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“Temos orgulho do nosso legado”, diz Chuck Comeau, do Simple Plan

Turnê de comemoração dos 15 anos do lançamento do primeiro disco da banda chega ao Brasil nesta semana

por Rebecca Silva em 23/05/2018

As tendências musicais, comportamentais e estéticas de uma década quase sempre são ditadas pela juventude, geração dominante, influente e consumidora daquela época. Nos anos 1970, tivemos os hippies. Nas décadas seguintes, vieram os punks, os grunges, os clubbers. E, na década de 2000, quando a moda era ser emo, os integrantes do Simple Plan estavam entre seus principais ícones.

Como a vida é cíclica e já estamos testemunhando um forte retorno aos anos 1980 e 1990, a ordem natural das coisas é que, muito em breve, vejamos a volta dos anos 2000. Para isso, os garotos canadenses da banda já se adiantaram: entraram em turnê comemorativa dos 15 anos de lançamento do primeiro álbum, No Pads, No Helmets... Just Balls, lançado em 2002 e que chegou ao 35º lugar do Billboard 200. “Como são 15 anos, pensamos em comemorar. Primeiro, não tínhamos muita certeza da ideia, ficamos em dúvida. Começamos então com uma turnê pequena pelos Estados Unidos e os fãs de outros países pediram para levarmos o show para Europa, Austrália, Japão e o Brasil, é claro. O álbum mudou as nossas vidas, as pessoas se conectaram com ele, é algo especial para os fãs”, contou Chuck Comeau, um dos fundadores do Simple Plan e baterista da banda, em entrevista exclusiva à Billboard Brasil.

Há 15 anos, o Brasil ganhava sua última Copa do Mundo, na época em que a nossa Seleção ainda conseguia derrotar a Alemanha. Lula era eleito presidente pela primeira vez. Streaming? Nem pensar, ouvíamos música no Discman! E, quem sabe, não curtíamos os hits que saíram desse álbum de estreia do Simple Plan, como “Perfect”, “Addicted To You” e “I’d Do Anything?”. 

A turnê chega nesta semana ao Brasil, onde o grupo fará cinco apresentações: Porto Alegre (25/05, Pepsi On Stage), Curitiba (26/05, Live Curitiba), São Paulo (27/05, Audio), Rio de Janeiro (30/05, Circo Voador) e Uberlândia (01/06, Ginásio Municipal Tancredo Neves).

Desde a sua formação oficial, o Simple Plan conta com os mesmos integrantes, o que é algo que não acontece com tanta frequência no mundo musical. Chuck conta o segredo: “Enquanto algumas bandas da mesma época deixaram de existir e outras mudaram de componentes, nós somos a mesma banda. Somos gentis uns com os outros, nos comunicamos e resolvemos os problemas. Conforme os anos passam, você percebe o quanto algo é especial e passa a valorizá-lo. Nem sempre concordamos, mas sempre conversamos”.

A turnê ainda ajudou a banda a renovar o público ao apresentar as músicas para uma geração pós-febre do emo e trouxe um sentimento de nostalgia e gratidão à banda. “Quando fizemos o disco, fomos honestos. Estávamos sendo nós mesmos. Ainda somos assim. Não fazemos nada com o qual não nos sentimos confortáveis. Sempre seguimos nossos instintos. Foram músicas que escrevemos no final da adolescência, inocentes, mas o resultado foi ótimo e as pessoas se conectaram com elas. Esse álbum fez a nossa carreira. Temos orgulho do nosso legado, das pessoas ainda se interessarem em nos ouvir”, contou.

  • HOT 100
    BRASIL
  • BILLBOARD
    200
  • HOT 100
    EUA
1
Beijo de Varanda
Bruno & Marrone
2
Buá Buá
Naiara Azevedo
3
Contramão
Gustavo Mioto
4
Ausência
Marília Mendonça
5
Olha Ela Aí
Eduardo Costa
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“Temos orgulho do nosso legado”, diz Chuck Comeau, do Simple Plan

Turnê de comemoração dos 15 anos do lançamento do primeiro disco da banda chega ao Brasil nesta semana

por Rebecca Silva em 23/05/2018

As tendências musicais, comportamentais e estéticas de uma década quase sempre são ditadas pela juventude, geração dominante, influente e consumidora daquela época. Nos anos 1970, tivemos os hippies. Nas décadas seguintes, vieram os punks, os grunges, os clubbers. E, na década de 2000, quando a moda era ser emo, os integrantes do Simple Plan estavam entre seus principais ícones.

Como a vida é cíclica e já estamos testemunhando um forte retorno aos anos 1980 e 1990, a ordem natural das coisas é que, muito em breve, vejamos a volta dos anos 2000. Para isso, os garotos canadenses da banda já se adiantaram: entraram em turnê comemorativa dos 15 anos de lançamento do primeiro álbum, No Pads, No Helmets... Just Balls, lançado em 2002 e que chegou ao 35º lugar do Billboard 200. “Como são 15 anos, pensamos em comemorar. Primeiro, não tínhamos muita certeza da ideia, ficamos em dúvida. Começamos então com uma turnê pequena pelos Estados Unidos e os fãs de outros países pediram para levarmos o show para Europa, Austrália, Japão e o Brasil, é claro. O álbum mudou as nossas vidas, as pessoas se conectaram com ele, é algo especial para os fãs”, contou Chuck Comeau, um dos fundadores do Simple Plan e baterista da banda, em entrevista exclusiva à Billboard Brasil.

Há 15 anos, o Brasil ganhava sua última Copa do Mundo, na época em que a nossa Seleção ainda conseguia derrotar a Alemanha. Lula era eleito presidente pela primeira vez. Streaming? Nem pensar, ouvíamos música no Discman! E, quem sabe, não curtíamos os hits que saíram desse álbum de estreia do Simple Plan, como “Perfect”, “Addicted To You” e “I’d Do Anything?”. 

A turnê chega nesta semana ao Brasil, onde o grupo fará cinco apresentações: Porto Alegre (25/05, Pepsi On Stage), Curitiba (26/05, Live Curitiba), São Paulo (27/05, Audio), Rio de Janeiro (30/05, Circo Voador) e Uberlândia (01/06, Ginásio Municipal Tancredo Neves).

Desde a sua formação oficial, o Simple Plan conta com os mesmos integrantes, o que é algo que não acontece com tanta frequência no mundo musical. Chuck conta o segredo: “Enquanto algumas bandas da mesma época deixaram de existir e outras mudaram de componentes, nós somos a mesma banda. Somos gentis uns com os outros, nos comunicamos e resolvemos os problemas. Conforme os anos passam, você percebe o quanto algo é especial e passa a valorizá-lo. Nem sempre concordamos, mas sempre conversamos”.

A turnê ainda ajudou a banda a renovar o público ao apresentar as músicas para uma geração pós-febre do emo e trouxe um sentimento de nostalgia e gratidão à banda. “Quando fizemos o disco, fomos honestos. Estávamos sendo nós mesmos. Ainda somos assim. Não fazemos nada com o qual não nos sentimos confortáveis. Sempre seguimos nossos instintos. Foram músicas que escrevemos no final da adolescência, inocentes, mas o resultado foi ótimo e as pessoas se conectaram com elas. Esse álbum fez a nossa carreira. Temos orgulho do nosso legado, das pessoas ainda se interessarem em nos ouvir”, contou.