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Samantha!, a nova série da Netflix que pega carona na nostalgia dos anos 1980

Terceira produção original brasileira para a plataforma de streaming, seriado é uma comédia que conta a história de uma estrela mirim

por Rebecca Silva em 05/07/2018

“Ele disse que o Espaço é um abraço bom/E juntos inventamos a Turminha Plimplom”. Esse refrão, que poderia ter sido cantado pelo Balão Mágico ou pelo Trem da Alegria, faz parte da trilha sonora de Samantha!, nova produção original brasileira da Netflix, que estreia nesta sexta-feira (06/07). E prepare-se: ele não vai sair tão cedo da sua cabeça!

Primeira comédia brasileira da plataforma, o seriado conta em sete episódios, no formato de sitcom, a história de Samantha (Emanuelle Araújo), mãe de dois filhos que um dia foi a estrela mirim mais amada do país e, como integrante da Turminha Plimplom, cantou para milhares de pessoas no Maracanã, mas que perdeu o encanto ao crescer e até hoje corre atrás da fama e da relevância, incansavelmente.

samantha1

Qualquer semelhança com Simony é uma mera coincidência. Segundo os criadores, Felipe Braga e Rita Moraes, o fenômeno aconteceu em toda a América Latina. “A gente que estava pouco conectado para saber. Foi uma onda de cafonice que assolou a humanidade inteira. Tendemos a tentar encontrar correlações aqui no Brasil, mas ao analisar um contexto mais amplo, os mesmos personagens existiram no México, na Argentina, na Colômbia.”

Para Emanuelle, ao construir a personagem, o importante foi trazer o comportamento dos anos 1980 e, mais do que se inspirar em uma pessoa específica, buscar referências daquele universo no geral. “Não quis me prender a nenhum estereótipo, a nenhuma caricatura. Procurei não dar adjetivos, a Samantha simplesmente é. Pesquisei figuras icônicas dessa época, mas outras vieram do meu imaginário, afinal eu cresci nos anos 1980 e presenciei muito isso da televisão infantil. Fui jogando em um caldeirão e deixando a Samantha brotar, porque ela é única.”

samantha2

A série se passa em tempos atuais, mesclando elementos dos anos 1980 e abordando temas como cultura de celebridade, politicamente incorreto, fama e representatividade sem pesar a mão no didatismo ou no caricato. O conflito entre o antigo e o novo é mostrado diversas vezes ao longo dos episódios, sempre com aquele tom de crítica bem-humorada. Interessante é o momento em que é exibido o embate entre Samantha, representante da fama do passado, e Laila (Lorena Comparato), representante do mundo atual como uma influencer para ninguém colocar defeito. Essa, sim, declara de onde veio a inspiração: Kylie Jenner.

Samantha! pega carona na cauda do cometa da nostalgia – quem não entrou no hype de Stranger Things, da própria Netflix? – e chega no momento certo no Brasil, onde o revival também está em alta: Gretchen se repaginou e abraçou o título de rainha dos memes; Bingo: O Rei das Manhãs, filme que retrata a história do palhaço Bozo, estreou no segundo semestre do ano passado e foi bem recebido pela crítica e pelo público. Aliás, a própria Emanuelle Araújo interpretou Gretchen no filme.

Se você não viveu os anos 1980, não se assuste ao ver um mascote de cigarro em programa infantil, anúncio de cerveja feito por criança ou mulheres seminuas dançando no palco. Tudo isso era o normal e aceitável e é muito bem retratado em Samantha!A graça da série está justamente em perceber que, apesar de serem de épocas e personalidades distintas, os personagens até discutem, mas respeitam suas diferenças. E o público, ao longo dos sete episódios, também aprende a respeitar e abraçar cada um, seja um mascote em forma de cigarro, um empresário aproveitador ou um ex-jogador de futebol e ex-presidiário.

Samantha! conta ainda com as participações especiais de ícones dos anos 1980 como Gretchen e Luciana Vendramini e atrizes consagradas como Alessandra Negrini e Alice Braga.

Veja o trailer:

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Samantha!, a nova série da Netflix que pega carona na nostalgia dos anos 1980

Terceira produção original brasileira para a plataforma de streaming, seriado é uma comédia que conta a história de uma estrela mirim

por Rebecca Silva em 05/07/2018

“Ele disse que o Espaço é um abraço bom/E juntos inventamos a Turminha Plimplom”. Esse refrão, que poderia ter sido cantado pelo Balão Mágico ou pelo Trem da Alegria, faz parte da trilha sonora de Samantha!, nova produção original brasileira da Netflix, que estreia nesta sexta-feira (06/07). E prepare-se: ele não vai sair tão cedo da sua cabeça!

Primeira comédia brasileira da plataforma, o seriado conta em sete episódios, no formato de sitcom, a história de Samantha (Emanuelle Araújo), mãe de dois filhos que um dia foi a estrela mirim mais amada do país e, como integrante da Turminha Plimplom, cantou para milhares de pessoas no Maracanã, mas que perdeu o encanto ao crescer e até hoje corre atrás da fama e da relevância, incansavelmente.

samantha1

Qualquer semelhança com Simony é uma mera coincidência. Segundo os criadores, Felipe Braga e Rita Moraes, o fenômeno aconteceu em toda a América Latina. “A gente que estava pouco conectado para saber. Foi uma onda de cafonice que assolou a humanidade inteira. Tendemos a tentar encontrar correlações aqui no Brasil, mas ao analisar um contexto mais amplo, os mesmos personagens existiram no México, na Argentina, na Colômbia.”

Para Emanuelle, ao construir a personagem, o importante foi trazer o comportamento dos anos 1980 e, mais do que se inspirar em uma pessoa específica, buscar referências daquele universo no geral. “Não quis me prender a nenhum estereótipo, a nenhuma caricatura. Procurei não dar adjetivos, a Samantha simplesmente é. Pesquisei figuras icônicas dessa época, mas outras vieram do meu imaginário, afinal eu cresci nos anos 1980 e presenciei muito isso da televisão infantil. Fui jogando em um caldeirão e deixando a Samantha brotar, porque ela é única.”

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A série se passa em tempos atuais, mesclando elementos dos anos 1980 e abordando temas como cultura de celebridade, politicamente incorreto, fama e representatividade sem pesar a mão no didatismo ou no caricato. O conflito entre o antigo e o novo é mostrado diversas vezes ao longo dos episódios, sempre com aquele tom de crítica bem-humorada. Interessante é o momento em que é exibido o embate entre Samantha, representante da fama do passado, e Laila (Lorena Comparato), representante do mundo atual como uma influencer para ninguém colocar defeito. Essa, sim, declara de onde veio a inspiração: Kylie Jenner.

Samantha! pega carona na cauda do cometa da nostalgia – quem não entrou no hype de Stranger Things, da própria Netflix? – e chega no momento certo no Brasil, onde o revival também está em alta: Gretchen se repaginou e abraçou o título de rainha dos memes; Bingo: O Rei das Manhãs, filme que retrata a história do palhaço Bozo, estreou no segundo semestre do ano passado e foi bem recebido pela crítica e pelo público. Aliás, a própria Emanuelle Araújo interpretou Gretchen no filme.

Se você não viveu os anos 1980, não se assuste ao ver um mascote de cigarro em programa infantil, anúncio de cerveja feito por criança ou mulheres seminuas dançando no palco. Tudo isso era o normal e aceitável e é muito bem retratado em Samantha!A graça da série está justamente em perceber que, apesar de serem de épocas e personalidades distintas, os personagens até discutem, mas respeitam suas diferenças. E o público, ao longo dos sete episódios, também aprende a respeitar e abraçar cada um, seja um mascote em forma de cigarro, um empresário aproveitador ou um ex-jogador de futebol e ex-presidiário.

Samantha! conta ainda com as participações especiais de ícones dos anos 1980 como Gretchen e Luciana Vendramini e atrizes consagradas como Alessandra Negrini e Alice Braga.

Veja o trailer: