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#SetembroAmarelo Clau: “Que sejamos mais unidos e tolerantes às batalhas que cada um vive”

Cantora revelou que chegou a cursar psicologia para ajudar a amenizar a dor do outro, mas encontrou uma forma de fazer isso na música

por Rebecca Silva em 27/09/2018

Já ouviu falar em Setembro Amarelo? A iniciativa, criada em 2015 pelo Centro de Valorização da Vida (CVV), Conselho Federal de Medicina (CFM) e Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), procura abrir espaço para promover discussões sobre o suicídio, de forma a alertar a população e quebrar tabus sobre o assunto.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o suicídio é a terceira causa de morte entre os jovens de 15 a 29 anos.

Billboard Brasil decidiu embarcar nesse desafio e pediu para artistas de diferentes gêneros musicais para abrirem o coração e escreverem cartas aos seus fãs. Ao longo desta semana, você poderá ler aqui no site as cartas de treze artistas brasileiros.

A cantora Clau, que está trilhando o seu caminho na música fazendo seu pop que também bebe na fonte do hip hop, entrou na corrente. Seu single mais recente, “Pouca Pausa”, em parceria com Haikaiss e Cortesia da Casa, já ultrapassou a marca de 22 milhões de visualizações no YouTube.

Em sua carta, Clau revelou que tem contato com a depressão desde que era nova e sua família sempre a ensinou a olhar para a dor do outro com empatia. Por isso, durante um tempo, chegou a cursar Psicologia, mas que hoje entende que a sua forma de ajudar o outro é por meio da música.

Setembro é um mês especial por ser dedicado a um tema importante: a prevenção ao suicídio. Mas, infelizmente, a depressão é uma doença presente na vida das pessoas em qualquer mês do ano, em qualquer classe social, qualquer cor, idade ou gênero. 

A depressão é uma doença. Mas, ao contrário de uma gripe, por exemplo, ela se encontra única e exclusivamente dentro das pessoas. O ser humano tem a triste mania de só acreditar naquilo que se consegue enxergar. Mas a depressão não se pode enxergar. E por isso, muitas vezes ela passa despercebida ou é diminuída pelas pessoas.

Desde pequena tenho contato com esse assunto e, felizmente, tive uma família que me ensinou a ter empatia pela dor do outro. Dor essa que, com o passar do tempo, me fez perceber que eu sou mais sensível do que pensava ser. Percebi que o sofrimento do outro pode não estar relacionado diretamente a mim, mas que não posso ignorá-lo. 

Busquei o curso de Psicologia com a intenção de ajudar essas pessoas que talvez estejam perdidas ou que tenham desanimado em alguma curva ao longo do caminho. Viver não é fácil, de fato. É um desafio diário. Energias negativas existem. Decepções, erros e tropeços acontecem. Porém, a ideia de desistir não pode ser a solução! E eu me propus a encontrar uma forma de amenizar essas durezas da vida. Devo confessar que não foi na Psicologia! (O curso é incrível, mas cada um com sua vocação, né?) E hoje me vejo motivada a fazer isso através da minha música. Penso que tenho essa missão de transmitir ideias positivas e de força. 

Que sejamos mais unidos e tolerantes às batalhas que cada um vive. Tento melhorar as coisas através do que canto. Se isso melhorar o dia de uma pessoa que seja ou se a ajudar a enxergar o seu valor, já será algo especial para mim. Nessas horas, a amizade e a união são essenciais. Palavras de carinho e pequenos gestos de bondade podem transformar o dia de uma pessoa ou, quem sabe, acender uma luz de esperança no mundo e na humanidade. 

Eu só estou aqui pelo amor. O amor puro, o amor ao próximo e o amor próprio sempre serão a minha luta. Esta sempre vai ser a minha bandeira. Estou com você.”

E não se esqueça: Se você precisar de apoio emocional, o CVV atende gratuitamente todas as pessoas que precisam conversar (de forma anônima), prestando um serviço de prevenção ao suicídio, por telefone (188), e-mail e chat. Veja mais informações no site: https://www.cvv.org.br/

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#SetembroAmarelo Clau: “Que sejamos mais unidos e tolerantes às batalhas que cada um vive”

Cantora revelou que chegou a cursar psicologia para ajudar a amenizar a dor do outro, mas encontrou uma forma de fazer isso na música

por Rebecca Silva em 27/09/2018

Já ouviu falar em Setembro Amarelo? A iniciativa, criada em 2015 pelo Centro de Valorização da Vida (CVV), Conselho Federal de Medicina (CFM) e Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), procura abrir espaço para promover discussões sobre o suicídio, de forma a alertar a população e quebrar tabus sobre o assunto.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o suicídio é a terceira causa de morte entre os jovens de 15 a 29 anos.

Billboard Brasil decidiu embarcar nesse desafio e pediu para artistas de diferentes gêneros musicais para abrirem o coração e escreverem cartas aos seus fãs. Ao longo desta semana, você poderá ler aqui no site as cartas de treze artistas brasileiros.

A cantora Clau, que está trilhando o seu caminho na música fazendo seu pop que também bebe na fonte do hip hop, entrou na corrente. Seu single mais recente, “Pouca Pausa”, em parceria com Haikaiss e Cortesia da Casa, já ultrapassou a marca de 22 milhões de visualizações no YouTube.

Em sua carta, Clau revelou que tem contato com a depressão desde que era nova e sua família sempre a ensinou a olhar para a dor do outro com empatia. Por isso, durante um tempo, chegou a cursar Psicologia, mas que hoje entende que a sua forma de ajudar o outro é por meio da música.

Setembro é um mês especial por ser dedicado a um tema importante: a prevenção ao suicídio. Mas, infelizmente, a depressão é uma doença presente na vida das pessoas em qualquer mês do ano, em qualquer classe social, qualquer cor, idade ou gênero. 

A depressão é uma doença. Mas, ao contrário de uma gripe, por exemplo, ela se encontra única e exclusivamente dentro das pessoas. O ser humano tem a triste mania de só acreditar naquilo que se consegue enxergar. Mas a depressão não se pode enxergar. E por isso, muitas vezes ela passa despercebida ou é diminuída pelas pessoas.

Desde pequena tenho contato com esse assunto e, felizmente, tive uma família que me ensinou a ter empatia pela dor do outro. Dor essa que, com o passar do tempo, me fez perceber que eu sou mais sensível do que pensava ser. Percebi que o sofrimento do outro pode não estar relacionado diretamente a mim, mas que não posso ignorá-lo. 

Busquei o curso de Psicologia com a intenção de ajudar essas pessoas que talvez estejam perdidas ou que tenham desanimado em alguma curva ao longo do caminho. Viver não é fácil, de fato. É um desafio diário. Energias negativas existem. Decepções, erros e tropeços acontecem. Porém, a ideia de desistir não pode ser a solução! E eu me propus a encontrar uma forma de amenizar essas durezas da vida. Devo confessar que não foi na Psicologia! (O curso é incrível, mas cada um com sua vocação, né?) E hoje me vejo motivada a fazer isso através da minha música. Penso que tenho essa missão de transmitir ideias positivas e de força. 

Que sejamos mais unidos e tolerantes às batalhas que cada um vive. Tento melhorar as coisas através do que canto. Se isso melhorar o dia de uma pessoa que seja ou se a ajudar a enxergar o seu valor, já será algo especial para mim. Nessas horas, a amizade e a união são essenciais. Palavras de carinho e pequenos gestos de bondade podem transformar o dia de uma pessoa ou, quem sabe, acender uma luz de esperança no mundo e na humanidade. 

Eu só estou aqui pelo amor. O amor puro, o amor ao próximo e o amor próprio sempre serão a minha luta. Esta sempre vai ser a minha bandeira. Estou com você.”

E não se esqueça: Se você precisar de apoio emocional, o CVV atende gratuitamente todas as pessoas que precisam conversar (de forma anônima), prestando um serviço de prevenção ao suicídio, por telefone (188), e-mail e chat. Veja mais informações no site: https://www.cvv.org.br/