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Paul McCartney reage a estreia do disco ‘Egypt Station’ no topo do Billboard 200

Este é o primeiro álbum do artista a chegar ao topo em mais de 36 anos

por Redação em 20/09/2018

Paul McCartney não é estranho ao topo dos rankings da Billboard. Mas nesta semana, a lenda da música viu, pela primeira vez, um disco estrear em 1º lugar noBillboard 200Egypt Station também é o primeiro disco de McCartney a chegar ao topo em mais de 36 anos (o último a conseguir o feito foi Tug of War, por três semanas, em 1982). No total, é  seu oitavo projeto a conquistar a liderança.

A Billboard conversou com Paul McCartney por telefone nesta quarta-feira (19/09) para descobrir a sua reação ao ficar sabendo da novidade. Também perguntamos sobre o processo de divulgação do álbum, o que ele tem ouvido de fãs e amigos sobre o projeto e a turnê. Leia a íntegra traduzida:

Como você se sente estando em 1º lugar, especialmente com este disco?

É ótimo, já que não há nada melhor do que o 1º lugar, sabe? Realmente é ótimo. Trabalhamos duro nele. Eu e todos os caras da minha equipe. Greg Kurstin, Ryan Tedder, todos os nossos engenheiros. Temos um pequeno e ótimo time. Todos trabalharam muito duro. Colocamos nossos corações e almas nisso porque realmente queríamos criar algo que valesse a pena, do qual que pudéssemos ter orgulho. Então é ótimo que está dando resultado. E devo falar sobre as pessoas envolvidas na promoção também. Meu empresário Scott Rodger. Os caras da publicidade. Nos divertimos. Eu disse, originalmente: “Veja, vamos tentar aproveitar isso. Não vamos pensar que temos que ficar promovendo o disco. Vamos tentar e pensar em ideias que vão nos animar”. Porque acho que, se nos divertimos, isso acaba sendo passado e torna o processo menos laboroso. Então nos divertimos bastante. Do programa de James Corden, passando pela participação no programa de Jimmy Fallon até o show na estação Grand Central, Abbey Road…

Eu ia dizer que você fez uma grande promoção para este álbum. No programa de James Corden, você foi além e viajou com ele para Liverpool. Quer dizer, você claramente queria divulgar que estava lançando um álbum. O que o tornou tão especial para você sentir essa vontade?

Bom, acho que a diferença é que nós sempre queremos que as pessoas saibam da novidade. A pior coisa é quando dizem: “Ah, você lançou um disco? Eu não sabia”.

Verdade. Elas perguntam: “É mesmo?”. “Sim, saiu há um mês, você não sabia?”...

Exatamente. Isso é a pior coisa. Então pensamos: “Precisamos fazer isso, mas queremos fazer de uma forma bem legal. Não quero que pareça que estamos vendendo nossas almas para promover o disco. Queremos fazer de uma forma que acabamos nos divertindo”. Com o James Corden, eu não tinha certeza, no começo, se queria fazer, para ser sincero. Mas concordei e embarquei na ideia, as sugestões dele começaram a aparecer. Quando entrei no carro com ele, percebi que era divertido. Amo dirigir por Liverpool. Amo mostrar a minha cidade natal e mostrar onde fizemos nosso primeiro show, onde meu irmão se casou. Faço isso com as pessoas. E foi isso que tentamos fazer. Fizemos uma pequena apresentação em Abbey Road e foi muito legal voltar lá. Falei para a minha equipe que queria fazer alguns pequenos shows antes de entrar em turnê. Começamos a pensar nos lugares. Em vez de pensar em qualquer um, “são todos iguais”, pensamos em Abbey Road porque eu poderia contar várias histórias que aconteceram ali. A mesma coisa aconteceu quando voltamos para a minha antiga escola. Depois fomos ao Cavern Club. Esse projeto foi particularmente nostálgico para mim. Eu estava visitando todos esses lugares que eu amo, fazendo pequenos shows e eles acabaram servindo também como promoção do álbum.


Você pode promover e se divertir ao mesmo tempo!

Sim, exatamente. Acho que a gente ia se divertir de qualquer forma. Mas acho que a melhor coisa sobre isso é que, quando você se diverte, isso é nítido. Acho que as pessoas podem perceber que não é um fardo, você está gostando daquilo. Toda essa promoção foi pautada pelo que eu realmente queria fazer. Antigamente, a gravadora o enviava para a Europa, para Colônia, na Alemanha. E você pensava: “Por que Colônia?”. E eles diriam: “Porque é no meio da Alemanha e podemos trazer pessoas da França, Suíça, Itália, Holanda para as entrevistas”. Então você passava um dia respondendo às mesmas perguntas, no mesmo quarto, era um pesadelo, sabe? 

Parece um inferno, Paul.

E realmente era. Então disse para a equipe: “Olha, nós não vamos para Colônia. Não vamos fazer isso. Precisamos pensar em algo divertido”. Então fizemos reuniões, todo mundo deu ideias e conseguimos criar uma agenda de atividades promocionais bem interessante. Nos divertimos bastante. E acho que isso aconteceu porque sentimos que era um bom disco. Desde o início tomamos a decisão de fazer um disco de verdade, não uma coleção de potenciais singles. Sentimos que era o momento de voltar ao formato de álbum.


Você ficou ansioso para saber o que os fãs iam achar do disco?

Claro! Fãs e amigos! E as pessoas nas ruas! É realmente fabuloso. Estou recebendo mensagens de pessoas, amigos, dizendo que compraram o álbum e que gostaram dele. As pessoas estão ouvindo, dizendo qual é sua música favorita.

Eu amo “Caesar Rock”. Você não me perguntou, mas eu queria contar isso a você.

É engraçado, eu estava pensando nisso... Não é o tipo de coisa que as pessoas lançam. Existem faixas mais óbvias no disco. Mas fiquei feliz de termos incluído “Caesar Rock” porque é um pouco mais experimental. É o que eu faço brincando no estúdio, sabe? E acho que ficou boa, por isso entrou no disco. Nós deixamos umas 10 faixas de fora…

Uau.

E acho que são boas faixas. Mas tentamos escolher as que fariam mais sentido em um disco. Pensei nesse título, Egypt Station, e sugeri para o principal produtor, Greg Kurstin. Ele gostou, perguntou do que se tratava. É o título de um quadro. Percebemos que seria exótico, intrigante, então começamos a criar o álbum em torno dessa ideia, uma forma de jornada.

Muito obrigado pela entrevista. Sei que está em turnê. Você vai tocar novas faixas deste álbum, cerca de três? Elas vão mudar a cada show?

Estamos apresentando três faixas no momento, sabe por quê? Porque não tivemos muito tempo para ensaiar. É uma questão de aprendê-las. Porque você as escreve e depois as grava. Quando você está em estúdio, a música tem um arranjo específico que agora você precisa reproduzir fielmente e é preciso aprendê-lo novamente. Então aprendemos três. Tem uma que está perto de ser aprendida. Gradualmente, elas estarão na turnê.

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Paul McCartney reage a estreia do disco ‘Egypt Station’ no topo do Billboard 200

Este é o primeiro álbum do artista a chegar ao topo em mais de 36 anos

por Redação em 20/09/2018

Paul McCartney não é estranho ao topo dos rankings da Billboard. Mas nesta semana, a lenda da música viu, pela primeira vez, um disco estrear em 1º lugar noBillboard 200Egypt Station também é o primeiro disco de McCartney a chegar ao topo em mais de 36 anos (o último a conseguir o feito foi Tug of War, por três semanas, em 1982). No total, é  seu oitavo projeto a conquistar a liderança.

A Billboard conversou com Paul McCartney por telefone nesta quarta-feira (19/09) para descobrir a sua reação ao ficar sabendo da novidade. Também perguntamos sobre o processo de divulgação do álbum, o que ele tem ouvido de fãs e amigos sobre o projeto e a turnê. Leia a íntegra traduzida:

Como você se sente estando em 1º lugar, especialmente com este disco?

É ótimo, já que não há nada melhor do que o 1º lugar, sabe? Realmente é ótimo. Trabalhamos duro nele. Eu e todos os caras da minha equipe. Greg Kurstin, Ryan Tedder, todos os nossos engenheiros. Temos um pequeno e ótimo time. Todos trabalharam muito duro. Colocamos nossos corações e almas nisso porque realmente queríamos criar algo que valesse a pena, do qual que pudéssemos ter orgulho. Então é ótimo que está dando resultado. E devo falar sobre as pessoas envolvidas na promoção também. Meu empresário Scott Rodger. Os caras da publicidade. Nos divertimos. Eu disse, originalmente: “Veja, vamos tentar aproveitar isso. Não vamos pensar que temos que ficar promovendo o disco. Vamos tentar e pensar em ideias que vão nos animar”. Porque acho que, se nos divertimos, isso acaba sendo passado e torna o processo menos laboroso. Então nos divertimos bastante. Do programa de James Corden, passando pela participação no programa de Jimmy Fallon até o show na estação Grand Central, Abbey Road…

Eu ia dizer que você fez uma grande promoção para este álbum. No programa de James Corden, você foi além e viajou com ele para Liverpool. Quer dizer, você claramente queria divulgar que estava lançando um álbum. O que o tornou tão especial para você sentir essa vontade?

Bom, acho que a diferença é que nós sempre queremos que as pessoas saibam da novidade. A pior coisa é quando dizem: “Ah, você lançou um disco? Eu não sabia”.

Verdade. Elas perguntam: “É mesmo?”. “Sim, saiu há um mês, você não sabia?”...

Exatamente. Isso é a pior coisa. Então pensamos: “Precisamos fazer isso, mas queremos fazer de uma forma bem legal. Não quero que pareça que estamos vendendo nossas almas para promover o disco. Queremos fazer de uma forma que acabamos nos divertindo”. Com o James Corden, eu não tinha certeza, no começo, se queria fazer, para ser sincero. Mas concordei e embarquei na ideia, as sugestões dele começaram a aparecer. Quando entrei no carro com ele, percebi que era divertido. Amo dirigir por Liverpool. Amo mostrar a minha cidade natal e mostrar onde fizemos nosso primeiro show, onde meu irmão se casou. Faço isso com as pessoas. E foi isso que tentamos fazer. Fizemos uma pequena apresentação em Abbey Road e foi muito legal voltar lá. Falei para a minha equipe que queria fazer alguns pequenos shows antes de entrar em turnê. Começamos a pensar nos lugares. Em vez de pensar em qualquer um, “são todos iguais”, pensamos em Abbey Road porque eu poderia contar várias histórias que aconteceram ali. A mesma coisa aconteceu quando voltamos para a minha antiga escola. Depois fomos ao Cavern Club. Esse projeto foi particularmente nostálgico para mim. Eu estava visitando todos esses lugares que eu amo, fazendo pequenos shows e eles acabaram servindo também como promoção do álbum.


Você pode promover e se divertir ao mesmo tempo!

Sim, exatamente. Acho que a gente ia se divertir de qualquer forma. Mas acho que a melhor coisa sobre isso é que, quando você se diverte, isso é nítido. Acho que as pessoas podem perceber que não é um fardo, você está gostando daquilo. Toda essa promoção foi pautada pelo que eu realmente queria fazer. Antigamente, a gravadora o enviava para a Europa, para Colônia, na Alemanha. E você pensava: “Por que Colônia?”. E eles diriam: “Porque é no meio da Alemanha e podemos trazer pessoas da França, Suíça, Itália, Holanda para as entrevistas”. Então você passava um dia respondendo às mesmas perguntas, no mesmo quarto, era um pesadelo, sabe? 

Parece um inferno, Paul.

E realmente era. Então disse para a equipe: “Olha, nós não vamos para Colônia. Não vamos fazer isso. Precisamos pensar em algo divertido”. Então fizemos reuniões, todo mundo deu ideias e conseguimos criar uma agenda de atividades promocionais bem interessante. Nos divertimos bastante. E acho que isso aconteceu porque sentimos que era um bom disco. Desde o início tomamos a decisão de fazer um disco de verdade, não uma coleção de potenciais singles. Sentimos que era o momento de voltar ao formato de álbum.


Você ficou ansioso para saber o que os fãs iam achar do disco?

Claro! Fãs e amigos! E as pessoas nas ruas! É realmente fabuloso. Estou recebendo mensagens de pessoas, amigos, dizendo que compraram o álbum e que gostaram dele. As pessoas estão ouvindo, dizendo qual é sua música favorita.

Eu amo “Caesar Rock”. Você não me perguntou, mas eu queria contar isso a você.

É engraçado, eu estava pensando nisso... Não é o tipo de coisa que as pessoas lançam. Existem faixas mais óbvias no disco. Mas fiquei feliz de termos incluído “Caesar Rock” porque é um pouco mais experimental. É o que eu faço brincando no estúdio, sabe? E acho que ficou boa, por isso entrou no disco. Nós deixamos umas 10 faixas de fora…

Uau.

E acho que são boas faixas. Mas tentamos escolher as que fariam mais sentido em um disco. Pensei nesse título, Egypt Station, e sugeri para o principal produtor, Greg Kurstin. Ele gostou, perguntou do que se tratava. É o título de um quadro. Percebemos que seria exótico, intrigante, então começamos a criar o álbum em torno dessa ideia, uma forma de jornada.

Muito obrigado pela entrevista. Sei que está em turnê. Você vai tocar novas faixas deste álbum, cerca de três? Elas vão mudar a cada show?

Estamos apresentando três faixas no momento, sabe por quê? Porque não tivemos muito tempo para ensaiar. É uma questão de aprendê-las. Porque você as escreve e depois as grava. Quando você está em estúdio, a música tem um arranjo específico que agora você precisa reproduzir fielmente e é preciso aprendê-lo novamente. Então aprendemos três. Tem uma que está perto de ser aprendida. Gradualmente, elas estarão na turnê.