento?’.” 

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Na bolha do 5H, Normani passava 24 horas por dia dividindo tudo com suas companheiras, de absorventes a sentimentos, mas a sua experiência com a raça era solitária. Em 2016, ela recebeu ameaças de morte, xingamentos raciais e linchamento no Twitter depois que fãs de Camila decidiram que Normani tinha falado mal dela em uma transmissão ao vivo no Facebook. Camila pediu aos fãs para pararem. “Elas tentaram me ajudar da melhor forma que puderam. Mas acho que elas não tinham as ferramentas necessárias porque não têm essa experiência.” 

Normani reitera que, apesar de terem sido genuinamente próximas um dia, elas mal se falam atualmente, embora ainda sejam amigas e se encontrem vez ou outra, como quando ela esbarrou com Camila no Billboard Music Awards do ano passado. Normani diz que não presta atenção nas perguntas sobre quem odeia quem e também ignora os questionamentos sobre quem fará mais sucesso solo. “Honestamente? Estou em um momento tão incrível que não alimento esse tipo de coisa. Sou muito abençoada para me permitir focar em algo assim. É o meu momento. Assim como Camila teve um ótimo momento. Tenho muito orgulho de tudo que ela está fazendo. Ela foi indicada ao Grammy! Isso é incrível. E veio de onde? Do Fifth Harmony. Somos ótimas. E sei que todas nós somos capazes. Agora acredito que sou talentosa. Antes, eu não acreditava de verdade.” 

Desde que iniciou a jornada solo, ela tem explorado gêneros. Depois de “Love Lies”, ela fez duas músicas com Calvin Harris, mostrando que pode cantar EDM (“Slow Down”) e dancehall (“Checklist”). Fez R&B mais pesado com 6LACK em “Waves”. E agora, se uniu a Sam Smith para um dueto com uma vibe R&B dos anos 1980, “Dancing With a Stranger”. Para o seu empresário, Brandon Silverstein, esses singles mostram algo importante: “Normani não está presa a um gênero – é sobre o que ela ama”. A jovem descreve o seu disco como sensual e dominante. Ela trabalhou com Daniel Caesar e entrou em estúdio com Missy Elliott. Apesar de o álbum ainda não estar pronto – ela pretende lançá-lo no segundo semestre deste ano – ela está trabalhando com compositoras como Victoria Monet e Tayla Parx, co-autora de “Love Lies”. 

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