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#SetembroAmarelo Aretuza Lovi: “A vida é a missão mais linda”

Drag queen participou do especial criado pela Billboard Brasil e, em sua carta, revelou que também já sofreu com depressão e síndrome do pânico

por Rebecca Silva em 26/09/2018

Já ouviu falar em Setembro Amarelo? A iniciativa, criada em 2015 pelo Centro de Valorização da Vida (CVV), Conselho Federal de Medicina (CFM) e Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), procura abrir espaço para promover discussões sobre o suicídio, de forma a alertar a população e quebrar tabus sobre o assunto.

A Billboard Brasil decidiu embarcar nesse desafio e pediu para artistas de diferentes gêneros musicais para abrirem o coração e escreverem cartas aos seus fãs. Ao longo desta semana, você poderá ler aqui no site as cartas de treze artistas brasileiros.

Aretuza Lovi, que despontou como um dos destaques da cena drag no país neste ano, escreveu a sua carta. Nela, revelou que já sofreu depressão e síndrome do pânico e que, com a ajuda de profissionais e da religião, conseguiu superar tudo.

“Às vezes nos sentimos tristes, sozinhos, cheios de problemas e sem ninguém ao nosso lado. Sentimos vontade de jogar tudo para o ar porque as coisas não fazem mais sentido!

Passei por muitas situações na minha vida, coisas que jamais imaginei um dia. Comecei a perceber que tudo era preto e branco, nada tinha graça, eu estava doente e a tristeza me consumia. Meu corpo reagia e eu não entendia. Até que fui diagnosticada com síndrome do pânico, depressão, pensei muitas vezes que minha presença no mundo não era necessária. Era assustador ouvir aquilo, mas o pior eram os sintomas.

Comecei o tratamento, tomei muitas medicações, passei por psicólogos, psiquiatras, religiões e tudo me ajudou muito! Tudo me fez perceber o quanto eu era importante para o mundo e para as pessoas, me fez olhar para o lado e ver que os problemas existem e eu tenho que enfrentá-los, passei a me apegar a quem realmente me ama e também descobri que eu deveria me amar mais. Me apeguei a minha fé e tive foco em meus sonhos!

Hoje vejo que atravessei tudo isso pedindo ajuda, acreditando sempre no melhor. Hoje estou aqui feliz e muito mais madura. Não tenha vergonha, não tenha medo, não guarde para você, sempre tem uma mão amiga, uma pessoa para estar com você. A vida é a missão mais linda, e a cada dia podemos escrever uma nova história!”

E não se esqueça: Se você precisar de apoio emocional, o CVV atende gratuitamente todas as pessoas que precisam conversar (de forma anônima), prestando um serviço de prevenção do suicídio, por telefone (188), e-mail e chat. Veja mais informações no site: https://www.cvv.org.br/

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#SetembroAmarelo Aretuza Lovi: “A vida é a missão mais linda”

Drag queen participou do especial criado pela Billboard Brasil e, em sua carta, revelou que também já sofreu com depressão e síndrome do pânico

por Rebecca Silva em 26/09/2018

Já ouviu falar em Setembro Amarelo? A iniciativa, criada em 2015 pelo Centro de Valorização da Vida (CVV), Conselho Federal de Medicina (CFM) e Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), procura abrir espaço para promover discussões sobre o suicídio, de forma a alertar a população e quebrar tabus sobre o assunto.

A Billboard Brasil decidiu embarcar nesse desafio e pediu para artistas de diferentes gêneros musicais para abrirem o coração e escreverem cartas aos seus fãs. Ao longo desta semana, você poderá ler aqui no site as cartas de treze artistas brasileiros.

Aretuza Lovi, que despontou como um dos destaques da cena drag no país neste ano, escreveu a sua carta. Nela, revelou que já sofreu depressão e síndrome do pânico e que, com a ajuda de profissionais e da religião, conseguiu superar tudo.

“Às vezes nos sentimos tristes, sozinhos, cheios de problemas e sem ninguém ao nosso lado. Sentimos vontade de jogar tudo para o ar porque as coisas não fazem mais sentido!

Passei por muitas situações na minha vida, coisas que jamais imaginei um dia. Comecei a perceber que tudo era preto e branco, nada tinha graça, eu estava doente e a tristeza me consumia. Meu corpo reagia e eu não entendia. Até que fui diagnosticada com síndrome do pânico, depressão, pensei muitas vezes que minha presença no mundo não era necessária. Era assustador ouvir aquilo, mas o pior eram os sintomas.

Comecei o tratamento, tomei muitas medicações, passei por psicólogos, psiquiatras, religiões e tudo me ajudou muito! Tudo me fez perceber o quanto eu era importante para o mundo e para as pessoas, me fez olhar para o lado e ver que os problemas existem e eu tenho que enfrentá-los, passei a me apegar a quem realmente me ama e também descobri que eu deveria me amar mais. Me apeguei a minha fé e tive foco em meus sonhos!

Hoje vejo que atravessei tudo isso pedindo ajuda, acreditando sempre no melhor. Hoje estou aqui feliz e muito mais madura. Não tenha vergonha, não tenha medo, não guarde para você, sempre tem uma mão amiga, uma pessoa para estar com você. A vida é a missão mais linda, e a cada dia podemos escrever uma nova história!”

E não se esqueça: Se você precisar de apoio emocional, o CVV atende gratuitamente todas as pessoas que precisam conversar (de forma anônima), prestando um serviço de prevenção do suicídio, por telefone (188), e-mail e chat. Veja mais informações no site: https://www.cvv.org.br/