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Sombra e água fresca: Conheça a vibe praiana da Melim

Formada por três irmãos e com EP lançado pela Universal, banda já entrou em estúdio para produzir primeiro disco

por Rebecca Silva em 13/03/2018

Há quem prefira trabalhar com pessoas conhecidas – afinal, há muito mais afinidade e confiança. Há, no entanto, quem fuja dessas situações, para que possa separar a vida pessoal da profissional.

Apesar da sombra de Liam e Noel Gallagher, são muitos os exemplos na música brasileira de irmãos que resolveram trabalhar juntos e que deram certo. As duplas sertanejas que o digam. Se depender das boas vibrações e da energia que a música dos irmãos da Melim passa, eles entrarão para a lista que aprova a mistura do profissional com o pessoal.

Formada por Rodrigo e Diogo, gêmeos, e Gabi, a irmã caçula, a banda nasceu sem muita pretensão, durante uma participação da mais nova em um festival de música. Com o apoio da família, dos amigos e do público, resolveram arriscar. E depois de uma participação no programa Superstar, assinaram contrato com a Universal Music, lançaram EP (no ano passado) e já entraram em estúdio para gravar o próximo projeto.

A Billboard Brasil conversou com a Melim e falou sobre o surgimento da banda, as influências musicais e os próximos passos na carreira:

Vocês estão em família. A música é algo que veio da árvore genealógica?

Diogo: De certa forma sim, vem da família. Desde pequenos tivemos acesso a instrumentos, fizemos aula de música. Nossos pais não são músicos, mas gostam muito de música. Cantamos desde cedo em karaokê juntos, eles têm vozes lindas.

E é mais fácil ou mais difícil trabalhar com os irmãos? Qual o ponto alto e o ponto baixo da parceria?

Gabi: Mais fácil! A gente já se conhece desde sempre, se respeita. É claro que irmãos brigam – nós também brigamos -, mas nunca faltamos com respeito. E irmão é para sempre.

Rodrigo: A gente convive 24 horas, moramos juntos. O ponto alto é compartilhar as conquistas, vibrar junto, viver esse sonho. É uma emoção muito grande. O ponto baixo é, às vezes, querer espaço, ficar sozinho e nem sempre conseguir.

Vocês são de Niterói, no Rio de Janeiro. Essa cultura de praia sempre acompanhou vocês?

Gabi: A gente morou perto da praia, íamos sempre, amamos. Num momento, seguíamos mais essa vibe praiana na música, no estilo. Com o amadurecimento, fomos para outros lados. O nosso conceito é pop, mas passeamos pela surf music, pela MPB.

O gênero de vocês ficou muito conhecido por causa de artistas lá de fora, como Colbie Caillat e Jack Johnson. Como é dar a pitada brasileira?

Diogo: Nós amamos pop internacional, mas também ouvimos muita música nacional. Djavan, Natiruts, Skank, Jota Quest. Cada um ouve uma coisa e traz as referências.

Vocês participaram do programa Superstar. Contem um pouco sobre essa experiência.

Gabi: Eu comecei a cantar com 15 anos e meu repertório era de samba de raiz. Eles tocavam em banda, pop rock. A Melim nasceu meses antes do programa, durante uma apresentação minha em um festival de música em Canela, no Rio Grande do Sul. A resposta do público foi positiva. Colocamos um vídeo no Instagram e fomos convidados para fazer o teste para o programa.

Diogo: Foi muito emocionante. Na época, batemos recorde nas votações, foi uma experiência única. Apesar da competição, da tensão, como primeiro passo para a banda, foi o melhor que poderíamos ter. Saímos do programa e continuamos a trabalhar e a crescer sem a divulgação semanal da Globo. Gravamos nossas músicas autorais, divulgamos e aí encontramos com a gravadora Universal Music. Ainda estamos amadurecendo, como pessoas e artistas.

Vocês também compõem para outros artistas. Como é esse processo?

Diogo: Já tivemos músicas gravadas por Ivete Sangalo, Psirico e Jorge & Mateus, Luan Santana, Sorriso Maroto. Acaba sendo muita coisa o que escrevemos para a gente, mas os artistas gostam e transformam, dando a cara deles. É sempre uma surpresa quando se identificam. Costumamos compor juntos e as melhores músicas são as que foram escritas pelos três.

O EP foi lançado no ano passado. Já entraram em estúdio novamente? Quais os próximos passos para a banda?

Gabi: Entramos em estúdio para gravar álbum. Pensamos na concepção por inteiro e colorimos de diversas formas, com um pouco de tudo, do folk ao reggaeton.

Diogo: Não sabemos ainda se vamos lançar o álbum inteiro ou o material dividido em outros EPs. Como ainda não temos um álbum completo, é um sonho nosso. Mas, independentemente da forma, sai no meio do ano. Serão mais 13 faixas inéditas. Por nós, lançaríamos agora, mas tem toda a questão de planejamento da gravadora.

Gabi: Ficamos compondo por muitos meses, no total foram umas 40 músicas. Foi bem difícil escolher e diminuir esse número.

 

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Sombra e água fresca: Conheça a vibe praiana da Melim

Formada por três irmãos e com EP lançado pela Universal, banda já entrou em estúdio para produzir primeiro disco

por Rebecca Silva em 13/03/2018

Há quem prefira trabalhar com pessoas conhecidas – afinal, há muito mais afinidade e confiança. Há, no entanto, quem fuja dessas situações, para que possa separar a vida pessoal da profissional.

Apesar da sombra de Liam e Noel Gallagher, são muitos os exemplos na música brasileira de irmãos que resolveram trabalhar juntos e que deram certo. As duplas sertanejas que o digam. Se depender das boas vibrações e da energia que a música dos irmãos da Melim passa, eles entrarão para a lista que aprova a mistura do profissional com o pessoal.

Formada por Rodrigo e Diogo, gêmeos, e Gabi, a irmã caçula, a banda nasceu sem muita pretensão, durante uma participação da mais nova em um festival de música. Com o apoio da família, dos amigos e do público, resolveram arriscar. E depois de uma participação no programa Superstar, assinaram contrato com a Universal Music, lançaram EP (no ano passado) e já entraram em estúdio para gravar o próximo projeto.

A Billboard Brasil conversou com a Melim e falou sobre o surgimento da banda, as influências musicais e os próximos passos na carreira:

Vocês estão em família. A música é algo que veio da árvore genealógica?

Diogo: De certa forma sim, vem da família. Desde pequenos tivemos acesso a instrumentos, fizemos aula de música. Nossos pais não são músicos, mas gostam muito de música. Cantamos desde cedo em karaokê juntos, eles têm vozes lindas.

E é mais fácil ou mais difícil trabalhar com os irmãos? Qual o ponto alto e o ponto baixo da parceria?

Gabi: Mais fácil! A gente já se conhece desde sempre, se respeita. É claro que irmãos brigam – nós também brigamos -, mas nunca faltamos com respeito. E irmão é para sempre.

Rodrigo: A gente convive 24 horas, moramos juntos. O ponto alto é compartilhar as conquistas, vibrar junto, viver esse sonho. É uma emoção muito grande. O ponto baixo é, às vezes, querer espaço, ficar sozinho e nem sempre conseguir.

Vocês são de Niterói, no Rio de Janeiro. Essa cultura de praia sempre acompanhou vocês?

Gabi: A gente morou perto da praia, íamos sempre, amamos. Num momento, seguíamos mais essa vibe praiana na música, no estilo. Com o amadurecimento, fomos para outros lados. O nosso conceito é pop, mas passeamos pela surf music, pela MPB.

O gênero de vocês ficou muito conhecido por causa de artistas lá de fora, como Colbie Caillat e Jack Johnson. Como é dar a pitada brasileira?

Diogo: Nós amamos pop internacional, mas também ouvimos muita música nacional. Djavan, Natiruts, Skank, Jota Quest. Cada um ouve uma coisa e traz as referências.

Vocês participaram do programa Superstar. Contem um pouco sobre essa experiência.

Gabi: Eu comecei a cantar com 15 anos e meu repertório era de samba de raiz. Eles tocavam em banda, pop rock. A Melim nasceu meses antes do programa, durante uma apresentação minha em um festival de música em Canela, no Rio Grande do Sul. A resposta do público foi positiva. Colocamos um vídeo no Instagram e fomos convidados para fazer o teste para o programa.

Diogo: Foi muito emocionante. Na época, batemos recorde nas votações, foi uma experiência única. Apesar da competição, da tensão, como primeiro passo para a banda, foi o melhor que poderíamos ter. Saímos do programa e continuamos a trabalhar e a crescer sem a divulgação semanal da Globo. Gravamos nossas músicas autorais, divulgamos e aí encontramos com a gravadora Universal Music. Ainda estamos amadurecendo, como pessoas e artistas.

Vocês também compõem para outros artistas. Como é esse processo?

Diogo: Já tivemos músicas gravadas por Ivete Sangalo, Psirico e Jorge & Mateus, Luan Santana, Sorriso Maroto. Acaba sendo muita coisa o que escrevemos para a gente, mas os artistas gostam e transformam, dando a cara deles. É sempre uma surpresa quando se identificam. Costumamos compor juntos e as melhores músicas são as que foram escritas pelos três.

O EP foi lançado no ano passado. Já entraram em estúdio novamente? Quais os próximos passos para a banda?

Gabi: Entramos em estúdio para gravar álbum. Pensamos na concepção por inteiro e colorimos de diversas formas, com um pouco de tudo, do folk ao reggaeton.

Diogo: Não sabemos ainda se vamos lançar o álbum inteiro ou o material dividido em outros EPs. Como ainda não temos um álbum completo, é um sonho nosso. Mas, independentemente da forma, sai no meio do ano. Serão mais 13 faixas inéditas. Por nós, lançaríamos agora, mas tem toda a questão de planejamento da gravadora.

Gabi: Ficamos compondo por muitos meses, no total foram umas 40 músicas. Foi bem difícil escolher e diminuir esse número.