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Resenha: Cronografia: Uma Trajetória em Fotos, de Pitty

por em 12/09/2014
class="aligncenter size-full wp-image-6745" alt="pitty-livro-cronografia" src="http://billboard.uol.com.br/wp-content/uploads/2014/09/pitty-livro-cronografia.jpg" width="460" height="500" /> Por Maurício Amendola Chegou às livrarias neste mês Cronografia: Uma Trajetória em Fotos. Com imagens de todas as fases da cantora baiana Pitty e pequenos textos assinados pela própria, a obra apresenta acabamento requintado e ótima qualidade visual, não ficando atrás de qualquer calhamaço caríssimo dos Beatles e dos Stones, e sendo presente perfeito para os fãs. Os textos assinados por Pitty dão ar intimista ao livro, o deixando com cara de diário. A linguagem usada é bastante coloquial, com termos como “sei lá”, “massa” ou “porra nenhuma”.  Essa característica – somada às belas fotos de Caroline Bittencourt, Otavio Sousa, Rui Mendes, Sora Maia e Jorge Bispo – deixa Cronografia com um toque sensível. Talvez seja mais atraente para o público quando seu ídolo se expõe de maneira livre e, digamos, despretensiosa, como quem apenas conta uma história. O livro é dividido em oito partes: Gênese, Inkoma, Shes, Pitty, Agridoce, Clipes, Backstage e Show. A aventura de Pitty começa na juventude na cidade de Porto Seguro, onde se apaixonou por Raul Seixas e Rita Lee, até ser arrebatada pelo rock americano do Faith No More – “o negócio era raspar a parte de lado do cabelo igual ao Mike Patton” – e Ramones. Suas bandas antes do sucesso solo, Inkoma e Shes, são retratadas de maneira rápida, talvez o único vacilo do livro. Mas isso os fãs é quem sabem. A sacada de um livro – ou produto - como este para um artista como Pitty está relacionada ao fato de que a baiana ascendeu na música brasileira na época em que a MTV dava seus últimos e longos suspiros, antes de ser engolida pela web. É procedente dizer que a cantora provavelmente foi o último marco imagético nacional na emissora. Seus clipes – que são, como era de se esperar, apresentados detalhadamente no livro – eram exibidos frequentemente e ganharam prêmios VMB, além de seu estilo, atitude e penteado se tornarem marca registrada. Portanto, Cronografia coroa, com muito zelo estético, a carreira ainda breve de uma artista que soube se beneficiar da imagem, mas não se esqueceu de fazer música. Quem curte mesmo não tem como resistir.
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Resenha: Cronografia: Uma Trajetória em Fotos, de Pitty

por em 12/09/2014
class="aligncenter size-full wp-image-6745" alt="pitty-livro-cronografia" src="http://billboard.uol.com.br/wp-content/uploads/2014/09/pitty-livro-cronografia.jpg" width="460" height="500" /> Por Maurício Amendola Chegou às livrarias neste mês Cronografia: Uma Trajetória em Fotos. Com imagens de todas as fases da cantora baiana Pitty e pequenos textos assinados pela própria, a obra apresenta acabamento requintado e ótima qualidade visual, não ficando atrás de qualquer calhamaço caríssimo dos Beatles e dos Stones, e sendo presente perfeito para os fãs. Os textos assinados por Pitty dão ar intimista ao livro, o deixando com cara de diário. A linguagem usada é bastante coloquial, com termos como “sei lá”, “massa” ou “porra nenhuma”.  Essa característica – somada às belas fotos de Caroline Bittencourt, Otavio Sousa, Rui Mendes, Sora Maia e Jorge Bispo – deixa Cronografia com um toque sensível. Talvez seja mais atraente para o público quando seu ídolo se expõe de maneira livre e, digamos, despretensiosa, como quem apenas conta uma história. O livro é dividido em oito partes: Gênese, Inkoma, Shes, Pitty, Agridoce, Clipes, Backstage e Show. A aventura de Pitty começa na juventude na cidade de Porto Seguro, onde se apaixonou por Raul Seixas e Rita Lee, até ser arrebatada pelo rock americano do Faith No More – “o negócio era raspar a parte de lado do cabelo igual ao Mike Patton” – e Ramones. Suas bandas antes do sucesso solo, Inkoma e Shes, são retratadas de maneira rápida, talvez o único vacilo do livro. Mas isso os fãs é quem sabem. A sacada de um livro – ou produto - como este para um artista como Pitty está relacionada ao fato de que a baiana ascendeu na música brasileira na época em que a MTV dava seus últimos e longos suspiros, antes de ser engolida pela web. É procedente dizer que a cantora provavelmente foi o último marco imagético nacional na emissora. Seus clipes – que são, como era de se esperar, apresentados detalhadamente no livro – eram exibidos frequentemente e ganharam prêmios VMB, além de seu estilo, atitude e penteado se tornarem marca registrada. Portanto, Cronografia coroa, com muito zelo estético, a carreira ainda breve de uma artista que soube se beneficiar da imagem, mas não se esqueceu de fazer música. Quem curte mesmo não tem como resistir.