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#SetembroAmarelo Projota: “Não tenha medo e nem vergonha de lutar pela sua felicidade”

O rapper revelou que, apesar de ser visto muitas vezes pelo público como alguém seguro de si, já passou por momentos em que ia fazer shows praticamente arrastado por causa da depressão

por Rebecca Silva em 26/09/2018

Já ouviu falar em Setembro Amarelo? A iniciativa, criada em 2015 pelo Centro de Valorização da Vida (CVV), Conselho Federal de Medicina (CFM) e Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), procura abrir espaço para promover discussões sobre o suicídio, de forma a alertar a população e quebrar tabus sobre o assunto.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o suicídio é a terceira causa de morte entre os jovens de 15 a 29 anos.

Billboard Brasil decidiu embarcar nesse desafio e pediu para artistas de diferentes gêneros musicais para abrirem o coração e escreverem cartas aos seus fãs. Ao longo desta semana, você poderá ler aqui no site as cartas de treze artistas brasileiros.

O rapper Projota topou entrar na nossa corrente do bem. Conhecido pelos hits e pelos feats com nomes como Anitta e Anavitória, Projota procura sempre transmitir, com suas letras, um aumento na autoestima, além de servir como espelho para muitos jovens que querem melhorar de vida. Por causa disso, muitas vezes é visto como alguém confiante e seguro de si, mas o rapper fez questão de pontuar na carta que também tem seus momentos difíceis.

"SEM PARTIDO, SEM SIGLA, SEM COR,” DIZ PROJOTA SOBRE NOVO SINGLE “SR. PRESIDENTE” 

“Ei! Vou te contar uma coisa e peço que isso fique só entre nós.
A verdade é que eu estou longe de ser esse poço de segurança que você enxerga em mim. Eu sangro, assim como você. E eu já sangrei demais.
Eu posso te entender, sei exatamente pelo que você está passando. É cobrança demais, pressão demais vindo de fora, e a pressão que não vem de fora, vem de dentro da gente.
Será que a gente vive num modelo ideal de sociedade? Olha, eu tenho certeza que não. Mas eu também tenho mais uma certeza: tanto eu quanto você, somos sim, fortes o suficiente para enfrentar esses problemas.
Me lembro como se fosse agora, dias e dias trancado em casa, comendo besteira, vendo tv, me alimentando de informações e hábitos que estavam acabando comigo. Nos dias de show, eu tinha preguiça de sair, ia trabalhar praticamente arrastado. Foram meses que duraram uma eternidade.
Até que um dia eu acordei daquele feitiço. E isso me faz saber que a depressão não é incurável. Um dia eu abri o grupo do Whatsapp que tenho com meus melhores amigos - aqueles amigos de infância, sabe? - mandei uma mensagem que dizia mais ou menos assim:
“Salve família! Então, engoli meu orgulho hoje e vim aqui falar para vocês que EU NÃO TO BEM. Sei que na minha posição tudo parece perfeito, eu apenas não sei explicar, só sei que não estou bem. Preciso de vocês...”
Naquele momento eu assumi de verdade que entendia minha situação, meu estado, e passei a buscar as coisas que me faziam bem: estar com meus amigos, com minha família. Voltar a saborear 100% as pequenas satisfações da vida. E ali eu melhorei.
Voltei a compor, me reencontrei com Deus, me reencontrei comigo mesmo. E me reencontrei com você e todas as pessoas que me acompanham.
A depressão é uma doença que se sofre sozinho, as marcas nem sempre aparentes nos permitem mentir para nós mesmos e para o mundo e fingimos que está tudo bem. Mas eu aprendi muito com isso. Hoje eu sou menos orgulhoso e me reconectei com o que há de mais puro na vida. 
Não tenha medo e nem vergonha de lutar pela sua felicidade. Aceite, entenda, enfrente e vença.”

E não se esqueça: Se você precisar de apoio emocional, o CVV atende gratuitamente todas as pessoas que precisam conversar (de forma anônima), prestando um serviço de prevenção ao suicídio, por telefone (188), e-mail e chat. Veja mais informações no site: https://www.cvv.org.br/

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#SetembroAmarelo Projota: “Não tenha medo e nem vergonha de lutar pela sua felicidade”

O rapper revelou que, apesar de ser visto muitas vezes pelo público como alguém seguro de si, já passou por momentos em que ia fazer shows praticamente arrastado por causa da depressão

por Rebecca Silva em 26/09/2018

Já ouviu falar em Setembro Amarelo? A iniciativa, criada em 2015 pelo Centro de Valorização da Vida (CVV), Conselho Federal de Medicina (CFM) e Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), procura abrir espaço para promover discussões sobre o suicídio, de forma a alertar a população e quebrar tabus sobre o assunto.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o suicídio é a terceira causa de morte entre os jovens de 15 a 29 anos.

Billboard Brasil decidiu embarcar nesse desafio e pediu para artistas de diferentes gêneros musicais para abrirem o coração e escreverem cartas aos seus fãs. Ao longo desta semana, você poderá ler aqui no site as cartas de treze artistas brasileiros.

O rapper Projota topou entrar na nossa corrente do bem. Conhecido pelos hits e pelos feats com nomes como Anitta e Anavitória, Projota procura sempre transmitir, com suas letras, um aumento na autoestima, além de servir como espelho para muitos jovens que querem melhorar de vida. Por causa disso, muitas vezes é visto como alguém confiante e seguro de si, mas o rapper fez questão de pontuar na carta que também tem seus momentos difíceis.

"SEM PARTIDO, SEM SIGLA, SEM COR,” DIZ PROJOTA SOBRE NOVO SINGLE “SR. PRESIDENTE” 

“Ei! Vou te contar uma coisa e peço que isso fique só entre nós.
A verdade é que eu estou longe de ser esse poço de segurança que você enxerga em mim. Eu sangro, assim como você. E eu já sangrei demais.
Eu posso te entender, sei exatamente pelo que você está passando. É cobrança demais, pressão demais vindo de fora, e a pressão que não vem de fora, vem de dentro da gente.
Será que a gente vive num modelo ideal de sociedade? Olha, eu tenho certeza que não. Mas eu também tenho mais uma certeza: tanto eu quanto você, somos sim, fortes o suficiente para enfrentar esses problemas.
Me lembro como se fosse agora, dias e dias trancado em casa, comendo besteira, vendo tv, me alimentando de informações e hábitos que estavam acabando comigo. Nos dias de show, eu tinha preguiça de sair, ia trabalhar praticamente arrastado. Foram meses que duraram uma eternidade.
Até que um dia eu acordei daquele feitiço. E isso me faz saber que a depressão não é incurável. Um dia eu abri o grupo do Whatsapp que tenho com meus melhores amigos - aqueles amigos de infância, sabe? - mandei uma mensagem que dizia mais ou menos assim:
“Salve família! Então, engoli meu orgulho hoje e vim aqui falar para vocês que EU NÃO TO BEM. Sei que na minha posição tudo parece perfeito, eu apenas não sei explicar, só sei que não estou bem. Preciso de vocês...”
Naquele momento eu assumi de verdade que entendia minha situação, meu estado, e passei a buscar as coisas que me faziam bem: estar com meus amigos, com minha família. Voltar a saborear 100% as pequenas satisfações da vida. E ali eu melhorei.
Voltei a compor, me reencontrei com Deus, me reencontrei comigo mesmo. E me reencontrei com você e todas as pessoas que me acompanham.
A depressão é uma doença que se sofre sozinho, as marcas nem sempre aparentes nos permitem mentir para nós mesmos e para o mundo e fingimos que está tudo bem. Mas eu aprendi muito com isso. Hoje eu sou menos orgulhoso e me reconectei com o que há de mais puro na vida. 
Não tenha medo e nem vergonha de lutar pela sua felicidade. Aceite, entenda, enfrente e vença.”

E não se esqueça: Se você precisar de apoio emocional, o CVV atende gratuitamente todas as pessoas que precisam conversar (de forma anônima), prestando um serviço de prevenção ao suicídio, por telefone (188), e-mail e chat. Veja mais informações no site: https://www.cvv.org.br/