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#SetembroAmarelo Cat Dealers: “A vida não é perfeita igual no Instagram”

Pedro, que faz parte do projeto de música eletrônica, entrou na corrente e contou sobre como a perda de um amigo o levou a ficar mais atento aos sinais da depressão

por Rebecca Silva em 27/09/2018

Já ouviu falar em Setembro Amarelo? A iniciativa, criada em 2015 pelo Centro de Valorização da Vida (CVV), Conselho Federal de Medicina (CFM) e Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), procura abrir espaço para promover discussões sobre o suicídio, de forma a alertar a população e quebrar tabus sobre o assunto.


Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o suicídio é a terceira causa de morte entre os jovens de 15 a 29 anos.


A Billboard Brasil decidiu embarcar nesse desafio e pediu para artistas de diferentes gêneros musicais para abrirem o coração e escreverem cartas aos seus fãs. Ao longo desta semana, você poderá ler aqui no site as cartas de treze artistas brasileiros.


Pedro, DJ e produtor que faz parte da dupla de música eletrônica Cat Dealers, também deixou um registro para os fãs. O projeto, que entrou para a lista dos 100 maiores DJs do mundo pela revista britânica DJ Mag, faz sucesso nas festas de música eletrônica que acontecem pelo Brasil e pelo mundo, com passagens pelas edições nacionais do Lollapalooza e do Rock in Rio.


Em sua carta, Pedro revelou que a depressão já levou um amigo. Com essa experiência, ele aprendeu que a doença pode estar mais perto do que parece e que por isso precisamos estar atentos aos sinais.

“Depressão é aquele assunto que ninguém acredita que seja verdade, até que aconteça perto de você. Eu infelizmente já passei por essa situação com um amigo. Achava que era impossível de acontecer, até acontecer com ele e, quando eu percebi que era real, já era tarde demais. Aprendi com isso que muitas vezes está mais perto do que parece, com pessoas bem próximas e que fazem de tudo para ninguém perceber. Aprendi com isso a ficar atento aos sinais com as pessoas que eu amo e até comigo mesmo. Às vezes uma conversa pode fazer toda a diferença. Então se você não está se sentindo bem, converse com as pessoas que você ama, fale como você se sente. Não tente fazer parecer que está tudo bem. A vida não é perfeita igual no Instagram, todos nós temos momentos ruins, momentos em que precisamos de ajuda, e não existe nada melhor do que ser ajudado por pessoas que você se sente confortável estando junto. E você que é uma pessoa mais sensível como eu, não ignore esse seu lado e fique atento nos detalhes. Muitas vezes pessoas muito próximas de você precisam de ajuda, mas não vão falar nada. Se você perceber e puxar o assunto, elas vão se abrir e só isso já pode mudar tudo. Não se afaste nem deixe de fazer. Eu me afastei e quando me dei conta, já era tarde demais. Me torturei muito por não ter dado a devida atenção na época e cresci muito com aquela situação. Hoje em dia estou sempre atento e, mesmo com a minha vida virada do avesso por causa da carreira, estou sempre próximo dos meus amigos e família conversando e ajudando como posso. Por mais clichê que seja, o amor realmente cura tudo!”

E não se esqueça: Se você precisar de apoio emocional, o CVV atende gratuitamente todas as pessoas que precisam conversar (de forma anônima), prestando um serviço de prevenção ao suicídio, por telefone (188), e-mail e chat. Veja mais informações no site: https://www.cvv.org.br/

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#SetembroAmarelo Cat Dealers: “A vida não é perfeita igual no Instagram”

Pedro, que faz parte do projeto de música eletrônica, entrou na corrente e contou sobre como a perda de um amigo o levou a ficar mais atento aos sinais da depressão

por Rebecca Silva em 27/09/2018

Já ouviu falar em Setembro Amarelo? A iniciativa, criada em 2015 pelo Centro de Valorização da Vida (CVV), Conselho Federal de Medicina (CFM) e Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), procura abrir espaço para promover discussões sobre o suicídio, de forma a alertar a população e quebrar tabus sobre o assunto.


Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o suicídio é a terceira causa de morte entre os jovens de 15 a 29 anos.


A Billboard Brasil decidiu embarcar nesse desafio e pediu para artistas de diferentes gêneros musicais para abrirem o coração e escreverem cartas aos seus fãs. Ao longo desta semana, você poderá ler aqui no site as cartas de treze artistas brasileiros.


Pedro, DJ e produtor que faz parte da dupla de música eletrônica Cat Dealers, também deixou um registro para os fãs. O projeto, que entrou para a lista dos 100 maiores DJs do mundo pela revista britânica DJ Mag, faz sucesso nas festas de música eletrônica que acontecem pelo Brasil e pelo mundo, com passagens pelas edições nacionais do Lollapalooza e do Rock in Rio.


Em sua carta, Pedro revelou que a depressão já levou um amigo. Com essa experiência, ele aprendeu que a doença pode estar mais perto do que parece e que por isso precisamos estar atentos aos sinais.

“Depressão é aquele assunto que ninguém acredita que seja verdade, até que aconteça perto de você. Eu infelizmente já passei por essa situação com um amigo. Achava que era impossível de acontecer, até acontecer com ele e, quando eu percebi que era real, já era tarde demais. Aprendi com isso que muitas vezes está mais perto do que parece, com pessoas bem próximas e que fazem de tudo para ninguém perceber. Aprendi com isso a ficar atento aos sinais com as pessoas que eu amo e até comigo mesmo. Às vezes uma conversa pode fazer toda a diferença. Então se você não está se sentindo bem, converse com as pessoas que você ama, fale como você se sente. Não tente fazer parecer que está tudo bem. A vida não é perfeita igual no Instagram, todos nós temos momentos ruins, momentos em que precisamos de ajuda, e não existe nada melhor do que ser ajudado por pessoas que você se sente confortável estando junto. E você que é uma pessoa mais sensível como eu, não ignore esse seu lado e fique atento nos detalhes. Muitas vezes pessoas muito próximas de você precisam de ajuda, mas não vão falar nada. Se você perceber e puxar o assunto, elas vão se abrir e só isso já pode mudar tudo. Não se afaste nem deixe de fazer. Eu me afastei e quando me dei conta, já era tarde demais. Me torturei muito por não ter dado a devida atenção na época e cresci muito com aquela situação. Hoje em dia estou sempre atento e, mesmo com a minha vida virada do avesso por causa da carreira, estou sempre próximo dos meus amigos e família conversando e ajudando como posso. Por mais clichê que seja, o amor realmente cura tudo!”

E não se esqueça: Se você precisar de apoio emocional, o CVV atende gratuitamente todas as pessoas que precisam conversar (de forma anônima), prestando um serviço de prevenção ao suicídio, por telefone (188), e-mail e chat. Veja mais informações no site: https://www.cvv.org.br/