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#SetembroAmarelo Bemti: “Há sempre muita beleza nos menores gestos”

Artista revelou que recentemente passou por seu pior quadro depressivo, mas se reergueu ao focar as energias na produção do primeiro disco solo

por Rebecca Silva em 27/09/2018

Já ouviu falar em Setembro Amarelo? A iniciativa, criada em 2015 pelo Centro de Valorização da Vida (CVV), Conselho Federal de Medicina (CFM) e Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), procura abrir espaço para promover discussões sobre o suicídio, de forma a alertar a população e quebrar tabus sobre o assunto.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o suicídio é a terceira causa de morte entre os jovens de 15 a 29 anos.

Billboard Brasil decidiu embarcar nesse desafio e pediu para artistas de diferentes gêneros musicais para abrirem o coração e escreverem cartas aos seus fãs. Ao longo desta semana, você poderá ler aqui no site as cartas de treze artistas brasileiros.

O artista mineiro Bemti, conhecido pelo trabalho no projeto Falso Coral – grupo que mescla pop e alternativo -, lançou o seu primeiro disco solo neste ano. era dois conta com as participações de Johnny Hooker, Natália Noronha (Plutão Já Foi Planeta) e Tuyo.

Em sua carta, o artista tocou no delicado ponto da vivência como LGBT+ e contou um pouco sobre a sua própria trajetória de descoberta e sofrimento, que chegou a levá-lo a considerar o suicídio.

"É um fato bem divulgado que os índices de suicídio entre adolescentes LGBT+ é maior do que entre os adolescentes heterossexuais. Para mim como homem gay que hoje se posiciona abertamente como artista LGBT+ é impossível falar sobre prevenção ao suicídio sem lembrar da minha própria trajetória de descoberta, negação, sofrimento... E, claro, pensamentos sobre dar fim à própria vida para não precisar lidar com tanta pressão e condenação externa.

Infelizmente, mesmo com tantos avanços, nossa atmosfera atual parece apontar para um futuro que pode nos perseguir cada vez mais e isso é extremamente nocivo para nossas vidas. Para nossa sobrevivência. Conseguir ser um adulto LGBT+ bem resolvido é vencer um labirinto de incertezas que muitas vezes desembocam em depressão (e quantas vezes já desembocaram em suicídio?).

Se você é um jovem LGBT+ nadando nesse oceano de dúvidas, se cerque de amigos que te amam! Se encontre em ambientes que são amigáveis e que te aceitam como você é! Se aproxime e encontre quem te faz bem e quem possa fazê-lo enxergar todas as belezas de viver e de compartilhar, mesmo nos ambientes mais hostis! Se você tem o apoio de sua família, melhor ainda, agarre com todas as forças esse privilégio! Forme um escudo com esse amor que vem de amigos e de sua família (mesmo que seja a família que você escolheu), e não tenha medo de procurar ajuda.

Fazer terapia deveria ser um direito essencial, mas é bem caro, e às vezes as alternativas gratuitas não são acessíveis. Além da terapia há caminhos como o esporte, a arte, a música, o voluntariado... que podem trazer a faísca que deixa acesa essa chama de querer continuar vivendo. Eu mesmo venci ano passado meu pior quadro depressivo dos últimos 10 anos colocando toda minha energia para fazer meu primeiro disco solo, cercado de amigos novos e antigos. Há sempre muita beleza nos menores gestos e acontecimentos, acredite nas fases melhores e que você tenha toda a força do mundo para alcançá-las!"

E não se esqueça: Se você precisar de apoio emocional, o CVV atende gratuitamente todas as pessoas que precisam conversar (de forma anônima), prestando um serviço de prevenção ao suicídio, por telefone (188), e-mail e chat. Veja mais informações no site: https://www.cvv.org.br/

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Artista revelou que recentemente passou por seu pior quadro depressivo, mas se reergueu ao focar as energias na produção do primeiro disco solo

por Rebecca Silva em 27/09/2018

Já ouviu falar em Setembro Amarelo? A iniciativa, criada em 2015 pelo Centro de Valorização da Vida (CVV), Conselho Federal de Medicina (CFM) e Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), procura abrir espaço para promover discussões sobre o suicídio, de forma a alertar a população e quebrar tabus sobre o assunto.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o suicídio é a terceira causa de morte entre os jovens de 15 a 29 anos.

Billboard Brasil decidiu embarcar nesse desafio e pediu para artistas de diferentes gêneros musicais para abrirem o coração e escreverem cartas aos seus fãs. Ao longo desta semana, você poderá ler aqui no site as cartas de treze artistas brasileiros.

O artista mineiro Bemti, conhecido pelo trabalho no projeto Falso Coral – grupo que mescla pop e alternativo -, lançou o seu primeiro disco solo neste ano. era dois conta com as participações de Johnny Hooker, Natália Noronha (Plutão Já Foi Planeta) e Tuyo.

Em sua carta, o artista tocou no delicado ponto da vivência como LGBT+ e contou um pouco sobre a sua própria trajetória de descoberta e sofrimento, que chegou a levá-lo a considerar o suicídio.

"É um fato bem divulgado que os índices de suicídio entre adolescentes LGBT+ é maior do que entre os adolescentes heterossexuais. Para mim como homem gay que hoje se posiciona abertamente como artista LGBT+ é impossível falar sobre prevenção ao suicídio sem lembrar da minha própria trajetória de descoberta, negação, sofrimento... E, claro, pensamentos sobre dar fim à própria vida para não precisar lidar com tanta pressão e condenação externa.

Infelizmente, mesmo com tantos avanços, nossa atmosfera atual parece apontar para um futuro que pode nos perseguir cada vez mais e isso é extremamente nocivo para nossas vidas. Para nossa sobrevivência. Conseguir ser um adulto LGBT+ bem resolvido é vencer um labirinto de incertezas que muitas vezes desembocam em depressão (e quantas vezes já desembocaram em suicídio?).

Se você é um jovem LGBT+ nadando nesse oceano de dúvidas, se cerque de amigos que te amam! Se encontre em ambientes que são amigáveis e que te aceitam como você é! Se aproxime e encontre quem te faz bem e quem possa fazê-lo enxergar todas as belezas de viver e de compartilhar, mesmo nos ambientes mais hostis! Se você tem o apoio de sua família, melhor ainda, agarre com todas as forças esse privilégio! Forme um escudo com esse amor que vem de amigos e de sua família (mesmo que seja a família que você escolheu), e não tenha medo de procurar ajuda.

Fazer terapia deveria ser um direito essencial, mas é bem caro, e às vezes as alternativas gratuitas não são acessíveis. Além da terapia há caminhos como o esporte, a arte, a música, o voluntariado... que podem trazer a faísca que deixa acesa essa chama de querer continuar vivendo. Eu mesmo venci ano passado meu pior quadro depressivo dos últimos 10 anos colocando toda minha energia para fazer meu primeiro disco solo, cercado de amigos novos e antigos. Há sempre muita beleza nos menores gestos e acontecimentos, acredite nas fases melhores e que você tenha toda a força do mundo para alcançá-las!"

E não se esqueça: Se você precisar de apoio emocional, o CVV atende gratuitamente todas as pessoas que precisam conversar (de forma anônima), prestando um serviço de prevenção ao suicídio, por telefone (188), e-mail e chat. Veja mais informações no site: https://www.cvv.org.br/