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Paulo Castagnoli, do Fly, fala sobre fase mais madura da dupla

Banda estourou em 2015 com a romântica “Cabelos de Algodão”, mas agora, como dupla, está disposta a mostrar um som com influências de trap e reggaeton

por Rebecca Silva em 04/09/2018

O cenário da música mundial para boybands passava por uma baixa em 2015. Foi neste ano que Zayn Malik deixou o One Direction. O The Wanted nem existia mais. Mas no Brasil, “Cabelos de Algodão”, da banda Fly, tocava incessantemente nas rádios jovens. Foi por essa música que os garotos ficaram marcados, mas agora eles estão de volta para mostrar que cresceram e ainda tem mil histórias para contar, agora como dupla – apenas Paulo e Caíque seguem no projeto. 

No início do mês passado, o Fly lançou um EP autointitulado com quatro faixas. Nelas, mostram o amadurecimento na sonoridade - bebendo da fonte do trap e do reggaeton, gêneros em alta no momento - e nas letras. O amor segue como tema, mas aparece de forma mais adulta e sensual do que platônica. “A gente deu uma pausa proposital para amadurecer, ter um tempo para formular uma nova identidade. Esse trabalho é 100% a gente, o que gostamos de ouvir. Sempre deixamos claro que o Fly é pop, temos liberdade de fazer o som do jeito que quisermos, passeando pelo que gostamos”, explicou Paulo Castagnoli em entrevista exclusiva à Billboard Brasil.

fly

No ano passado, a dupla já tinha lançado um outro EP, Somos Um, mostrando a nova sonoridade, incluindo a versão remix de “Traicionera”, sucesso latino de Sebastian Yatra. “Esse já foi um trabalho bem mais maduro do que o que fazíamos antes, mas ainda também não era o que estamos fazendo agora. Serviu como uma fase de transição”, diz Paulo. 

Mais do que natural que a música acompanhe o crescimento dos próprios integrantes. Quando começaram, eram apenas adolescentes. Agora, estão descobrindo o que é ser adulto. A maior influência na forma de lidar com a carreira nessa fase de transformação? Justin Bieber. “Somos muito fãs. São condições diferentes, claro, mas vimos que ele também deu uma pausa, também fez um disco de transição. A gente estava muito na televisão e foi bom dar uma descansada para dissociarem a nossa imagem. Mudamos muito," contou.

O Fly só tem um disco completo, o de estreia, e desde então vem trabalhando com o lançamento de EPs, o que não deve mudar. “A gente gosta de trabalhar dessa forma porque as coisas ficaram recicláveis com a velocidade da internet. Você passa meses produzindo clipe, fazendo investimento, procurando estrutura e, três dias depois de lançado, já está velho.” Paulo adiantou que material inédito que não entrou nesse EP será lançado em breve, no próximo mês. E que tem mais clipe e sessão em estúdio para novas gravações nos planos do Fly para este ano ainda.

Ouça o novo EP:

  • HOT 100
    BRASIL
  • BILLBOARD
    200
  • HOT 100
    EUA
1
Zé da Recaída
Gusttavo Lima
2
Só Pra Castigar
Wesley Safadão
3
Notificação Preferida
Zé Neto & Cristiano
4
Coração Infectado
Maiara & Maraisa
5
Quem Pegou, Pegou
Henrique & Juliano
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Paulo Castagnoli, do Fly, fala sobre fase mais madura da dupla

Banda estourou em 2015 com a romântica “Cabelos de Algodão”, mas agora, como dupla, está disposta a mostrar um som com influências de trap e reggaeton

por Rebecca Silva em 04/09/2018

O cenário da música mundial para boybands passava por uma baixa em 2015. Foi neste ano que Zayn Malik deixou o One Direction. O The Wanted nem existia mais. Mas no Brasil, “Cabelos de Algodão”, da banda Fly, tocava incessantemente nas rádios jovens. Foi por essa música que os garotos ficaram marcados, mas agora eles estão de volta para mostrar que cresceram e ainda tem mil histórias para contar, agora como dupla – apenas Paulo e Caíque seguem no projeto. 

No início do mês passado, o Fly lançou um EP autointitulado com quatro faixas. Nelas, mostram o amadurecimento na sonoridade - bebendo da fonte do trap e do reggaeton, gêneros em alta no momento - e nas letras. O amor segue como tema, mas aparece de forma mais adulta e sensual do que platônica. “A gente deu uma pausa proposital para amadurecer, ter um tempo para formular uma nova identidade. Esse trabalho é 100% a gente, o que gostamos de ouvir. Sempre deixamos claro que o Fly é pop, temos liberdade de fazer o som do jeito que quisermos, passeando pelo que gostamos”, explicou Paulo Castagnoli em entrevista exclusiva à Billboard Brasil.

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No ano passado, a dupla já tinha lançado um outro EP, Somos Um, mostrando a nova sonoridade, incluindo a versão remix de “Traicionera”, sucesso latino de Sebastian Yatra. “Esse já foi um trabalho bem mais maduro do que o que fazíamos antes, mas ainda também não era o que estamos fazendo agora. Serviu como uma fase de transição”, diz Paulo. 

Mais do que natural que a música acompanhe o crescimento dos próprios integrantes. Quando começaram, eram apenas adolescentes. Agora, estão descobrindo o que é ser adulto. A maior influência na forma de lidar com a carreira nessa fase de transformação? Justin Bieber. “Somos muito fãs. São condições diferentes, claro, mas vimos que ele também deu uma pausa, também fez um disco de transição. A gente estava muito na televisão e foi bom dar uma descansada para dissociarem a nossa imagem. Mudamos muito," contou.

O Fly só tem um disco completo, o de estreia, e desde então vem trabalhando com o lançamento de EPs, o que não deve mudar. “A gente gosta de trabalhar dessa forma porque as coisas ficaram recicláveis com a velocidade da internet. Você passa meses produzindo clipe, fazendo investimento, procurando estrutura e, três dias depois de lançado, já está velho.” Paulo adiantou que material inédito que não entrou nesse EP será lançado em breve, no próximo mês. E que tem mais clipe e sessão em estúdio para novas gravações nos planos do Fly para este ano ainda.

Ouça o novo EP: