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Receita com streaming de música supera vendas físicas

Plataformas levaram a uma recuperação na indústria fonográfica mundial

Serviços de streaming de música como Spotify e Apple Music se tornaram a maior fonte isolada de renda da indústria musical, superando as vendas físicas e os downloads digitais pela primeira vez, disse nesta terça-feira (24/04) uma entidade global do setor.

O rápido crescimento dos serviços streaming de música nos últimos anos levou a uma recuperação da indústria fonográfica mundial, que teve seu terceiro ano de crescimento da receita, de acordo com um relatório da Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI, na sigla em inglês).

As vendas de música recuaram 40% nos 15 anos entre 1999 e 2014, para US$ 14,3 bilhões, quando a ascensão do serviço de compartilhamento de arquivos Napster derrubou as compras de CDs e o desenvolvimento de serviços de download como o  iTunes tampouco se mostrou capaz de conter esse declínio.

No ano passado, a receita dos serviços de streaming por assinatura representou 38% de toda a música gravada, ante 29% no ano anterior, segundo a IFPI.

Os números divulgados no Relatório Global de Música de 2018 da entidade mostram que a receita total de 2017 foi de US$ 17,3 bilhões, um aumento de 8,1% em relação ao ano anterior.

Líderes da indústria dizem que o crescimento dos serviços de streaming de música está permitindo que o mercado alcance novas regiões do mundo, ao mesmo tempo que tem ajudado a afastar uma geração de fãs da música gratuita ou pirateada.

América Latina e China testemunharam o maior crescimento do mercado, com um aumento da receita geral com música de 17,7% e 35,3% respectivamente.

Apesar dos números saudáveis, as receitas para 2017 ainda são apenas 68,4% do pico do mercado em 1999.

A IFPI disse que os governos devem fazer mais para lidar com a "lacuna" entre o valor criado por algumas plataformas digitais, como o YouTube, do Google, pelo uso de música e o que pagam àqueles que criam e investem nisso. "As coisas parecem boas, mas há uma falha estrutural no sistema. Até que a consertemos, será sempre uma luta", disse Frances Moore, presidente-executivo da IFPI.

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Receita com streaming de música supera vendas físicas

Plataformas levaram a uma recuperação na indústria fonográfica mundial

por Redação, com Reuters em 24/04/2018

Serviços de streaming de música como Spotify e Apple Music se tornaram a maior fonte isolada de renda da indústria musical, superando as vendas físicas e os downloads digitais pela primeira vez, disse nesta terça-feira (24/04) uma entidade global do setor.

O rápido crescimento dos serviços streaming de música nos últimos anos levou a uma recuperação da indústria fonográfica mundial, que teve seu terceiro ano de crescimento da receita, de acordo com um relatório da Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI, na sigla em inglês).

As vendas de música recuaram 40% nos 15 anos entre 1999 e 2014, para US$ 14,3 bilhões, quando a ascensão do serviço de compartilhamento de arquivos Napster derrubou as compras de CDs e o desenvolvimento de serviços de download como o  iTunes tampouco se mostrou capaz de conter esse declínio.

No ano passado, a receita dos serviços de streaming por assinatura representou 38% de toda a música gravada, ante 29% no ano anterior, segundo a IFPI.

Os números divulgados no Relatório Global de Música de 2018 da entidade mostram que a receita total de 2017 foi de US$ 17,3 bilhões, um aumento de 8,1% em relação ao ano anterior.

Líderes da indústria dizem que o crescimento dos serviços de streaming de música está permitindo que o mercado alcance novas regiões do mundo, ao mesmo tempo que tem ajudado a afastar uma geração de fãs da música gratuita ou pirateada.

América Latina e China testemunharam o maior crescimento do mercado, com um aumento da receita geral com música de 17,7% e 35,3% respectivamente.

Apesar dos números saudáveis, as receitas para 2017 ainda são apenas 68,4% do pico do mercado em 1999.

A IFPI disse que os governos devem fazer mais para lidar com a "lacuna" entre o valor criado por algumas plataformas digitais, como o YouTube, do Google, pelo uso de música e o que pagam àqueles que criam e investem nisso. "As coisas parecem boas, mas há uma falha estrutural no sistema. Até que a consertemos, será sempre uma luta", disse Frances Moore, presidente-executivo da IFPI.