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“Pesadão”, de IZA e Falcão, é hit no Festival Planeta Brasil

Evento foi realizado nesse sábado (27) em Belo Horizonte e reuniu 25 mil pessoas na Esplanada do Mineirão

por Marcos Lauro em 28/01/2018

A Esplanada do Mineirão, em Belo Horizonte, recebeu durante todo esse sábado (27) a 7ª edição do Festival Planeta Brasil. O evento, que teve seus portões abertos poucos minutos depois do meio-dia, teve seu fim para o público geral pouco depois da meia-noite com o show que reuniu Criolo, Mano Brown e banda – nos camarotes, o som ainda continuou e adentrou a madrugada.

O Planeta Brasil não divide seus palcos entre principal em secundário, apenas entre norte e sul. O palco norte teve um certo predomínio do reggae, enquanto o rap dominou o sul – com a exceção do duo Anavitória. Alguns artistas sempre aproveitam o clima de festival e o intercâmbio entre as bandas para armarem participações e foi assim tanto com Marcelo Falcão quanto com IZA. Com isso, “Pesadão” acabou se tornando o hit do festival, sendo cantada pelos dois nos dois palcos e por IZA no palco de um dos camarotes. A música, nessa semana, está na 41ª posição do Brasil Hot 100 e a resposta do público comprovou o sucesso da faixa.

plbr-mayer

O primeiro show do palco norte foi o de Mayer Hawthorne, que começou pouco depois das 14h. Cerca de 100 pessoas era o público total do início do show, mas isso não desanimou Mayer, que fez o seu show-festa como se estivesse tocando para uma multidão. O cantor faz um som que mistura a vibe funk-soul dos anos 1970 com a malandragem dos anos 1990. Então dá-lhe citações a sons de Snoop Dogg, Montell Jordan, KRS One e até uma cover de “Walk This Way”, na versão Aerosmith + Run-DMC, que antecedeu seu hit “The Walk”. Durante o show, o público foi aumentando aos poucos, mas uma forte garoa (a única que caiu em Belo Horizonte nos últimos dias, segundo os mineiros) afugentou os menos fanáticos e Mayer teve que reconquistar novamente o público. Mas pra ele, tudo era festa e ele até comemorou esse clima sol-chuva-sol e agradeceu quem ficou e viu o show.

Corre para o palco sul para ver o novo fenômeno do rap, 1kilo. O coletivo mostrou que é mesmo um coletivo ao colocar uma banda completa no palco e revezar diversos rappers – o pico de densidade se deu com oito, mais duas pessoas que ficavam nas laterais com cara de segurança/coordenador de palco, mas que também cantavam trechos de algumas músicas. A acústica “Deixe-me Ir” foi cantada a plenos pulmões pela juventude presente no palco sul, especialmente pelas mulheres.

O fenômeno S.O.J.A. começou seus trabalhos no palco norte e foi a vez da primeira aparição de Falcão, que participou de uma música no show da banda de Washington.

Algo curioso no palco sul. No fim do show do 1kilo, a organização soltou uma música do Charlie Brown Jr. e a audiência reagiu de forma positiva, cantando junto como se a banda estivesse ali, tocando ao vivo. Minutos depois, no show do Oriente, a banda parou o show para uma homenagem ao Charlie Brown – várias músicas, começando com “Zóio de Lula”. Impressionante a força do repertório de uma banda que encerrou suas atividades tragicamente há cerca de cinco anos, especialmente no público jovem que dominava a frequência no festival. Fecha parêntesis e corta para mais uma aparição de Falcão.

plbr-iza

Uma das marcas do Planeta Brasil e propor encontros entre os artistas chegou a hora do grupo Oriente receber a cantora IZA no palco sul e, de carona, veio a primeira vez de “Pesadão” no festival, com Falcão – logo depois, IZA ia retribuir a visita no palco norte durante o show d’O Rappa. “Meu álbum está vindo agora no primeiro semestre e vem bem versátil. Acho que as pessoas vão perceber outras variáveis da minha voz e outras formas de me expressar. Vai ter trap, blues, tem música com muita percussão, tem R&B, e tudo conversa, sabe?”, disse IZA para a Billboard Brasil no backstage, pouco antes do show. Foi a primeira vez que a cantora dividiu o palco com o Oriente, a convite da organização.

O Rappa precedeu os franceses do Phoenix, fez um show protocolar dessa turnê de despedida no palco norte e teve como apresentadora a jornalista Glória Maria, que participou de um pré-evento composto por debates no dia anterior e recebeu o convite da banda. Em paralelo, o duo Anavitória dava uma pausa no rap do palco sul para cantar o seu folk-fofo para uma plateia pequena, mas empenhada. Muitos casais (de vários estilos e gêneros) ajudavam nos vocais, enquanto adolescentes e pré-adolescentes já faziam fila na porta do camarim para suas fotos e autógrafos – deve ser moleza ser segurança da Anavitória. Logo depois delas, o rap voltou com Gabriel O Pensador, que atraiu um êxodo de boa parte do público que havia acabado de ver O Rappa e não ficou a fim de presenciar o som eletrônico do Phoenix.

plbr-criolobrown

Para finalizar, o show que atraiu muita expectativa e ansiedade. Seguindo a ideia de encontros, o festival propôs um show de Criolo com Mano Brown. Cinco anos mais novo, Criolo alcançou o grande público em 2011 com seu elogiado Nó Na Orelha. Já Mano Brown ganhou a massa no final dos anos 1990 com Sobrevivendo no Inferno, dos Racionais MC’s. E um dos pontos positivos do show foi não esconder as diferenças. Se Criolo tem a vibe de chamar a galera para o agito (com apoio do seu MC-escudeiro Dan Dan), Brown segura a onda e lembra as origens do rap no funk-soul. E se você pensa que só com Boogie Naipe, seu álbum solo, Brown se dedicou a um certo romantismo do groove de outras décadas, nesse show ele destrinchou algumas músicas dos Racionais. Os fãs menos avisados viram que “Fórmula Mágica da Paz” vem de “Attitudes”, do grupo Bar-Kays, e “Mano Na Porta do Bar” vem de “Freddie's Dead”, de Curtis Mayfield. As origens estavam ali, desenhadas.

Rolaram também covers de “Num Paraíso” (conhecida na voz de Bebeto) e “Umbabarauma”, na versão de 2010, já com Mano Brown e produção de Daniel Ganjamen, diretor musical desse encontro (em parceria com Duani). Criolo valorizou seu repertório, com músicas de Nó Na Orelha e Convoque Seu Buda executadas pela banda formada exclusivamente para esse encontro.

Depois de duas voltas para o palco, o show encerrou um Planeta Brasil que valorizou o rap nacional e mostrou a força do gênero entre o público jovem mineiro. A música eletrônica ainda tocava bem alto no camarote do palco norte.

A Billboard Brasil viajou a convite da organização do evento.

Fotos: Bárbara Dutra, Leca Novo, Bruno Soares, Juliana Souza, Fernanda Figueiredo e Frank Bittencourt.

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“Pesadão”, de IZA e Falcão, é hit no Festival Planeta Brasil

Evento foi realizado nesse sábado (27) em Belo Horizonte e reuniu 25 mil pessoas na Esplanada do Mineirão

por Marcos Lauro em 28/01/2018

A Esplanada do Mineirão, em Belo Horizonte, recebeu durante todo esse sábado (27) a 7ª edição do Festival Planeta Brasil. O evento, que teve seus portões abertos poucos minutos depois do meio-dia, teve seu fim para o público geral pouco depois da meia-noite com o show que reuniu Criolo, Mano Brown e banda – nos camarotes, o som ainda continuou e adentrou a madrugada.

O Planeta Brasil não divide seus palcos entre principal em secundário, apenas entre norte e sul. O palco norte teve um certo predomínio do reggae, enquanto o rap dominou o sul – com a exceção do duo Anavitória. Alguns artistas sempre aproveitam o clima de festival e o intercâmbio entre as bandas para armarem participações e foi assim tanto com Marcelo Falcão quanto com IZA. Com isso, “Pesadão” acabou se tornando o hit do festival, sendo cantada pelos dois nos dois palcos e por IZA no palco de um dos camarotes. A música, nessa semana, está na 41ª posição do Brasil Hot 100 e a resposta do público comprovou o sucesso da faixa.

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O primeiro show do palco norte foi o de Mayer Hawthorne, que começou pouco depois das 14h. Cerca de 100 pessoas era o público total do início do show, mas isso não desanimou Mayer, que fez o seu show-festa como se estivesse tocando para uma multidão. O cantor faz um som que mistura a vibe funk-soul dos anos 1970 com a malandragem dos anos 1990. Então dá-lhe citações a sons de Snoop Dogg, Montell Jordan, KRS One e até uma cover de “Walk This Way”, na versão Aerosmith + Run-DMC, que antecedeu seu hit “The Walk”. Durante o show, o público foi aumentando aos poucos, mas uma forte garoa (a única que caiu em Belo Horizonte nos últimos dias, segundo os mineiros) afugentou os menos fanáticos e Mayer teve que reconquistar novamente o público. Mas pra ele, tudo era festa e ele até comemorou esse clima sol-chuva-sol e agradeceu quem ficou e viu o show.

Corre para o palco sul para ver o novo fenômeno do rap, 1kilo. O coletivo mostrou que é mesmo um coletivo ao colocar uma banda completa no palco e revezar diversos rappers – o pico de densidade se deu com oito, mais duas pessoas que ficavam nas laterais com cara de segurança/coordenador de palco, mas que também cantavam trechos de algumas músicas. A acústica “Deixe-me Ir” foi cantada a plenos pulmões pela juventude presente no palco sul, especialmente pelas mulheres.

O fenômeno S.O.J.A. começou seus trabalhos no palco norte e foi a vez da primeira aparição de Falcão, que participou de uma música no show da banda de Washington.

Algo curioso no palco sul. No fim do show do 1kilo, a organização soltou uma música do Charlie Brown Jr. e a audiência reagiu de forma positiva, cantando junto como se a banda estivesse ali, tocando ao vivo. Minutos depois, no show do Oriente, a banda parou o show para uma homenagem ao Charlie Brown – várias músicas, começando com “Zóio de Lula”. Impressionante a força do repertório de uma banda que encerrou suas atividades tragicamente há cerca de cinco anos, especialmente no público jovem que dominava a frequência no festival. Fecha parêntesis e corta para mais uma aparição de Falcão.

plbr-iza

Uma das marcas do Planeta Brasil e propor encontros entre os artistas chegou a hora do grupo Oriente receber a cantora IZA no palco sul e, de carona, veio a primeira vez de “Pesadão” no festival, com Falcão – logo depois, IZA ia retribuir a visita no palco norte durante o show d’O Rappa. “Meu álbum está vindo agora no primeiro semestre e vem bem versátil. Acho que as pessoas vão perceber outras variáveis da minha voz e outras formas de me expressar. Vai ter trap, blues, tem música com muita percussão, tem R&B, e tudo conversa, sabe?”, disse IZA para a Billboard Brasil no backstage, pouco antes do show. Foi a primeira vez que a cantora dividiu o palco com o Oriente, a convite da organização.

O Rappa precedeu os franceses do Phoenix, fez um show protocolar dessa turnê de despedida no palco norte e teve como apresentadora a jornalista Glória Maria, que participou de um pré-evento composto por debates no dia anterior e recebeu o convite da banda. Em paralelo, o duo Anavitória dava uma pausa no rap do palco sul para cantar o seu folk-fofo para uma plateia pequena, mas empenhada. Muitos casais (de vários estilos e gêneros) ajudavam nos vocais, enquanto adolescentes e pré-adolescentes já faziam fila na porta do camarim para suas fotos e autógrafos – deve ser moleza ser segurança da Anavitória. Logo depois delas, o rap voltou com Gabriel O Pensador, que atraiu um êxodo de boa parte do público que havia acabado de ver O Rappa e não ficou a fim de presenciar o som eletrônico do Phoenix.

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Para finalizar, o show que atraiu muita expectativa e ansiedade. Seguindo a ideia de encontros, o festival propôs um show de Criolo com Mano Brown. Cinco anos mais novo, Criolo alcançou o grande público em 2011 com seu elogiado Nó Na Orelha. Já Mano Brown ganhou a massa no final dos anos 1990 com Sobrevivendo no Inferno, dos Racionais MC’s. E um dos pontos positivos do show foi não esconder as diferenças. Se Criolo tem a vibe de chamar a galera para o agito (com apoio do seu MC-escudeiro Dan Dan), Brown segura a onda e lembra as origens do rap no funk-soul. E se você pensa que só com Boogie Naipe, seu álbum solo, Brown se dedicou a um certo romantismo do groove de outras décadas, nesse show ele destrinchou algumas músicas dos Racionais. Os fãs menos avisados viram que “Fórmula Mágica da Paz” vem de “Attitudes”, do grupo Bar-Kays, e “Mano Na Porta do Bar” vem de “Freddie's Dead”, de Curtis Mayfield. As origens estavam ali, desenhadas.

Rolaram também covers de “Num Paraíso” (conhecida na voz de Bebeto) e “Umbabarauma”, na versão de 2010, já com Mano Brown e produção de Daniel Ganjamen, diretor musical desse encontro (em parceria com Duani). Criolo valorizou seu repertório, com músicas de Nó Na Orelha e Convoque Seu Buda executadas pela banda formada exclusivamente para esse encontro.

Depois de duas voltas para o palco, o show encerrou um Planeta Brasil que valorizou o rap nacional e mostrou a força do gênero entre o público jovem mineiro. A música eletrônica ainda tocava bem alto no camarote do palco norte.

A Billboard Brasil viajou a convite da organização do evento.

Fotos: Bárbara Dutra, Leca Novo, Bruno Soares, Juliana Souza, Fernanda Figueiredo e Frank Bittencourt.