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Taking Back Sunday não tem mágoa do suposto plágio do Nx Zero: “Gostaríamos de convidá-los a ir ao nosso show"

por em 20/01/2012
Imagem: Divulgação

O Taking Back Sunday não é uma banda de novatos. Formado em 1999 pelos guitarristas Eddie Reyes e John Nolan, o baixista Shaun Cooper, o vocalista Adam Lazzara e o baterista Mark O’Conell, a banda de Long Island, Nova York, alcançou o sucesso no início dos anos 2000, na febre do hardcore melódico que atingiu o mundo e influenciou estilos como o emo e o screamo.

Em 2003, John Nolan e Shaun Cooper deixaram a banda para formar seu próprio grupo, o Straylight Run. Passados quase dez anos, o Taking Back Sunday retorna aos palcos com sua formação original, com a qual gravou seu quinto álbum de estúdio, autointitulado e lançado em junho do ano passado.

Agora, o grupo vem ao Brasil para fazer sua primeira apresentação em solo tupiniquim. Ao chegar no hotel onde a banda está hospedada, na capital paulista, é possível perceber um agrupamento de fãs que fazem vigília na porta do local. Nada comparado às tietes ensurdecedoras de artistas de grande sucesso entre o público teen como Justin Bieber e Jonas Brothers, mas o suficiente para mostrar que os novaiorquinos continuam em alta com os fãs brasileiros.

A banda toca nos Citibank Hall de São Paulo, na noite de sábado, dia 21, e Rio de Janeiro, no domingo, dia 22. Em entrevista à Billboard Brasil, Adam Lazzara, Eddie Reyes e Shaun Cooper falaram sobre o retorno da banda em sua formação original, a polêmica acusação de plágio feita aos brasileiros do NX Zero e outras curiosidades de sua história. Confira abaixo:


Shaun, como é estar de volta à banda depois de quase dez anos? O que mudou de lá pra cá?

Shaun: Muita coisa. Nós passamos por muitas experiências de vida, experiências musicais. Eu estive em uma banda chamada Straylight Run por sete anos, e as coisas estavam indo bem, até que a banda acabou. Então eu não sabia se ia continuar minha carreira na música. Então recebi uma ligação desses caras para voltar ao Taking Back Sunday, e isso foi algo realmente excitante. Nós todos crescemos muito, como pessoas e como músicos, e é muito bom estar de volta.

O que te motivou a voltar?

Shaun: Eu não estava fazendo nada. John [Nolan, guitarrista] e eu escrevemos músicas juntos por muito tempo, e eu sentia falta de compor com Adam [Lazzara, vocalista] e Eddie [Reyes, guitarrista] e estar apto a ter essa chance novamente foi algo muito excitante. E ver o quanto todos cresceram como músicos e compositores foi algo ótimo. Então quando nos juntamos e começamos a conversar, como amigos primeiramente, voltando a ter a mesma relação, e então estar apto a voltar a trabalhar como compositores juntos, isso foi outra coisa ótima.

E vocês continuam amigos como antes?

Shaun: Bem melhor, eu acho.

Adam: Sim, eu acho que estamos ainda mais amigos agora, como o Shaun disse, porque crescemos muito, e o engraçado é que, normalmente, se tivéssemos momentos ruins, cada um iria seguir separado e fazer o seu lance, mas agora, se temos um momento ruim, todos permanecem juntos, mesmo se não tivermos que ficar juntos, e isso é realmente um ótimo sinal.

Shaun: Sim, como nesta última vez, nós estávamos no bar juntos, e ninguém foi para o seu canto, nós ficamos juntos como uma banda.

E você ouviu os álbuns que o Talking Back Sunday lançou quando você não estava na banda?

Shaun: Sim, eu definitivamente prestei atenção. Eu não tinha ouvido os álbuns inteiros, mas eu me lembro de estar assistindo Jimmy Kimmel Live, que é um programa de TV dos Estados Unidos, e eu ouvi eles tocando “MakeDamnSure” pela primeira vez, e eu fiquei tipo “uau, essa é uma grande música!”, e eu estava muito animado pela banda porque eu sabia que aquilo significava coisas grandes.

E sobre o Straylight Run, a banda acabou ou você acha que você e John podem manter as duas bandas ao mesmo tempo?

Shaun: Não, o Straylight acabou. Nos Estados Unidos as pessoas não vão mais aos nossos shows [risos]. Então ninguém mais quer isso. Se as pessoas quiserem ver a banda junta algum dia, eu não sei, em cinco anos, se por acaso o Taking Back Sunday fizer uma pausa, talvez toquemos um show ou dois. Mas sempre há a oportunidade  de fazer algo, mas agora eu e John estamos completamente focados em fazer do Taking Back Sunday a maior banda de todas.

Como é crescer na estrada e ver seus fãs crescendo também?

Eddie: Na verdade eu tive uma boa experiência sobre isso. Em uma das nossas turnês eu encontrei um casal, e eu lembrava deles de dez anos atrás. Eles se conheceram em um dos nossos shows. Eles eram dois adolescentes, e então eu os vi novamente, e eles estavam casados. E então, nesse ano, eu os encontrei mais uma vez e eles estavam com seu filho de cinco anos de idade. Então eu vi tudo isso acontecer em dez anos, o que foi muito legal.

Em 2009 vocês afirmaram que a banda brasileira NX Zero plagiou sua música “MakeDamnSure” na música “Daqui Pra Frente”. Vocês podem falar algo sobre essa história?

Shaun: Eu acho que eles nos fizeram mais populares, porque todo mundo fala disso [risos]

Adam: Isso chamou nossa atenção na época. Eu ouvi a música, e eu fiquei chocado, porque é a mesma coisa, eu só acho que eles trocaram o tom. Mas isso pode ser só uma coincidência, você sabe.

Mas vocês nunca processaram eles…

Adam: Não. Nós não somos esse tipo de pessoa.

Eddie: Na verdade nós não ficamos bravos por isso. Não é grande coisa. Eu acho que as outras pessoas fazem disso algo maior do que nós achamos que é.

Adam: Se isso vai trazer mais atenção para nosso disco você pode tomar isso como algo enorme. [risos]

Eddie: Mas na verdade nós gostariamos de convidá-los a vir ao nosso show.

Adam: É, eles parecem boa pinta. [risos]

Nos últimos anos nós estamos vendo o hardcore perder espaço na mídia para estilos como o country e o pop. Vocês acham que o hardcore pode voltar a ter a atenção que teve no começo dos anos 2000?

Adam: Sim. Eu acho que tudo vem em ondas. Agora a onda é mais para o pop, mas tudo volta.

Shaun: Eu acho que vai ser uma época excitante, com o Refused e o At the Drive In de volta. Eu acho que as pessoas estão procurando por algo novo e agressivo como isso, e eu acho que esses caras podem ser os líderes.

Eddie: Eu mal posso esperar, porque há muita porcaria por aí…

Entre as bandas que fazem sucesso na mídia, há alguma banda em atividade que vocês acreditam que faça música de qualidade?

Adam: Eu amo o Mumford and Sons, e eles estão grandes agora.

Adam: Tem o My Morning Jacket, o ultimo disco deles é demais. Eu tive a chance de vê-los ao vivo e eles fazem um ótimo show. São uma grande banda.

Ainda falando de bandas. Quais foram suas maiores influências?

Eddie: Eu acho que as influências mais importantes para mim como guitarrista foram Brian Baker [guitarrista da banda de hardcore Minor Threat] e Walter Schreifels, do Gorilla Biscuits. Eu peguei muita coisa deles.

E falando sobre seu ultimo álbum, o primeiro desde que Shaun e John voltaram. O que vocês acham que mudou?

Adam: Nós crescemos muito desde então, e muita coisa aconteceu entre o tempo que gravamos nosso primeiro disco e este último. E eu gosto de pensar que nós escrevemos músicas melhores agora.

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Taking Back Sunday não tem mágoa do suposto plágio do Nx Zero: “Gostaríamos de convidá-los a ir ao nosso show"

por em 20/01/2012
Imagem: Divulgação

O Taking Back Sunday não é uma banda de novatos. Formado em 1999 pelos guitarristas Eddie Reyes e John Nolan, o baixista Shaun Cooper, o vocalista Adam Lazzara e o baterista Mark O’Conell, a banda de Long Island, Nova York, alcançou o sucesso no início dos anos 2000, na febre do hardcore melódico que atingiu o mundo e influenciou estilos como o emo e o screamo.

Em 2003, John Nolan e Shaun Cooper deixaram a banda para formar seu próprio grupo, o Straylight Run. Passados quase dez anos, o Taking Back Sunday retorna aos palcos com sua formação original, com a qual gravou seu quinto álbum de estúdio, autointitulado e lançado em junho do ano passado.

Agora, o grupo vem ao Brasil para fazer sua primeira apresentação em solo tupiniquim. Ao chegar no hotel onde a banda está hospedada, na capital paulista, é possível perceber um agrupamento de fãs que fazem vigília na porta do local. Nada comparado às tietes ensurdecedoras de artistas de grande sucesso entre o público teen como Justin Bieber e Jonas Brothers, mas o suficiente para mostrar que os novaiorquinos continuam em alta com os fãs brasileiros.

A banda toca nos Citibank Hall de São Paulo, na noite de sábado, dia 21, e Rio de Janeiro, no domingo, dia 22. Em entrevista à Billboard Brasil, Adam Lazzara, Eddie Reyes e Shaun Cooper falaram sobre o retorno da banda em sua formação original, a polêmica acusação de plágio feita aos brasileiros do NX Zero e outras curiosidades de sua história. Confira abaixo:


Shaun, como é estar de volta à banda depois de quase dez anos? O que mudou de lá pra cá?

Shaun: Muita coisa. Nós passamos por muitas experiências de vida, experiências musicais. Eu estive em uma banda chamada Straylight Run por sete anos, e as coisas estavam indo bem, até que a banda acabou. Então eu não sabia se ia continuar minha carreira na música. Então recebi uma ligação desses caras para voltar ao Taking Back Sunday, e isso foi algo realmente excitante. Nós todos crescemos muito, como pessoas e como músicos, e é muito bom estar de volta.

O que te motivou a voltar?

Shaun: Eu não estava fazendo nada. John [Nolan, guitarrista] e eu escrevemos músicas juntos por muito tempo, e eu sentia falta de compor com Adam [Lazzara, vocalista] e Eddie [Reyes, guitarrista] e estar apto a ter essa chance novamente foi algo muito excitante. E ver o quanto todos cresceram como músicos e compositores foi algo ótimo. Então quando nos juntamos e começamos a conversar, como amigos primeiramente, voltando a ter a mesma relação, e então estar apto a voltar a trabalhar como compositores juntos, isso foi outra coisa ótima.

E vocês continuam amigos como antes?

Shaun: Bem melhor, eu acho.

Adam: Sim, eu acho que estamos ainda mais amigos agora, como o Shaun disse, porque crescemos muito, e o engraçado é que, normalmente, se tivéssemos momentos ruins, cada um iria seguir separado e fazer o seu lance, mas agora, se temos um momento ruim, todos permanecem juntos, mesmo se não tivermos que ficar juntos, e isso é realmente um ótimo sinal.

Shaun: Sim, como nesta última vez, nós estávamos no bar juntos, e ninguém foi para o seu canto, nós ficamos juntos como uma banda.

E você ouviu os álbuns que o Talking Back Sunday lançou quando você não estava na banda?

Shaun: Sim, eu definitivamente prestei atenção. Eu não tinha ouvido os álbuns inteiros, mas eu me lembro de estar assistindo Jimmy Kimmel Live, que é um programa de TV dos Estados Unidos, e eu ouvi eles tocando “MakeDamnSure” pela primeira vez, e eu fiquei tipo “uau, essa é uma grande música!”, e eu estava muito animado pela banda porque eu sabia que aquilo significava coisas grandes.

E sobre o Straylight Run, a banda acabou ou você acha que você e John podem manter as duas bandas ao mesmo tempo?

Shaun: Não, o Straylight acabou. Nos Estados Unidos as pessoas não vão mais aos nossos shows [risos]. Então ninguém mais quer isso. Se as pessoas quiserem ver a banda junta algum dia, eu não sei, em cinco anos, se por acaso o Taking Back Sunday fizer uma pausa, talvez toquemos um show ou dois. Mas sempre há a oportunidade  de fazer algo, mas agora eu e John estamos completamente focados em fazer do Taking Back Sunday a maior banda de todas.

Como é crescer na estrada e ver seus fãs crescendo também?

Eddie: Na verdade eu tive uma boa experiência sobre isso. Em uma das nossas turnês eu encontrei um casal, e eu lembrava deles de dez anos atrás. Eles se conheceram em um dos nossos shows. Eles eram dois adolescentes, e então eu os vi novamente, e eles estavam casados. E então, nesse ano, eu os encontrei mais uma vez e eles estavam com seu filho de cinco anos de idade. Então eu vi tudo isso acontecer em dez anos, o que foi muito legal.

Em 2009 vocês afirmaram que a banda brasileira NX Zero plagiou sua música “MakeDamnSure” na música “Daqui Pra Frente”. Vocês podem falar algo sobre essa história?

Shaun: Eu acho que eles nos fizeram mais populares, porque todo mundo fala disso [risos]

Adam: Isso chamou nossa atenção na época. Eu ouvi a música, e eu fiquei chocado, porque é a mesma coisa, eu só acho que eles trocaram o tom. Mas isso pode ser só uma coincidência, você sabe.

Mas vocês nunca processaram eles…

Adam: Não. Nós não somos esse tipo de pessoa.

Eddie: Na verdade nós não ficamos bravos por isso. Não é grande coisa. Eu acho que as outras pessoas fazem disso algo maior do que nós achamos que é.

Adam: Se isso vai trazer mais atenção para nosso disco você pode tomar isso como algo enorme. [risos]

Eddie: Mas na verdade nós gostariamos de convidá-los a vir ao nosso show.

Adam: É, eles parecem boa pinta. [risos]

Nos últimos anos nós estamos vendo o hardcore perder espaço na mídia para estilos como o country e o pop. Vocês acham que o hardcore pode voltar a ter a atenção que teve no começo dos anos 2000?

Adam: Sim. Eu acho que tudo vem em ondas. Agora a onda é mais para o pop, mas tudo volta.

Shaun: Eu acho que vai ser uma época excitante, com o Refused e o At the Drive In de volta. Eu acho que as pessoas estão procurando por algo novo e agressivo como isso, e eu acho que esses caras podem ser os líderes.

Eddie: Eu mal posso esperar, porque há muita porcaria por aí…

Entre as bandas que fazem sucesso na mídia, há alguma banda em atividade que vocês acreditam que faça música de qualidade?

Adam: Eu amo o Mumford and Sons, e eles estão grandes agora.

Adam: Tem o My Morning Jacket, o ultimo disco deles é demais. Eu tive a chance de vê-los ao vivo e eles fazem um ótimo show. São uma grande banda.

Ainda falando de bandas. Quais foram suas maiores influências?

Eddie: Eu acho que as influências mais importantes para mim como guitarrista foram Brian Baker [guitarrista da banda de hardcore Minor Threat] e Walter Schreifels, do Gorilla Biscuits. Eu peguei muita coisa deles.

E falando sobre seu ultimo álbum, o primeiro desde que Shaun e John voltaram. O que vocês acham que mudou?

Adam: Nós crescemos muito desde então, e muita coisa aconteceu entre o tempo que gravamos nosso primeiro disco e este último. E eu gosto de pensar que nós escrevemos músicas melhores agora.