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Petição pede para Adidas romper laços com Kanye West

Comentários polêmicos sobre Donald Trump e escravidão inflamaram comunidade negra nos Estados Unidos

por Redação em 03/05/2018

As opiniões de Kanye West sobre a escravidão podem custar mais do que ele imagina. Na terça-feira (01/05), o rapper gerou polêmica ao dizer em entrevista ao TMZ que a escravidão foi uma escolha. “Quando você ouve falar sobre escravidão por 400 anos… 400 anos? Soa como uma escolha. Você esteve nisso por 400 anos e ficou por isso mesmo?”, perguntou o artista.

Anteriormente, ele já tinha sido criticado por elogiar o presidente Donald Trump, dizendo que o amava em uma série de tuítes.

Os comentários sobre escravidão – negando centenas de anos de resistência – levaram à criação de uma petição no site Care2 pedindo que a Adidas boicote West. O rapper levou sua marca Yeezy para ser administrada pela gigante em 2013 e a Adidas anunciou um relacionamento de longo termo com o rapper em 2016 com planos de expansão.

"Enquanto Kanye pode viver em segurança em seu castelo de milhões de dólares, o resto dos negros nos Estados Unidos continuam marginalizados e sujeitos a leis e tratamento injustos. Kanye West tem o direito de se expressar livremente e de falar mentiras, desinformação e opiniões equivocadas, mas nós, como consumidores, temos o direito de lutar contra qualquer tipo de propaganda perigosa”, diz a petição. “Diga ao mundo que a Adidas não quer se relacionar com alguém que acredita que milhões de americanos escolheram trabalhar amarrados nos campos.” Cerca de 700 pessoas já assinaram o documento, que pretende conseguir 10 mil assinaturas.

Apesar de não ser claro o quanto a marca Yeezy é lucrativa (a Adidas não revela valores de vendas de marcas individuais), West não esconde o sucesso. Ele tuitou que o tênis Yeezy Desert Rat 500 vendeu 250 mil (não especificado se em dólares ou pares) em uma hora no Coachella. “Nós somos o futuro. Um unicórnio se transformando em decacórnio, uma startup que vale US$ 10 bilhões”.

West pode prejudicar sua empresa por causa de seus comentários, que inflamaram a comunidade negra nos Estados Unidos. Neste fim de semana, a nova coleção de roupas da marca será lançada e servirá como um teste. Desta vez, ele fez uma parceria com a grife de peças esportivas 2XU para uso de seu tecido de alta tecnologia. A coleção Yeezy x 2XU será lançada neste sábado (05/05), com bermudas de US$ 400 e calças de US$ 450.

 

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Petição pede para Adidas romper laços com Kanye West

Comentários polêmicos sobre Donald Trump e escravidão inflamaram comunidade negra nos Estados Unidos

por Redação em 03/05/2018

As opiniões de Kanye West sobre a escravidão podem custar mais do que ele imagina. Na terça-feira (01/05), o rapper gerou polêmica ao dizer em entrevista ao TMZ que a escravidão foi uma escolha. “Quando você ouve falar sobre escravidão por 400 anos… 400 anos? Soa como uma escolha. Você esteve nisso por 400 anos e ficou por isso mesmo?”, perguntou o artista.

Anteriormente, ele já tinha sido criticado por elogiar o presidente Donald Trump, dizendo que o amava em uma série de tuítes.

Os comentários sobre escravidão – negando centenas de anos de resistência – levaram à criação de uma petição no site Care2 pedindo que a Adidas boicote West. O rapper levou sua marca Yeezy para ser administrada pela gigante em 2013 e a Adidas anunciou um relacionamento de longo termo com o rapper em 2016 com planos de expansão.

"Enquanto Kanye pode viver em segurança em seu castelo de milhões de dólares, o resto dos negros nos Estados Unidos continuam marginalizados e sujeitos a leis e tratamento injustos. Kanye West tem o direito de se expressar livremente e de falar mentiras, desinformação e opiniões equivocadas, mas nós, como consumidores, temos o direito de lutar contra qualquer tipo de propaganda perigosa”, diz a petição. “Diga ao mundo que a Adidas não quer se relacionar com alguém que acredita que milhões de americanos escolheram trabalhar amarrados nos campos.” Cerca de 700 pessoas já assinaram o documento, que pretende conseguir 10 mil assinaturas.

Apesar de não ser claro o quanto a marca Yeezy é lucrativa (a Adidas não revela valores de vendas de marcas individuais), West não esconde o sucesso. Ele tuitou que o tênis Yeezy Desert Rat 500 vendeu 250 mil (não especificado se em dólares ou pares) em uma hora no Coachella. “Nós somos o futuro. Um unicórnio se transformando em decacórnio, uma startup que vale US$ 10 bilhões”.

West pode prejudicar sua empresa por causa de seus comentários, que inflamaram a comunidade negra nos Estados Unidos. Neste fim de semana, a nova coleção de roupas da marca será lançada e servirá como um teste. Desta vez, ele fez uma parceria com a grife de peças esportivas 2XU para uso de seu tecido de alta tecnologia. A coleção Yeezy x 2XU será lançada neste sábado (05/05), com bermudas de US$ 400 e calças de US$ 450.