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Rita Ora reflete sobre a controvérsia em torno do single “Girls”

Cantora foi criticada pelo público que interpretou a faixa como potencial para perpetuar estereótipos sobre bissexuais

por Redação em 13/06/2018

No mês passado, a cantora Rita Ora lançou o single “Girls”, uma faixa que fala sobre suas experiências românticas e sexuais com mulheres. A música – esperada por se tratar de uma colaboração entre expoentes do pop atual – tem os elementos para grudar na cabeça do público: batidas afiadas, produção cuidadosa e, é claro, as participações de Charli XCX, Bebe Rexha e Cardi B. Porém, muitos consideraram a letra problemática.

Rita pretendia que “Girls” fosse uma celebração da bissexualidade, mas a música foi criticada, inclusive, por artistas atuantes na cena LGBTQ+ com argumentos sobre como é perigoso perpetuar estereótipos. Hayley Kiyoko e Kehlani foram algumas que se manifestaram publicamente sobre a faixa.

O refrão “às vezes, só quero beijar garotas/Vinho tinto, só quero beijar garotas” levou muitos ouvintes a interpretarem que a músicavalida o mito de que mulheres se envolvem com outras mulheres como forma de desafio ou quando estão embriagadas. Mas essa não era a intenção de Rita. Imediatamente após a enxurrada de críticas, ela se pronunciou no Twitter dizendo que “nunca causaria dano intencionalmente a outras pessoas da comunidade LGBTQ+”.

A cantora mostrou o seu amor pela comunidade na noite de segunda-feira (11/06), durante um evento em Nova York, onde se apresentou com versões acústicas de “Anywhere”, “I Will Never Let You Down” e “Girls”. No tapete vermelho, a cantora falou com a Billboard sobre a controvérsia gerada pelo single.

Por que é importante para você apoiar continuamente a comunidade LGBTQ+?

A comunidade LGBTQ+ sempre me apoiou. Desde que comecei a minha carreira, me senti muito apoiada por eles. Sempre que faço um show, são os que gritam mais alto por mim. Sem eles, não sei o que eu faria. Todos os meus melhores amigos fazem parte da comunidade e sempre me encorajaram a me expressar, a dividir a minha criatividade. Eles têm um espaço muito importante no meu coração.

Você usou “Girls” para se revelar membro da comunidade LGBTQ+. Você espera que a opinião do público sobre o que é ou não aceitável na hora de sair do armário mude?

A música fala sobre liberdade e empoderamento, sobre celebrar quem você é. Acho que a narrativa já está mudando. Não há apenas uma forma de se revelar.

Como você se reergueu depois das críticas?

Eu apenas não tenho ouvido o barulho. Sou grata pelo apoio e pelas pessoas que falaram sobre o assunto, especialmente os garotos do Years and Years. E todos os meus amigos, principalmente os da comunidade LGBTQ+, que têm feito coisas incríveis para organizações. O apoio deles me deixou feliz e animada.

Charli, Bebe e Cardi se desculparam rapidamente com os fãs – mas também te defenderam.

É claro, todas compartilharam suas opiniões e eu aprecio isso. No fim do dia, acho que foi lindo juntar todas nós em uma música e nos deu um momento incrível para nos unir como mulheres.

O que você diria para os fãs que ainda se sentem ofendidos pela música?

Não acho que estejam ofendidos. Não posso falar por eles. Mas para aqueles que se ofenderam, quero dizer que os amo e que são queridos. É isso que quis dizer com o pronunciamento que fiz.

Me conte sobre a origem de “Girls”.

Surgiu há dois anos. Foi a primeira música que escrevi para meu novo álbum, que será lançado neste ano. E foi definitivamente o mais aberta e vulnerável que já estive em um disco. Fiquei muito orgulhosa da evolução da minha música e comecei a sentir orgulho de minhas jornadas e experiências. Então quis dividir isso com o mundo.

O que a motivou a finalmente lançar a faixa?

Me senti presa durante os dois anos em que não fiz música. Me senti muito introvertida e fechada. Estava cansada de me sentir sob pressão. Sei que muitas pessoas se sentem assim também. Então quis lançar porque era a minha verdade e sabia que era algo pelo qual muitos fãs passam. Existem tantos jovens e adultos que sentem medo de falar sobre sua sexualidade por causa do que a família pode pensar... Fiz isso por todos eles.

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Rita Ora reflete sobre a controvérsia em torno do single “Girls”

Cantora foi criticada pelo público que interpretou a faixa como potencial para perpetuar estereótipos sobre bissexuais

por Redação em 13/06/2018

No mês passado, a cantora Rita Ora lançou o single “Girls”, uma faixa que fala sobre suas experiências românticas e sexuais com mulheres. A música – esperada por se tratar de uma colaboração entre expoentes do pop atual – tem os elementos para grudar na cabeça do público: batidas afiadas, produção cuidadosa e, é claro, as participações de Charli XCX, Bebe Rexha e Cardi B. Porém, muitos consideraram a letra problemática.

Rita pretendia que “Girls” fosse uma celebração da bissexualidade, mas a música foi criticada, inclusive, por artistas atuantes na cena LGBTQ+ com argumentos sobre como é perigoso perpetuar estereótipos. Hayley Kiyoko e Kehlani foram algumas que se manifestaram publicamente sobre a faixa.

O refrão “às vezes, só quero beijar garotas/Vinho tinto, só quero beijar garotas” levou muitos ouvintes a interpretarem que a músicavalida o mito de que mulheres se envolvem com outras mulheres como forma de desafio ou quando estão embriagadas. Mas essa não era a intenção de Rita. Imediatamente após a enxurrada de críticas, ela se pronunciou no Twitter dizendo que “nunca causaria dano intencionalmente a outras pessoas da comunidade LGBTQ+”.

A cantora mostrou o seu amor pela comunidade na noite de segunda-feira (11/06), durante um evento em Nova York, onde se apresentou com versões acústicas de “Anywhere”, “I Will Never Let You Down” e “Girls”. No tapete vermelho, a cantora falou com a Billboard sobre a controvérsia gerada pelo single.

Por que é importante para você apoiar continuamente a comunidade LGBTQ+?

A comunidade LGBTQ+ sempre me apoiou. Desde que comecei a minha carreira, me senti muito apoiada por eles. Sempre que faço um show, são os que gritam mais alto por mim. Sem eles, não sei o que eu faria. Todos os meus melhores amigos fazem parte da comunidade e sempre me encorajaram a me expressar, a dividir a minha criatividade. Eles têm um espaço muito importante no meu coração.

Você usou “Girls” para se revelar membro da comunidade LGBTQ+. Você espera que a opinião do público sobre o que é ou não aceitável na hora de sair do armário mude?

A música fala sobre liberdade e empoderamento, sobre celebrar quem você é. Acho que a narrativa já está mudando. Não há apenas uma forma de se revelar.

Como você se reergueu depois das críticas?

Eu apenas não tenho ouvido o barulho. Sou grata pelo apoio e pelas pessoas que falaram sobre o assunto, especialmente os garotos do Years and Years. E todos os meus amigos, principalmente os da comunidade LGBTQ+, que têm feito coisas incríveis para organizações. O apoio deles me deixou feliz e animada.

Charli, Bebe e Cardi se desculparam rapidamente com os fãs – mas também te defenderam.

É claro, todas compartilharam suas opiniões e eu aprecio isso. No fim do dia, acho que foi lindo juntar todas nós em uma música e nos deu um momento incrível para nos unir como mulheres.

O que você diria para os fãs que ainda se sentem ofendidos pela música?

Não acho que estejam ofendidos. Não posso falar por eles. Mas para aqueles que se ofenderam, quero dizer que os amo e que são queridos. É isso que quis dizer com o pronunciamento que fiz.

Me conte sobre a origem de “Girls”.

Surgiu há dois anos. Foi a primeira música que escrevi para meu novo álbum, que será lançado neste ano. E foi definitivamente o mais aberta e vulnerável que já estive em um disco. Fiquei muito orgulhosa da evolução da minha música e comecei a sentir orgulho de minhas jornadas e experiências. Então quis dividir isso com o mundo.

O que a motivou a finalmente lançar a faixa?

Me senti presa durante os dois anos em que não fiz música. Me senti muito introvertida e fechada. Estava cansada de me sentir sob pressão. Sei que muitas pessoas se sentem assim também. Então quis lançar porque era a minha verdade e sabia que era algo pelo qual muitos fãs passam. Existem tantos jovens e adultos que sentem medo de falar sobre sua sexualidade por causa do que a família pode pensar... Fiz isso por todos eles.